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31 de maio de 2021

Clube do Choro de BH, representado pelo Diretor Cultural Paulo Ramos, é um dos destaques de hoje no Seminário "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil".


Nesta segunda (31), logo mais a partir 19 horas, quatro Clubes do Choro de diferentes regiões brasileiras se reúnem como convidados especiais do Seminário "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil". Associações do Maranhão, Belo Horizonte, Pelotas e Goiânia estarão representadas na 5ª edição dedicada aos Coletivos do Choro. As transmissões dos seminários "Choro - Patrimônio Cultural do Brasil", que tem sido muito importantes para o andamento do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, acontecem a partir das 19 horas pelo Youtube no do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) e também pela página no Facebook.

Paulo Trabulsi, cavaquinista do Regional Tira Teima, grupo de Choro que já completa 47 anos de atividades, abre o próximo seminário representando o Clube do Choro do Maranhão.

Diretor Cultural do Clube do Choro de BH,
Paulo Ramos representa a instituição nesta noite. 
Paulo Ramos
, Diretor Cultural do Clube do Choro de Belo Horizonte estará representando a instituição neste dia muito especial: data em que o Clube do Choro de BH completa e celebra 15 anos de fundação. Paulo que é um experiente produtor cultural irá relatar a história e importância da instituição em uma cidade que tronou-se uma referência no país quando o assunto é música instrumental. A capital mineira também é um reconhecido berço de ‘chorões’ e se tornou um cenário onde o Choro é um dos gêneros que mais movimenta artistas e chama a atenção do público.

Na sequência, o Clube do Choro de Pelotas será representando pelo bandolinista Paulinho Martins. A cidade gaúcha de Pelotas apresenta em sua história uma forte vocação boêmia e, nesse contexto, destaca-se a prática do Choro como uma sonoridade local fortemente ligada à identidade brasileira.

O professor e cavaquinista Oscar Wilde Ayres Silva, presidente e fundador do Clube do Choro de Goiânia encerra o encontro trazendo toda a história e memória desse gênero musical no universo das ruas e nos espaços culturais da capital de Goiás.

Programe-se e participe do debate pelo chat, com perguntas e sugestões.

28 de maio de 2021

"Trombone & Vibraphone dans le Choro": Marcos Flávio e Rodrigo Heringer juntos em conferência no Lille Choro Festival.


No próximo domingo (30), das 9h às 11h (horário de Brasília), dois gigantes da música instrumental mineira se reúnem para mostrar ao mundo, lições de grandeza no Choro. Marcos Flávio Aguiar e Rodrigo Heringer são convidados do 3ª edição do Lille Choro Festival e participam da conferência: "Trombone e Vibrafone no Choro", com transmissão online.

Desde 2017 o festival é produzido pela Association Açai (@associationacai) e neste ano trará como homenageado,  o trombonista Raul de Souza.  O Festival conta com a direção artística de Roberto de Oliveira e irá oferecer masterclasses, debates, conferências e muitas surpresas. 
A programação totalmente online, com transmissão via canal oficial da associação no Youtube e pela plataforma Zoom, acontece nesta sexta (28) até domingo (30). Para participar das conferencias gratuitas é necessária a inscrição prévia que pode ser realizada através do email: assoacai6@gmail.com. 

E para quem perdeu, trazemos aqui a reapresentação da primeira parte da programação desta sexta feira, primeiro dia de Festival. Desfrute.



27 de maio de 2021

Clube do Choro de BH e outros 3 coletivos de diferentes regiões do país são os destaques do próximo Seminário "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil".


Na próxima segunda feira, 31 de maio, Clubes do Choro de diferentes regiões brasileiras serão os convidados especiais do Seminário "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil". Associações do Maranhão, Belo Horizonte, Pelotas e Goiânia estarão representadas na 5ª edição dedicada aos Coletivos do Choro. As transmissões dos seminários "Choro - Patrimônio Cultural do Brasil", que tem sido muito importantes para o andamento do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, acontecem a partir das 19 horas pelo Youtube no do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) e também pela página no Facebook

Paulo Trabulsi _ Foto Divulgação
Paulo Trabulsi, cavaquinista do Regional Tira Teima, grupo de Choro que já completa 47 anos de atividades, abre o próximo seminário representando o Clube do Choro do Maranhão. O Choro Maranhense e sua alta qualidade está expresso em um quadro de  nomes conhecidos em todo o Brasil. A história individual e coletiva destes merece destaque e registros como o já realizado no livro "Chorografia do Maranhão". A obra  foi desenvolvida a partir de um projeto de pesquisa e mapeamento junto aos instrumentistas e compositores de Choros daquele estado, sob a responsabilidade do sociólogo e radialista Ricarte Almeida Santos,do fotógrafo Rivanio Almeida Santos e do  Zema Ribeiro. O livro reúne as 52 entrevistas com 54 instrumentistas de Choro nascidos ou radicados no Maranhão publicadas como uma série no jornal O Imparcial, entre março de 2013 e maio de 2015. Trabulsi trará muito da história desses grandes nomes que fazem do Choro maranhense um celeiro de muitas memórias a serem preservadas.

Paulo Ramos
, Diretor Cultural do Clube do Choro de Belo Horizonte estará representando a instituição em um dia muito especial: data em que o Clube do Choro de BH completa e celebra 15 anos de fundação. Paulo que é um experiente produtor cultural irá relatar a história e importância da instituição em uma cidade que tronou-se uma referência no país quando o assunto é música instrumental. A capital mineira também é um reconhecido berço de ‘chorões’ e se tornou um cenário onde o Choro é um dos gêneros que mais movimenta artistas e chama a atenção do público. 

Paulo Ramos - Foto: ActionBhz
Constituído em 2006 e com quadro de sócios, músicos ou não, desde sua origem, o Clube se mantem como uma instituição totalmente voltada para o incentivo e a divulgação da música – e em especial o gênero choro - através de atividades de instrumentistas, compositores e intérpretes, que se dedicam ao estudo e apresentações de audições musicais em casas de espetáculos, bares, praças públicas e espaços culturais.
Hoje, a despeito de não possuir sede própria, o Clube já tem seu lugar no cenário cultural da cidade, contribuindo de forma permanente e atuante para a existência e permanência do Choro na capital mineira, participando com seus associados e convidando artistas de outras praças, para o saudável intercâmbio cultural. Isto resulta em realização de diversos eventos artísticos e culturais, buscando manter a das mais gratas tradições da música instrumental brasileira: a democrática roda de choro.

Paulinho Martins _ Foto: Divulgação
Na sequência, o Clube do Choro de Pelotas será representando pelo bandolinista Paulinho Martins. A cidade gaúcha de Pelotas apresenta em sua história uma forte vocação boêmia e, nesse contexto, destaca-se a prática do Choro como uma sonoridade local fortemente ligada à identidade brasileira. A memória do Choro na cidade cabe muitas histórias do Regional Avendano Jr., um dos principais grupos de choro da cidade com mais de 30 anos de atuação, e o seu principal ponto de encontro: o Bar Liberdade. O local que fechou as portas em 2013, tornou-se conhecido em todo o estado por ter sido por mais de 20 anos, o principal reduto do Choro de Pelotas.
Com o fechamento do bar e o falecimento do compositor e cavaquinista pelotense Avendano Jr. outros músicos da mesma geração continuaram a se encontrar em locais alternativos evocando o ambiente musical e democrático que caracterizava o saudoso bar e suas reuniões. Essas vivências deram origem a outros grupos de Choro e nesse contexto de renascimento do Choro pelotense foi que em 2015 foi criado o Clube do Choro de Pelotas em homenagem a Avendano Júnior.

Oscar Wilde A. Silva Foto_Divulgação
O professor e cavaquinista Oscar Wilde Ayres Silva, presidente e fundador do Clube do Choro de Goiânia encerra o encontro trazendo toda a história e memória desse gênero musical no universo das ruas e nos espaços culturais da capital de Goiás. Locais como o Grande Hotel que abriga grandes eventos promovendo diferentes grupos e regionais que fortalecem o movimento do Choro na cidade. 
No aspecto acadêmico musical a cidade também oferece referências, mantendo em suas instituições núcleos de estudo em performance e prática de conjunto.  
Exemplo disso é o destaque dado a esse gênero musical a grandes encontros musicais dedicados à celebração do Choro como o recentemente promovido entre a Escola do Futuro em Artes Basileu França, considerada a maior escola de artes da América Latina e o Instituto de Educação em Artes Gustav Ritter que, juntas, celebraram o Dia Nacional do Choro neste ano, com concerto transmitido online.

Fontes consultadas: 
Site Clube do Choro de Pelotas: https://wp.ufpel.edu.br/choropelotas/
Paulinho Martins: https://www.facebook.com/paulinho.martins.16
Portal Mais Goiás: https://www.emaisgoias.com.br/dia-nacional-do-choro-instituicoes-de-ensino-em-artes-homenageiam-pixinguinha/

26 de maio de 2021

O grande mestre Fernando Araújo mostrou muito mais sobre "O Charme do Violão Mineiro".

Fernando Araújo - Foto: Marcelo Rosa
O ciclo de entrevistas "O charme do Violão Mineiro" continua recebendo nomes de expressão do cenário artístico do nosso Estado. Na noite de ontem, o violonista, professor e pesquisador Fernando Araújo foi o convidado para a terceira entrevista da série e contou sobre sua trajetória, abordando o seu vínculo com o instrumento, seus importantes trabalhos na área de ensino e pesquisa, enfim, todo o “seu universo” criado e vivenciado em torno do instrumento destaque. Uma verdadeira e imperdível aula que merece ser desfrutada por todos. 

A cada semana, convidados importantes da cadeia produtiva do violão estão sendo recebidos pelo idealizador e apresentador do projeto, o violonista e professor Celso Faria. Na edição mais recente, que foi ao nessa terça (25), com transmissão nos canais do YouTube e Facebook, ele recebeu Fernando Araújo.

Mestre em Música pela Manhattan School of Music, de Nova York e Doutor em Música pela Escola de Música da UFMG, onde atua como Professor Adjunto, Fernando tem um extenso currículo e conquistou um conceito elevado como professor, instrumentista e pesquisador. Não por acaso ele é um dos músicos destacados no documentário “Violões de Minas”, escrito e dirigido por Geraldo Vianna.

Fernando Araújo busca continuamente fomentar e divulgar o violão em sua riqueza de possibilidades e vem se dedicando também à criação e coordenação de eventos. Foi responsável por duas edições do Concurso de Violão José Lucena Vaz, realizados em Belo Horizonte e desde 2005 coordena, juntamente com os violonistas Juarez Moreira e Aliéksey Vianna, o Festival Internacional de Violão de Belo Horizonte, evento que, já na sua nona edição, é reconhecido como um dos maiores e mais importantes do gênero no Brasil.

Em sua discografia encontramos o CD Universal no qual Fernando Araújo interpreta obras de Villa-Lobos, Piazzolla e Garoto. Lançado pelo selo Karmim, o trabalho foi muito bem recebido pela crítica especializada.   Com a cantora Mônica Pedrosa ele gravou o CD “Canções da Terra, Canções do Mar”, no qual o duo interpreta canções de compositores eruditos brasileiros, tanto originais quanto arranjos do próprio violonista. Um livro com o mesmo título, contendo as partituras desse CD, foi lançado pela Editora UFMG. Seu último trabalho fonográfico é o álbum “Francisco Mignone: Manuscritos de Buenos Aires e canções para voz e violão”, lançado recentemente pelo Selo Sesc, em que conta com a parceria do violonista Celso Faria nos duos de violão que constituem os Manuscritos e, mais uma vez, de Mônica Pedrosa nas canções. E foi também tocando com ela que Fernando venceu o “XX Artists International Auditions”, em Nova York. Além deste, ele obteve outros, como o Prêmio Turíbio Santos no “II Concurso Internacional Villa-Lobos” e o 1º Lugar e Prêmio de Melhor Intérprete de Villa-Lobos no “II Concurso Nacional Villa-Lobos”.

Para quem perdeu ou deseja rever a edição do "Charme do Violão Mineiro" com Fernando Araújo trouxemos hoje, na íntegra,  a reapresentação dessa imperdível entrevista. Desfrute de uma verdadeira aula.


25 de maio de 2021

O pianista Hercules Gomes celebra com palestra e show online, os 124 anos de nascimento da compositora Tia Amélia.


O pianista Hercules Gomes irá promover esta semana, dois eventos que visam celebrar os 124 de anos de nascimento da grande pianista, compositora e pesquisadora Amélia Brandão Nery. Nesta terça (25), data oficial do aniversário, a partir das 21 horas, acontece a palestra "Tia Amélia 124 anos" com transmissão ao vivo pelo Youtube. Já no próximo domingo, 30/05, às 20 horas, o pianista irá realizar um Show online, transmitido pelo mesmo canal,  quando irá interpretar um repertório com obras da compositora homenageada.

Até lá aproveite para reler este post: O piano popular brasileiro celebra hoje os 123 anos de Tia Amélia  que traz detalhes sobre a vida e audições da obra da compositora. 

Ouça também uma linda e animada execução de Hércules Gomes gravada em 2019, apresentando o repertório do álbum "Tia Amélia pra sempre". Ele toca ao lado dos músicos Rodrigo Y Castro (flauta), Nailor Proveta (clarineta e arranjos), Natan Oliveira ( trompete), Phillips Thor (eufônio), Eliezes Tristão (tuba) e Douglas Alonso (bateria). A composição é "Chora Coração".  

24 de maio de 2021

Seminário Choro Patrimônio Cultural do Brasil destaca as memórias preservadas por projetos, acervos, pesquisas históricas e musicais.



Os Seminários Choro Patrimônio Cultural do Brasil prosseguem nesta segunda (29) trazendo mais uma edição e abordando as Memórias do Choro. Participam como convidados especiais desse encontro: Pedro Cantalice (RJ) representando o Projeto Memória do Cavaquinho Brasileiro; Raquel Aranha (SP) como representante do Acervo Maestro Cunha; Lucas Guerra (PE) que irá abordar "O Choro na obra de Capiba" , além de João Peçanha com a exposição "O Choro Negro de Pixinguinha".

As transmissões dos seminários "Choro - Patrimônio Cultural do Brasil", que tem sido muito importantes para o andamento do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, acontecem pelo Youtube no do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan , e também pela página no Facebook. O evento de hoje contará com a mediação de Alice Alves. 
Realização: ACAMUFEC | CNFCP | IPHAN - Streaming e Coordenação Audiovisual: Pandu Filmes.

Até lá, vamos ouvir Chorinho da Roça "Visita Capiba", projeto apresentando nas comemorações dos 170 anos do Teatro de Santa Isabel Recife - Pernambuco 18/05/2020. O grupo é formados pelos músicos Artur Ortenblad (Oboé), Lucas Guerra (7 Cordas) e Anderson Botelho (Pandeiro). Apreciem.
 

Lourenço da Fonseca Barbosa, mais conhecido como Capiba (Surubim - 28/10/1904 - Recife 31/12/1997 ) foi músico, pianista e, mesmo  tendo se formado em Direito e passado grande parte de sua vida atuando como funcionário concursado do Banco do Brasil, se tornou o mais conhecido compositor de frevos do Brasil. Viva Capiba!

22 de maio de 2021

LUCAS LADEIA EM NOVIDADES MUSICAIS

Lucas Ladeia em Ilustração de Marcos Bicalho 

O Cavaquinista e compositor, Lucas Ladeia está em franca produção musical. Ele acaba de estrear a nova temporada do seu projeto Cavaquinho Solista e, neste domingo (23), será o convidado especial do Programa Mistura Fina. Além do trabalho solo, ele também tem novidades como integrante do Grupo Toca de Tatu que acaba de anunciar a websérie "Por dentro das composições".

Cavaquinho Solista é um projeto de pesquisa e criação fomentado pela Lei Aldir Blanc 2020. Foi concebido em um formato mais íntimo, onde Lucas Ladeia interpreta arranjos para cavaquinho como instrumento solo, com objetivo de criar um momento de conexão entre o ouvinte e a música, além de mostrar as belezas desse instrumento.

A pesquisa para o projeto se deu pelo estudo de diferentes texturas musicais e suas possibilidades de adaptação para o âmbito do "cavaquinho solista", termo utilizado para designar a prática musical do cavaquinho sem nenhum outro instrumento acompanhando. O processo culminou na composição de quatro peças, cada uma apresentando uma textura musical diferente como principal elemento estruturador.  

O projeto estreou na segunda feira (17/05) e trouxe "Esperançar", música composta na textura conhecida por "melodia acompanhada". Já "Fraternizar'", a segunda da série, foi composta em uma textura de contraponto a duas vozes. Lançada na última quinta feira, também já está disponível no canal Youtube do compositor. 

Após a publicação das quatro peças, o compositor pretende disponibilizar no canal uma aula na qual demonstrará alguns desafios na utilização dessas texturas durante os processos de pesquisa e composição, e apresentar exercícios que praticou para o desenvolvimento técnico necessário à performance das peças.

Nesse domingo (23) Lucas ganha novamente destaque na cena cultural. Desta vez como convidado do Mistura Fina,  programa que vai ao ar às 22 horas, pela Rádio Inconfidência. O programa é sempre composto por conteúdos imperdíveis quando se trata de ouvi-los sob a perspectiva de grandes instrumentistas e compositores da música brasileira. E nessa participação especial é certo que Ladeia nos reserva agradáveis surpresas musicais. Você pode ouvir o programa diretamente pela sintonia FM 100,9 ou através da programação ao vivo via web (http://www.inconfidencia.com.br/) .

Já no próximo dia 28 de maio chega a vez dele aparecer em destaque na websérie "Por dentro das composições".  A produção comemora os 10 anos do grupo Toca de Tatu, do qual Lucas é um dos componentes tocando ao lado de Abel Borges, Luísa Mitre e Lucas Telles. 

A série estreou ontem com Abel Borges e prossegue até o dia 11 de junho, trazendo todas as sextas feiras um vídeo novo, com um dos integrantes contando um pouco sobre composições que fazem parte do próximo álbum do grupo. Lucas Ladeia irá apresentar a composição "Doze Luas Inteiras". 
O projeto, viabilizado pela Lei Aldir Blanc, está disponível gratuitamente no Youtube do Toca de Tatu.

E como não poderia deixar de ser, nossa audição de hoje será com ele, o cavaquinista Lucas Ladeia interpretando "Esperançar", composição autoral que abriu a série "Cavaquinho Solista". 

Desfrutem desta melodia já que nesses tempos difíceis, é preciso esperança e música para alegrar a alma. 


"Esperançar" foi composta na textura conhecida por "melodia acompanhada". No caso, ela se identifica pela criação de dois registros simultâneos no cavaquinho: uma voz de acompanhamento, com um movimento de arpejo constante, na região grave do instrumento, e uma voz melódica, na região aguda. "Essa textura é o que podemos comparar com uma pintura de figura e fundo, onde a figura é o elemento principal, sendo representado na música pela melodia, enquanto o fundo compõe o cenário, com papel coadjuvante em relação à melodia, conquanto suas propriedades interfiram no modo como interpretamos a peça", é o que como nos explica o compositor.

21 de maio de 2021

Grupo Samba e Choro de Quintal se apresenta hoje na programação online do Festival Ramacrisna em Casa.

O Instituto Ramacrisna irá realizar, nesta sexta (21/05),  a primeira de três lives que irão compor o Festival Ramacrisna em Casa. A apresentação será transmitida a partir das 20 horas pelas redes sociais instituição no Facebook e YouTube e contará com a participação das bandas L6, Samba & Choro de Quintal e Dudu Mendes, todas de Betim. 

Os grupos participantes do festival vão mostrar para o público seus trabalhos em diferentes estilos musicais. “Nossa intenção é promover estilos variados, valorizando os talentos locais e os movimentos socioculturais de Betim. Com isso, estaremos promovendo a diversidade e auxiliando na criação de diálogos interculturais”, destaca a vice-presidente do Ramacrisna, Solange Bottaro.  

A Organização é uma Sociedade Civil, sem fins lucrativos, sem vínculos religiosos ou partidários que desenvolve projetos de aprendizagem, profissionalizantes, culturais, de geração de trabalho e renda, de tecnologia, de esporte e lazer, entre outros, para comunidades em situação de vulnerabilidade social de 13 cidades da Região Metropolitana de BH.  O Ponto de Cultura Ramacrisna, da cidade de Betim, recebeu apoio financeiro, oriundo da Lei Aldir Blanc do Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo – SECULT, para execução de ações emergenciais destinadas ao setor cultural. E como o Ramacrisna possui ao longo de sua história uma atuação e fomento a promoção da cultura, a realização das lives vem consolidar essa performance e colocar em destaque grandes artistas betinenses. 

Destacamos na apresentação desta noite o grupo Samba e Choro de Quintal, cuja formação conta com alguns associados ao Clube do Choro de BH. Composto pelos músicos Marcos Flávio (trombone), Henrique Martins (Violão 7cordas), Ramon Braga (Pandeiro), Cleidiano Machado (Cavaquinho) e Juninho Braga (Cantor) o grupo vem se apresentando em variados eventos e festivais, sempre trazendo um show envolvente, dançante e bem fundamentado nos maiores compositores e interpretes dos dois gêneros, samba e choro, com interpretações e arranjos próprios.

Até lá vamos de "esquenta"... Ouçam a execução de "Tico Tico no Fubá", clássico Choro de autoria de Zequinha de Abreu que faz parte do repertório do grupo. 

Programa Sala de Ensaio - Especial Abel Ferreira será transmitido ao vivo, no próximo domingo.


No próximo domingo (23/05), o Clube do Choro de São Paulo apresenta o programa Especial Abel Ferreira com os convidados André Parisi, Gabriel Deodato, André Kurchal e Caio Vinícius. Esta é mais uma edição do Sala de Ensaio com a transmissão ao vivo, a partir das 19 horas pelo  YouTube e Facebook. Programe-se.

Mineiro de Coromandel, Abel Ferreira viajou o mundo levando e levado pela melhor música. Nascido em 15 de fevereiro de 1915, este grande instrumentista tocou a vida toda. Aos cinco anos tocava acordeon, aos sete, flauta de bambu e aos 12 depois de ter-se iniciado por conta própria em teoria musical através de um método da década de 1920 chamado “Artinha”, experimentou pela primeira vez uma clarineta de 13 chaves, sob a orientação de um professor de Coromandel, de nome Hipácio Gomes. E este nome é para ser lembrado, pois Abel Ferreira não teve nenhum outro professor de música, nem antes, nem depois.
O contato com o saxofone veio aos 15 anos de idade; conta-se que, sabendo da existência de um sax alto numa outra cidade de Minas Gerais, Abel Ferreira viajou horas de trem apenas para conhecer o instrumento, que nunca havia visto. Aprendeu sozinho. Embora intuitivo, Abel tinha ouvido absoluto e aprendeu a escrever música, dominava a teoria musical, fazia arranjos e tocava piano.

20 de maio de 2021

Festival Divinas Brasileiras celebra grandes vozes femininas. Chiquinha Gonzaga abriu alas no primeiro episódio que contou com a participação da pianista mineira, Luísa Mitre.


Está no ar um super evento online para quem é apaixonado pelos ritmos desse Brasil tão diverso. É o Festival Divinas Brasileiras, que homenageia as divas Chiquinha Gonzaga, Dolores Duran e Elizeth Cardoso em uma série de shows inesquecíveis, durante este mês de maio. O projeto estreou no último domingo (16) e a primeira homenageada foi Chiquinha Gonzaga (1847-1935). O episódio de lançamento contou com a participação de grandes nomes dos palcos e da pesquisa musical. Entre eles: Nilze Carvalho, Choronas, Hércules Gomes, Maíra Freitas, Cacá Machado, Carô Murgel e a pianista mineira, Luísa Mitre.

Com esse evento, o Instituto Mpumalanga pretende resgatar a participação feminina na cena artística brasileira, já que muitas mulheres foram apagadas ou tiveram suas trajetórias minimizadas pela história. Dessa maneira, as novas gerações terão acesso às obras de grandes intérpretes, compositoras e instrumentistas que lutaram contra o preconceito e contribuíram para a difusão das sonoridades nacionais para o mundo.
O primeiro episódio contou com a participação da
pianista Luísa Mitre. Foto: reprodução
 
Se o Festival Divinas Brasileiras é perfeito para você, preste atenção nas próximas datas: os shows são sempre aos domingos, às 17h, com transmissão pelo Youtube
No dia 23, será a vez de Dolores Duran (1930-1959) a ser celebrada por Fabiana Cozza, Renata Jambeiro, Leila Pinheiro, Izzy Gordon, Denise Duran, Nina Becker e Rodrigo Faour. Quem encerra a programação é Elizeth Cardoso (1920-1990), com o especial que irá ao ar no dia 30. Participam da ocasião Ná Ozzetti, Luciana Oliveira, Zélia Duncan, Izabella Bicalho, Zé Manoel e Lucas Nobile. 

No primeiro episódio o projeto recebeu o grupo paulistano Choronas, a bandolinista Nilze Carvalho e os pianistas Hércules Gomes, Maíra Freitas e Luísa Mitre, além do músico e historiador Cacá Machado e a pesquisadora Carô Murgel. E para nossa audição de hoje trouxemos esse episódio na íntegra. Aproveite.

19 de maio de 2021

Edição especial do Programa Brasil Encanto reúne grandes instrumentistas e cantores para celebrar o Choro.


O Brasil Encanto, programa semanal produzido pela TVDD, trouxe uma edição especial, inteiramente dedicada a enaltecer o Choro e sua grandeza. Através da voz e instrumentos de artistas renomados e participação do trio base formado por Luiz José (Cavaquinho 6 cordas), Lucas Ervedosa (violão 7 cordas) e Igor Ribeiro (percussão) ouviremos belezas do gênero mais verde amarelo do planeta. 

Além dos cantores Roberta Fiuza e Marcus Caffé e do flautista Cleylton Gomes, o programa reuniu um super time de bandolinistas: Mestre Macaúba, Pedro Madeira, Carlinhos Patriolino e Jorge Cardoso. Desfrutem.

18 de maio de 2021

“O Charme do Violão Mineiro” recebe hoje, em sua segunda edição, o cantor e compositor Celso Adolfo.

Celso adolfo - Foto: Eduardo Gontijo

O convidado para a segunda entrevista do ciclo “O Charme do Violão Mineiro” nesta terça, 18 de maio, é o violonista, cantor e compositor mineiro Celso Adolfo. Este ciclo é apresentado pelo violonista, professor e produtor cultural Celso Faria. Realizado de forma remota, ele teve início no dia 11 de maio deste ano e ocorrerá sempre às terças-feiras, às 20h30, com transmissão nos canais do YouTube e Facebook do violonista.

Músico profissional desde 1983, Celso Adolfo sempre se apresenta interpretando suas próprias canções, acompanhando-se por um violão. Celso iniciou seus estudos musicais, ainda na infância, em São Domingos do Prata, sua cidade natal. Mudou-se para Belo Horizonte em 1969 e estudou Estradas na Escola Técnica Federal de Minas Gerais. Celso Adolfo trabalhou no DNER/MG até o início da década de 1980.

O grande impulso na sua carreira foi a gravação da sua canção Coração Brasileiro por Milton Nascimento, no álbum “Änima” (1982). Esta mesma música também foi registrada no quinto disco da cantora paraibana Elba Ramalho. Em 1983, Celso lançou seu primeiro trabalho fonográfico, Coração Brasileiro, produzido por Milton Nascimento. É de 1988 seu disco “Feliz”, álbum que Celso Adolfo também assina a produção. Um de seus grandes sucessos está inserido neste trabalho, a canção Nós dois, que foi composta quando Celso ainda residia no famoso Edifício Panorama (na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte-MG). Em 1990 lançou “Anjo Torto”, primeiro cd independente do Brasil. Com produção de Celso Adolfo e André Dequech, destaca-se neste disco sua canção A estrada do barro branco. Acrescenta-se ainda, na sua discografia, “Brasil, nome de vegetal” (1995), “O Tempo” (2003), “Voz, violão e algumas dobras” (2006). É de 2011 seu emblemático cd “Estrada Real de Villa Rica”. Neste álbum, Celso Adolfo propõe uma viagem no tempo, mais precisamente nos séculos XVII e XVIII, com canções inspiradas no ciclo do ouro e dos diamantes em Minas Gerais. Seu último trabalho, “Remanso de Rio Largo” (2019), foi inspirado no livro Sagarana, do icônico escritor mineiro João Guimarães Rosa. Com este disco, Celso Adolfo venceu a terceira edição do Prêmio Flávio Henrique, concedido pelo BDMG Cultural.

Segundo palavras do gestor cultural e escritor Afonso Borges, “Celso Adolfo tem o poder de unir o talento e sofisticação da melhor música elaborada com a tradição do cancioneiro de Minas Gerais”. 

Programe-se para esta entrevista imperdível e, até lá, vamos ouvir "Depois do amor" (℗ 1987 Celso Adolfo - Dist. Quae), uma das belas canções de Celso Adolfo e que, entre outras, também marcou sua trajetória musical.




17 de maio de 2021

Seminários Choro Patrimônio Cultural do Brasil conta hoje com a participação de representantes de associações e ensino do Choro do Estado de São Paulo.

 

Continuam nesta segunda (17), os seminários Choro Patrimônio Cultural do Brasil. A edição de hoje abordará o tema " Coletivos do Choro" com participação de representantes de clubes e núcleo de ensino do Choro do Estado de São Paulo. O evento é gratuito e transmitido pelo Youtube, a partir das 19 horas.

Iyes Finzetto
representará o Clube do Choro de São Paulo. A entidade surgiu em 2015, de um desejo antigo e da iniciativa de artistas e chorões da capital paulista (que reúne o maior número de músicos e musicistas que se dedicam a esse gênero musical) de possuir um espaço próprio para propagar o choro e realizar suas apresentações. “Uma das intenções do Clube do Choro também é dar destaque aos músicos, principalmente os jovens, que ainda não possuem tanto espaço, apesar de ser reconhecidos no meio do choro pelos seus próprios pares, por tocarem nas rodas e na noite”, conta Yves. “Buscamos colocar entre os artistas já consagrados que vão se apresentar outros que ainda estão em início de carreira. As rodas estão sempre abertas para músicos que queiram chegar e tocar. Sempre reafirmamos isso.” Dando continuidade aos seus eventos, durante a pandemia, o Clube do Choro de São Paulo vem desenvolvendo diversas atividades on-line, com transmissão pelas redes sociais.

O Clube do Choro de Santos será representado pelo seu atual presidente, Marcello Laranja. A associação foi fundada em 23 de abril de 2002 por um grupo de amigos apaixonados pela causa e todos, de alguma maneira, ligados a música. A inauguração aconteceu nas dependências do bar e lanchonete do SESC Santos. Na ocasião estavam presentes Marcello ao lado do conjunto Cinco Companheiros. De início, a base do clube era os membros Luiz Antonio Pires, Jorge Maciel, Obed Zelinschi e o próprio Marcello. Logo em seguida, outros companheiros vieram a integrar a diretoria
A primeira sede do Clube ficava nas dependências da Sociedade Humanitária, na Praça José Bonifácio. Era uma única sala que servia para encontros e reuniões, mas durou pouco, pois o horário da entidade era de expediente comercial, o que acabou inviabilizando a permanência. Algum tempo depois, no dia 23 de abril de 2008, foi inaugurada a nova sede no calçadão da Rua XV de Novembro, em pleno centro histórico, após quase oito meses arrumando e preparando para o evento. Todo o trabalho realizado foi feito, voluntariamente, pelos próprios companheiros de diretoria, com pouquíssimos recursos. Lamentavelmente, depois desse trabalho todo e, três ou quatro meses após a inauguração, o Clube do Choro perdeu sua sede pois o prédio foi vendido. A sede da Rua XV foi muito importante para todos, pois foram registrados momentos absolutamente agradáveis e inesquecíveis. Vários eventos, aniversários, encontros, shows, palestras, workshops, enfim, foi muito proveitoso, a despeito do pouco tempo em que lá o Clube permaneceu.
Grande parte das atuais atividades do Clube estão atreladas à aquisição de uma nova sede, e o Clube já está trabalhando para atingir este objetivo. 

O Clube do Choro Waldir Azevedo, de Taubaté será representado pelo jovem músico Rogério Guarapiran. Dramaturgo, pesquisador e bandolinista, Guarapiran é formado em bandolim popular na EMESP- Tom Jobim, em São Paulo. Participou de grupos e conviveu em rodas de choro na Capital, Guarulhos, Campinas e no Vale do Paraíba.
Ele é cofundador do Clube, junto com chorões experientes da cidade. O Clube atua, desde 2005, como um conjunto regional dedicado à pesquisa de obras de compositores e instrumentistas naturais ou radicados na cidade e no intercâmbio com grupos e chorões da região valeparaibana. O grupo tem dois discos produzidos: “Viva o Choro de Taubaté” e “Humberto 7 cordas: solista aos 80”.

Altino Toledo
representará o Clube do Choro de Avaré que promove o encontro de diferentes gerações do Choro e mantem o aprendizado como um legado.
A história da instituição tem início em 2012 com  um grupo de chorões avareenses que decidiu criar o que pode ser um dos maiores patrimônios culturais do município, o Clube do Choro de Avaré. Assim como em diversas cidades do país, Avaré tem a oportunidade de enriquecer sua história cultural através da educação musical, de eventos diversos e de festivais relacionados ao Choro. Há mais de 20 anos, motivados pelo violonista e bandolinista Jamil Caram, os amantes avareenses do gênero buscam aperfeiçoar-se, tendo como referência o Mestre Teixeira, violonista de sete cordas e luthier. A iniciativa de criar o Clube do Choro de Avaré surgiu por volta de 1997, quando Altino Toledo, bandolinista, e Sérgio Ornellas, percussionista, pesquisaram e redigiram o estatuto provisório e os primeiros projetos. No entanto, por vários anos o projeto ficou adormecido, mas as rodas de choro continuaram e cresceram com o tempo. Amigos e instrumentistas como Altino Toldedo (professor do Conservatório Dramático e Musical Carlos de Campos, de Tatuí-SP), Sérgio Ornellas e Flávio Calamita deram passos para a realização desta associação cultural e musical sem fins lucrativos que tanto enriquece a cidade de Avaré. O grupo conta ainda com o apoio de outros músicos e idealistas.
Com o falecimento da bandolinista Rosana Teixeira, filha do Mestre Teixeira, Altino decidiu criar um festival de choro em Avaré para homenageá-la. O sucesso da primeira edição realizada em 2011 mereceu continuidade, propagando a boa música e apresentando importantes nomes do choro. Também naquele ano foi formalizado o compromisso para a fundação do Clube do Choro. De lá pra cá o Clube do Choro de Avaré tornou-se realidade, ampliando suas atividades com rodas e oficinas musicais, e o festival que já chegou a oito edições. Além desse o Clube promove outros projetos de destaque comoo  programa Choros e Chorões, da Rádio Cidadania (quartas-feiras, 20h), apresentações ao vivo e pré-gravadas; e o “Música na Praça”, em parceria com a Secretaria de Cultura, que acontece todo último sábado do mês no coreto do Largo do Mercado. E assim, de modo tão brejeiro como o ritmo que representam, O Clube do Choro de Avaré vem se tornando uma das entidades mais representativas da região. 

Finalizando as apresentações de hoje, Alexandre Bauab representará o Núcleo de Choro do Conservatório de Tatuí. O Conservatório de Tatuí é a primeira escola de música brasileira, mantida por um Governo Estadual, a incluir em seu currículo o gênero “Choro” como matéria pedagógica. O curso é oferecido desde o ano de 1999. Nenhuma outra escola do Brasil, estadual ou particular – com exceção da escola de Choro de Brasília mantida pelo Governo Federal e fundada um ano antes, em 1998 -, teve a iniciativa de abrir espaço a esse tão importante gênero da música brasileira.
Na coordenação de Choro, são oferecidos cursos de flauta transversal, violão, bandolim, cavaquinho, percussão e prática de conjunto popular. Os cursos de instrumentos têm fixo na grade as disciplinas: Instrumento; Teóricas: teoria e percepção, harmonia popular; e Prática de conjunto. Para os cursos da coordenação de Choro são previstas ainda as seguintes disciplinas optativas: linguagem de choro, história da música popular e arranjo, maracatu, ritmos brasileiros, piano ou violão complementar, percussão complementar, prática de big band.
A divulgação do Choro pelo Conservatório de Tatuí iniciou-se em 1993. Já a partir dessa data a escola passou a manter o choro como uma das opções de grupo musical oferecidas por essa instituição a serviço da boa música. A partir de 2009, o choro conquistou um espaço próprio dentro da instituição, uma área específica abrangendo um grande número de ritmos formadores (as músicas-danças europeias: polca, mazurca, valsa, schottisch, quadrilha e habanera) e também ritmos não formadores que com o tempo foram agregados a seu extenso repertório pelos muitos compositores chorões como o baião, o frevo, o samba, o arrasta-pé e outros ritmos urbanos e também rurais.
A Área de Choro do Conservatório de Tatuí busca conciliar aprendizado formal e aprendizado não formal, proporcionando aos alunos atividades extraclasses onde eles, diferentemente do que acontece em aula, são “preparados para o desempenho” seguindo assim as formas tradicionais de aprendizagem do choro. A roda de choro, principal estratégia no que diz respeito à educação informal utilizada pela área, foi e continua sendo o espaço principal de formação de chorões. 


O evento de hoje contará com a mediação de Ana Paes. As transmissões dos seminários "Choro - Patrimônio Cultural do Brasil", que tem sido muito importantes para o andamento do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, acontecem pelo Youtube no do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan , e também pela página no Facebook.

Realização: ACAMUFEC | CNFCP | IPHAN
Streaming e Coordenação Audiovisual: Pandu Filmes

14 de maio de 2021

Quarteto cearense Marimbanda exibe seu terceiro álbum no Programa Roda de Choro.


O Programa Rod de Choro deste sábado (15/05) vai se dedicar integralmente ao lançamento do CD Caminhar, terceiro álbum de carreira do quarteto cearense Marimbanda, formado por Heriberto Porto (flauta), Thiago Almeida (piano), Miquéias dos Santos (baixo) e Luizinho Duarte (bateria). Na parte musical, sete peças do álbum em destaque.
Produzido e apresentado pelo jornalista e escritor Ruy Godinho, o "Roda de Choro" é um programa que resgata a história do Choro e as origens da música urbana brasileira, apresentando um repertório variado para os amantes do estilo. O programa vai ao ar pela Rádio Câmara, todos os sábados, às 12 horas e por mais 122 rádios parceiras em todo o Brasil.

Desfrute desde já desta audição. Prepare os aplausos e clica no rádio

13 de maio de 2021

Especial com o Clube do Choro de Betim será exibido hoje, na TV.

Clube do Choro de Betim - Foto: Ronaldo Silveira
Nesta quinta feira (13), o Clube do Choro de Betim será o destaque do quadro "Achamos em Minas" do programa Balanço Geral (Rede Record Minas). O especial foi gravado na Casa da Cultura Josephina Bento, imóvel que é uma das maiores referências artísticas da cidade sede do Clube. Além de animar os telespectadores tocando clássicos do ritmo musical, o grupo irá contar um pouco sobre a história dos músicos e suas influências.

O Clube do Choro de Betim tem suas origens nas rodas de conversas entre amigos que frequentavam o extinto restaurante Afonso’s, que ficava na avenida Amazonas, no centro de Betim E, desde então, vem participando ativamente há 20 anos de projetos relacionados à música brasileira. 

Com um repertório dançante e variado, que vai das gafieiras e marchinhas à bossa nova e música regional, o grupo conta com músicos gabaritados, que carregam em seus currículos apresentações na Espanha, França, Suíça, Nova Zelândia e Argentina. Formado por Ramon Braga (pandeirista), Juninho Braga (voz), Dudu Braga (solo e cavaco), Cleidiano Machado (cavaco base), Henrique Martins (violão de sete cordas), Marcos Flávio (trombone) e Pedro Mota (trompete), durante muitos anos, o grupo contou também com a participação do saudoso trombonista, Marcelo Batista.

Sobre o especial que será exibido hoje, Ramom Braga declarou em entrevista ao Jornal O Tempo: “foi muito gratificante termos sidos convidados para participar do programa. O choro é um gênero musical que ainda tem pouco visibilidade de mídia. Ficamos felizes em podermos contar um pouco da nossa história e de podermos alegrar as pessoas, tocando algumas canções”, agradeceu o pandeirista.

12 de maio de 2021

Vem aí mais uma edição do Lille Choro Festival com programação imperdível e homenagens ao trombonista Raul de Souza.

 

Vem aí mais uma edição do Lille Choro Festival. A programação totalmente online acontece nos dias 28,29 e 30 de maio, e trará como homenageado o trombonista Raul de Souza.

Desde 2017 o festival é produzido pela Association Açai (@associationacai) e neste ano, sob a a direção artística de Roberto de Oliveira, irá oferecer masterclasses, debates, conferências e muitas surpresas com transmissão via canal oficial da associação no Youtube

Raul de Souza - Foto: Divulgação
O carioca Raul de Souza, um dos mais prestigiados músicos brasileiros, é considerado padrinho da Association Açai com sede na cidade de Lille, situada no norte da França e  considerada a "Capital do Choro" naquele país.     
A homenagem chega em um momento em que o instrumentista, com 87 anos de idade e mais de 60 de carreira musical, já anunciou sua aposentadoria como trombonista devido a um câncer na garganta. "Conhecemos Raul & Yolaine (sua esposa) em 2017 e ele nos mostrou tanta amizade ao longo dos anos que queremos apoiá-los mais do que nunca nesta provação da vida" é o que declaram os membros da associação.  

Raul de Souza é, sem dúvida, um mestre da arte musical, mas se insere também na de inventor, no sentido literal: criou um tipo original de trombone, com direito a patente e tudo, o Souzabone, descrito como "um trombone em dó de quatro pistos, com dois gatilhos de correção de afinação e um registro para mudança de tessitura para notas mais graves; tem ainda um captador eletrônico e pedais que permitem vários efeitos como wahwah, delay, chorus e oitavador". Raul ainda pretende registrar sua história numa autobiografia. E este Festival será mais um capítulo a ser contado. Com certeza.

Programe-se a acompanhe a programação. Até lá, vamos ouvir esse grande instrumentista no Show de lançamento do projeto "O Universo Musical de Raul de Souza", que inclui o primeiro DVD do músico (gravado ao vivo no SESC Vila Mariana) e o CD inédito "Voilá", pelo SeloSesc. Com Raul de Souza (trombone e souzabone);Glauco Solter (baixo); Serginho Machado (bateria); Mario Conde (guitarra) e Fábio Torres (piano).

11 de maio de 2021

Estreia hoje o ciclo de entrevistas "O Charme do Violão Mineiro" que será apresentado pelo violonista e produtor, Celso Faria.

Estreia hoje o ciclo de entrevistas ¨O Charme do Violão Mineiro" que será apresentado pelo violonista, professor e produtor cultural Celso Faria.  Realizado de forma remota, ele ocorrerá sempre às terças-feiras, às 20h30, nos canais do YouTube e Facebook do violonista. O primeiro convidado será o violonista, compositor, arranjador e produtor musical, Geraldo Viana.

Em cada encontro, um convidado especial, de relevância na cadeia produtiva do violão no estado das Minas Gerais, irá nos contar sobre sua trajetória, abordando o seu vínculo com o instrumento, seus principais trabalhos, enfim, todo o “seu universo” criado e vivenciado em torno do violão. 

A fim de entendermos um pouco mais sobre esta complexa rede tecida ao redor do “Violão Mineiro”, foram convidados: executantes, professores, compositores que utilizam o violão como suporte criativo, compositores que não executam o violão, luthiers, produtores, jornalistas, pesquisadores, técnicos de som, além de musicistas que possuem vasta experiência colaborativa com o violão (seja na vertente música de câmara ou orquestral). Ao todo, serão mais de quarenta entrevistas em um projeto abrangente e inédito no estado das Minas Gerais.

Além de Geraldo Vianna, nas próximas semanas o projeto também irá receber: Fernando Araújo, André Cabelo, Lincoln Andrade, Harry Crowl, Edinho Santa Cruz, Vergílio Lima, Celso Adolfo, dentre muitos outros nomes de expressão.

O VIOLÃO MINEIRO
Por sua multiplicidade de sotaques em um país continental, o violão praticamente assume, em cada estado ou região diferente do Brasil, uma identidade própria, recheada de sabores locais. No caso do estado de Minas Gerais, por suas especificidades regionais, a plasticidade do instrumento em absorver e reinventar diversificadas tendências estilísticas e a musicalidade secular de um povo, podemos até pensar que existe um certo.... Violão Mineiro.

A produção musical mineira para violão hoje em dia se apresenta de maneira multifacetada, coexistindo variadas explorações de linguagens, abordagens instrumentais distintas, bem como a inserção do instrumento em diversificados contextos camerísticos e até mesmo sinfônico, mas, nem sempre foi assim. Ainda no início do século XX, época das primeiras investidas na construção de um repertório para o violão no estado, encontramos, predominantemente, obras que estavam ligadas aos gêneros populares vigentes, como o choro, a valsa, a marcha, a serenata e o batuque, por exemplo.

Um importante ponto de articulação na história do instrumento nas Minas Gerais se dá na década de 1960. Nesse momento, podemos observar uma série de fatores que contribuíram para o aparecimento de “novos ares” no ambiente do violão no estado, tais como: surgimento de cursos regulares do instrumento, sua frequência em diversos festivais de música, o aparecimento de violonistas que contavam com uma formação musical mais completa, além do interesse, da escrita instrumental, por compositores não executantes do violão. No Brasil, a composição musical deste período ainda vivia, sob as mais variadas perspectivas, a dicotomia nacionalismo/universalismo, e, com a produção violonística mineira não era diferente.

Atualmente, encontramos também um grande número de virtuoses violonistas/compositores que são ligados a diversos gêneros e movimentos musicais como o Choro, o Jazz, o Clube da Esquina e a música regional mineira e que se dividem entre o trabalho autoral e a releitura de standards nacionais e internacionais.

Celso Faria: produtor e apresentador - Foto: divulgação
CELSO FARIA
, produtor e apresentador do projeto nasceu em Passos (MG) no ano de 1979. Iniciou seus estudos musicais de maneira autodidata aos dez anos de idade. Em 1994 ingressou no “Curso de Formação Musical” da Escola de Música da UFMG, estudando na classe do professor José Lucena Vaz. Obteve o título de bacharel em violão na mesma instituição sob a orientação do professor Fernando Araújo. 
É especialista em Música Brasileira - Práticas Interpretativas - pela Universidade do Estado de Minas Gerais e Mestre em Performance Musical pela Universidade Federal de Minas Gerais. 
Também foi aluno de violão de Beto Davezac na Fundação de Educação Artística (Belo Horizonte) e de música de câmara de Norton Morozowicz na UERJ CLÁSSICA, parceria UERJ/ Universidade de Música de Karlsruhe - Alemanha (Rio de Janeiro).
Celso Faria obteve várias premiações, dentre elas: menção honrosa no “VII Concurso Nacional de Violão Souza Lima” (São Paulo, 1996), vencedor do “IX e XIV Concurso Jovens Solistas” da Escola de Música da UFMG (Belo Horizonte, 1998 e 2004), vencedor do “III e IV Concurso Jovem Músico BDMG” (Belo Horizonte, 2002 e 2003), vencedor do “Concurso Bianca Bianchi” (Curitiba, 2003), vencedor do concurso “Música da Universidade para a Comunidade” (Belo Horizonte, 2003), vencedor do “I Concurso Furnas Geração Musical” (Belo Horizonte, 2004) e semifinalista do “II Concurso de Violão Fred Schneiter” (Rio de Janeiro, 2005). 
Com uma destacada atuação como recitalista de violão solo, integrante em diversificadas formações camerísticas ou ainda como solista orquestral, o número de obras a ele dedicadas, encomendadas, transcritas ou arranjadas já superam 170 títulos. Celso Faria gravou diversos programas para rádio, televisão e internet e foi responsável também por várias primeiras audições. Da sua produção fonográfica/audiovisual, relacionamos os seguintes cds: Romancero Gitano, com o Coro Madrigale (selo independente, Belo Horizonte, 2006); 100 anos de Arthur Bosmans (selo “Minas de Som”, Belo Horizonte, 2011); Recital Mineiro - obras de Carlos Alberto Pinto Fonseca e Arthur Bosmans (selo independente, Belo Horizonte, 2019) e Manuscritos de Buenos Aires - Obras de Francisco Mignone, com o soprano Mônica Pedrosa e o violonista Fernando Araújo (selo “SESC-SP”, São Paulo, 2021); além do dvd que acompanha o livro Caminhos, encruzilhadas e mistérios de Turíbio Santos (selo “Artviva”, Rio de Janeiro, 2014).


Geraldo Viana, o entrevistado. Foto: Mariana Quintão
GERALDO VIANA
o entrevistado da estreia do projeto teve a música de Dilermando Reis, Baden Powell e João Gilberto,  apresentada pelo seu primeiro professor - Heber Alvim - em Divinópolis (MG). Ele foi o primeiro grande mestre e orientador em sua trajetória musical. Por volta de 1981, Geraldo começou a compor. Sempre foi dedicado ao estudo e à pesquisa, sem descuidar do meu lado de instrumentista. Quando mergulhou totalmente no estudo do violão e da composição, passava horas a fio tocando choros, sambas e frequentando “rodas de choro” em Belo Horizonte.
Nas últimas décadas, ele mantem parcerias consolidadas com vários letristas consagrados da Música Popular Brasileira. Com Fernando Brant (in memorian) compôs inúmeras músicas que já foram gravadas por vários intérpretes e ainda possui canções inéditas guardadas que, certamente, serão gravadas. Atualmente, escreve com frequência com o grande autor Paulo Sérgio Valle, responsável por tantos sucessos conhecidos em todo o mundo, bem como com compositores da nova geração. 
Há trinta e oito anos ele na produção fonográfica e já produziu centenas de LPs, CDs, DVDs e Singles de artistas de destaque no cenário musical brasileiro. Nesse período, trabalhei com as principais gravadoras do país: Eldorado, Universal, Sony, Movieplay, Velas e vários selos independentes. Atuou também como diretor musical e produtor de trilhas para vídeo e cinema. 
Como arranjador e orquestrador, participou das trilhas musicais dos filmes: “Amor e cia” de Helvécio Ratton e “O tronco” de João Batista de Andrade, além de curtas-metragens e vídeos. 
Geraldo Viana já se apresentou como violonista, por todo o Brasil, Japão e vários países da América Latina e Europa.
Há alguns anos esta à frente da Gvianna Produções Culturais, onde desenvolve trabalhos de pesquisa e vários projetos de cunho cultural e de interesse da classe artística, além de divulgar um catálogo instrumental e vocal.

Programe-se para esta entrevista imperdível e, até lá, vamos ouvir Celso Faria. Desfrutem da  primorosa apresentação realizada no Programa Segunda Musical, no Teatro da Assembleia em 2013.


10 de maio de 2021

Seminários "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil" continuam este mês. Altamiro Carrilho, Paulinho da Viola, Zé Barbeiro e Meira são personagens dos temas de hoje.



Os seminários da série "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil" continuam durante este mês de maio e  nesta segunda (10), partir das 19 horas, acontece mais uma edição abordando as Memórias do Choro. Altamiro Carrilho, Paulinho da Viola, Zé Barbeiro e Meira serão os personagens das abordagens desta noite.

O primeiro tema desta noite será "O Choro na trajetória e no estilo interpretativo do flautista Altamiro Carrilho" que será apresentado pelo pianista, flautista e arranjador, Márcio Modesto. Graduado em Música na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ele tem atuado principalmente no meio da música popular, tocando choro, samba e música instrumental brasileira.

Na sequencia, o saxofonista, flautista, compositor, arranjador e pesquisador Mario Seve irá nos apresentar  "Memória e criação musical: choros de Paulinho da Viola". Além de já ter tocado ao lado de Paulinho da Viola, Seve é coautor de um artigo intitulado Memórias na música de Paulinho da Viola que investiga questões associadas ao tema da memória na criação musical da obra do compositor. 

A próxima participação será da flautista, professora e pesquisadora, Cibele Palopoli cujo tema será "Violão Velho, Choro novo: processos composicionais de Zé Barbeiro". Sua abordagem nesta noite é também objeto de sua tese de Doutorado defendida na Universidade de São Paulo (USP) em 2018.
Cibele é professora na Universidade Católica de Santos (Unisantos) desde 2016, leciona as disciplinas de Música na Cultura Popular, Teoria e Percepção Musical e Metodologia da Pesquisa. É Mestre em Artes (Processos de Criação Musical) e Bacharel em Música (flauta transversal), todos pela USP.

"Meira e o violão de 6 cordas" é o tema que fechará os seminários desta noite. O violonista Iuri Bittar irá nos trazer uma abordagem sobre a vida e obras de Meira, reconhecidamente um dos maiores mestres do violão brasileiro, professor de grandes violonistas, entre eles Baden Powell e Raphael Rabello e cuja metodologia madura incluía o uso de livros tradicionais e o estímulo da disciplina e da técnica.
Iuri Bittat é bacharel e mestre em música e tem 15 anos de carreira como músico profissional, todos eles dedicados ao choro e ao violão. Atualmente é professor de violão da Escola Portátil de Música e do Instituto Casa do Choro.

O evento de hoje contará com a mediação de Rodrigo Heringer. As transmissões dos seminários "Choro - Patrimônio Cultural do Brasil", que tem sido muito importantes para o andamento do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, acontecem pelo canal do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan no Youtube, e também pela página no Facebook.


7 de maio de 2021

Pedro e o Choro, atração imperdível e gratuita, estreia nesse sábado.


O espetáculo Pedro e o Choro é uma aventura musical que apresenta de forma bem-humorada, leve e consistente, um dos mais importantes gêneros da música brasileira, o choro. Nessa jornada o público infantil vai conhecendo instrumentos, compositores e músicas de maneira divertida. Baseado no livro-CD homônimo de Simone Cit e Roberto Gnattali, a estreia do filme acontece  nesse sábado, dia 8 de maio, às 17h. A transmissão será feita gratuitamente pelo Youtube da Casa do Choro.

Para criar a fábula musical, Simone Cit (autora do livro) e Roberto Gnattali (diretor musical do livro) buscaram referências na obra "Pedro e o Lobo", do compositor russo Sergei Prokofiev (1881-1953). Esta montagem baseada na obra literária, foi idealizada pela flautista Maria Souto (uma das professoras da Escola Portátil de Música), que assina também a direção musical junto com João Souto. 

A história, que virou filme, teve roteiro adaptado por João Rodrigo Ostrower, direção de Clara de Andrade e Gustavo Guenzburger, e co-produção da Banda Filmes. Os músicos em cena são Aline Gonçalves, João Souto, Maria Souto e Thiago Kobe, dando vida aos bichos e aos personagens dessa história musical. Entra também na brincadeira o pequeno Inácio Souto, interpretando o menino que lê a história e dá asas à imaginação. Abrindo a roda, o filme conta ainda com participações especiais da cavaquinista Luciana Rabello, do trompetista Marcos Silva e da violinista Renata Neves. Todos contribuíram no processo de criação coletiva. IMPERDÍVEL!

SERVIÇO
Espetáculo Pedro e o Choro 
Estreia: dia 8 de maio – sábado – 17h
Em cartaz: sábado e dom (maio e junho) – 17h
Youtube da Casa do Choro
www.youtube.com/casadochorodigital
Acesso permanente através da plataforma digital da Casa do Choro
Classificação: livre
Duração: 30 minutos

5 de maio de 2021

103 anos de Dino, sua excelência 7 cordas.

Dino 7 Cordas - Foto reprodução web

Hoje celebramos o aniversário de nascimento de Horondino José da Silva, conhecido como Dino 7 Cordas, (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1918 — Rio de Janeiro, 27 de maio de 2006) que foi um dos violonistas mais importantes da música brasileira e o responsável pela consolidação do violão de 7 cordas na música brasileira e pelo desenvolvimento de sua linguagem. Dino foi também um dos maiores instrumentistas de Choro e influenciou outras gerações com sua maestria.

Nossa homenagem a ele vem através de dois jovens e talentosos instrumentistas mineiros: o violonista associado ao Clube do Choro de BH, Lucas Telles e o cavaquinista Lucas Ladeia que tocam "Minha Crença", composição de Dino 7 Cordas em parceria com Del Loro. Apreciem nossa audição de hoje.

 
Registro em vídeo realizado por ocasião do centenário de Dino 7 Cordas (2018)


Dino 7 Cordas
nasceu na rua Orestes, no bairro carioca do Santo Cristo. Filho de Caetano José da Silva, fundidor do Lóide Brasileiro, e de Cacemira Augusta da Silva, conhecida pelo apelido de Filhinha. Seu registro de nascimento foi feito em agosto, motivo pelo qual em algumas obras importantes está consignada a data de 5 de agosto como sendo a de seu nascimento. Sua relação com o violão vem desde a infância. Seu pai era violonista amador, assim como outros amigos que freqüentavam a casa. Estava sempre atento ao movimento musical ao qual prestava enorme atenção. Começou a praticar inicialmente o bandolim, que abandonou pouco depois pelo violão.

Dino 7 Cordas - Foto: reprodução web
Ao terminar o curso primário, empregou-se como operário em uma confecção de calçados. Por essa época já participava de festas e saraus familiares, onde revezava o violão com seu pai. Em uma dessas ocasiões, conheceu o pandeirista Jacó Palmieri e o cantor Augusto Calheiros, figuras que teriam grande importância para seu ingresso na vida profissional.
Por volta de 1934, passou a acompanhar Calheiros em espetáculos de circo, ganhando pequena remuneração que complementava a do trabalho na fábrica de calçados.
Por essa época, já dominava o repertório musical de toadas, valsas e sambas que aprendia através do rádio. Seu modelo de acompanhamento era fornecido pela dupla Nei Orestes e Carlos Lentine, violonistas do Regional de Benedito Lacerda, um dos mais sólidos regionais da época. Esse tipo de aprendizado foi definitivo em sua carreira. Daí vieram o repertório e a capacidade de acompanhar diversos gêneros, entre tantas outras peculiaridades.
Em 1943, quando o Regional de Benedito Lacerda exibia-se no programa "Piadas do manduca" de Lauro Borges, conheceu aquela que seria sua grande companheira, Dª Rosa, com quem teve um filho, Dininho, também músico (contrabaixista) com grande atuação na MPB.
É o inventor do apelido "Lua", destinado a Luiz Gonzaga, devido ao rosto arredondado do cantor. A alcunha foi divulgada pelo radialista Paulo Gracindo na Rádio Nacional em 1944.
Em 1954, ao mandar fazer seu primeiro violão de sete cordas, o que o fez um dos pioneiros do gênero no Brasil, passou a ser conhecido como Dino Sete Cordas.
Em 1974 arranjou e gravou o primeiro disco do Cartola.
O maestro Horondino nunca fez questão de ter seu nome na capa de nenhum disco, mas por insistência de um dos seus discípulos mais famosos, em 1991 gravou o Raphael Rabello e Dino 7 Cordas.
Em seus últimos anos de vida dava aulas de violão. Dino morreu de pneumonia em 27 de maio de 2006 no Hospital do Andaraí. O corpo foi velado e sepultado no cemitério de São João Batista, no bairro de Botafogo.

Obs: Dino faleceu no dia 26 de maio, à noite. Por causa disso algumas fontes informam, erradamente, que seu falecimento foi no dia 27. (Márcio Gomes)
Fonte: Wikipédia