29 de fevereiro de 2016

"CALENDÁRIO DO AFETO" AGORA MÊS A MÊS PARA VOCÊ.

Quem não pôde comparecer ao recital de lançamento do Calendário do Afeto: CD/E-Songbook do violonista Carlos Walter, realizado ano passado no Sesc Palladium pelo projeto Quarta Instrumental, agora poderá assisti-lo no Youtube.

Mês a mês, Carlos Walter compartilhará cada um dos movimentos. O vídeo dirigido por Bruno Nunes está em full HD e, além da música, contém falas explicativas com legendas em inglês. Comecemos então o trajeto fetal pelo 1º mês, lembrando que o livro com a respectiva partitura/tablatura contendo cifras está disponível para download na Biblioteca do Acervo Digital do Violão Brasileiro:
http://www.violaobrasileiro.com/…/biblioteca_advb_arquivo_6…
Aproveitem.

28 de fevereiro de 2016

HOJE NA HISTÓRIA DO CHORO

 

Morre a compositora Chiquinha Gonzaga

A última foto da maestrina e compositora, aos 85 anos,
no dia do seu aniversário.
No dia 28 de fevereiro de 1935 morria, no Rio de Janeiro, Chiquinha Gonzaga, a maior personalidade feminina da história da música popular brasileira. Nascida em 17 de outubro de 1847, na mesma cidade, ela foi a primeira maestrina e autora da primeira marcha carnavalesca, "Ó Abre Alas". Foi também a primeira pianista de choro, introdutora da música popular nos salões elegantes e fundadora da primeira sociedade protetora dos direitos autorais.

27 de fevereiro de 2016

Bar do Bolão ganha novo nome e Grupo Piolho de Cobra inaugura as rodas de choro das tardes de domingo.


O Grupo de Choro Piolho de Cobra inicia as atividades deste ano tocando no proxímo domingo, dia 28 de fevereiro. O evento que tem início às 16 horas dá inicio às tardes de chorinho no tradicional ponto de encontro da música instrumental de BH, o "Bar do Bolão". 
Agora denominado Butiquim Vila Rica, o espaço fundado por Raimundo José dos Reis, o Bolão passou por uma recente reforma e está ainda mais aconchegante e pronto para receber os amantes da boa música. 
A roda de choro será comandada por Gustavo Monteiro (violão 7 cordas), Artur Pádua (violão 6 cordas), Rafael Zavagli (cavaquinho), Rubens Costa (pandeiro), Chico Basto (flauta transversal e violao tenor), Helio Pereira (bandolim) e convidados.


SERVIÇO
Roda de Choro com Grupo Piolho de Cobra
Data: 28 de Fevereiro 2016 (domingo)
Horário: 16h00
Local: Botequim Vila Rica (Antigo Bar do Bolão) - Rua Vila Rica 637 – Padre Eustáquio – Belo Horizonte/MG
Couvert artístico: R$10,00


25 de fevereiro de 2016

"Choro de Varanda" toca nesta sexta, no Pedal e Prosa.


O grupo "Choro de Varanda" promove mais uma de suas tradicionais rodas de choro no espaço Pedal & Prosa. A roda de choro com os músicos Daniel Rosa (7 cordas), Guizé Medeiros (Flauta), Marcos Ruffato (Bandolim), Rafael Pimenta (Cavaquinho) e Rubens (Pandeiro) que vem alegrando as tardes de sábado do Santa Efigênia, acontecerá excepcionalmente nesta sexta, 26 de fevereiro. 
O evento acontece a partir das 19 horas.

SERVIÇO:
Roda de Choro com Grupo "Choro de Varanda"
Data: 26 de Fevereiro 2016 (sexta)
Horário: 19h00
Local: Pedal e Prosa Café - Rua Padre Marinho, 321 – Santta Efigênia – Belo Horizonte/MG
Couvert: R$5,00
Informações: (031) 3081-8996 contato@pedaleprosacafe.com.br

Choro de Varanda tocando o choro "Pagão" de Pixinguinha e Benedito Lacerda, no Pedal & Prosa 
Vídeo: Amilton Faria

24 de fevereiro de 2016

"Regional do Muringueiro" garante o Chorinho desta quarta.



E o chorinho de hoje já está garantido. O Regional do Muringueiro, com Marcelo Issa no violão 7 cordas, Rafael Zavagli no cavaquinho, Daniel Nogueira no pandeiro, Hélio Pereira no bandolim e seus convidados tocam a partir das 19 horas, no "O Muringueiro", espaço gastronômico cultural localizado no bairro da Graça. Você não pode perder.




SERVIÇO
Roda de Choro com Regional do Muringueiro
Data: 24/02 (quarta)
Horário: 19 horas
Local: O Muringueiro - Rua Juacema, 416 - Bairro da Graça - Belo Horizonte
Entrada: R$10,00
Informações: contato@muringa.com.br

23 de fevereiro de 2016

"Pensadores do Choro". Uma dica de leitura que vale conferir.

Hoje, a dica de leitura que trazemos para você vem diretamente das páginas da Revista do Choro.

Com o objetivo de fomentar e incentivar a produção literária de novos autores brasileiros, voltada para o gênero musicalchoro, a #e-ditora] e a Revista do Choro promoveram, em 2014, o primeiro edital Pensadores do Choro (cujas informações divulgamos na ocasião, aqui no blog).

Durante dois meses, a #e-ditora] recebeu muitos textos de autores de todas as regiões do país e, após minuciosa análise, apresentamos neste livro os dois trabalhos vencedores do edital.
Na categoria Crônicas e Memórias, o paraibano de 27 anos, Sergio Aires, instrumentista, professor de flauta e chorão, foi contemplado com o texto Tudo culpa do choro.
Na categoria Instrumentos, com o texto O choro marajoara de Adamor do Bandolim e um breve relato da história do choro no Pará, Vanessa Trópico, 34 anos, cavaquinista e pesquisadora externa do Grupo de Estudos Amazônicos da Universidade Estadual do Pará foi a contemplada.
Os textos contemplados são o resultado da experiência, vivência, aprendizado, amor e paixão de dois instrumentistas brasileiros pelo choro.
Do Pará, extremo Norte do Brasil, de onde muito pouco, ou quase nada nos chegam de notícias do choro, se desvela um cenário marajoara riquíssimo culturalmente onde o mestre Adamor do Bandolim, com seu jeito único de compor choro, nos mostra que o gênero nunca foi tão vivo na terra mais cabocla do território brasileiro.
Do Nordeste, vem a experiência didática e de vida de um jovem professor, que ao descobrir o Brasil fora do Brasil, na África, hoje é um difusor entusiasta da história de seu país, atuando em um projeto de valorização da cidadania através da música para jovens de comunidades em situação de risco social da Paraíba, especificamente João Pessoa.
Os dois textos convergem para a latente necessidade de criarmos mecanismos eficazes e plenos para perpetuar a linguagem musical e didática do universo do choro. As dificuldades do chorão do Marajó e o conclame do professor paraibano para que façamos métodos musicais com o legado do choro mostram o quanto ainda há por ser feito para que nossos chorões e estudantes de música possam vivenciar seu pertencimento ao Brasil de forma plena. Um, com a tranquilidade de que sua obra está resguardada e outro com, a certeza do aprendizado eficaz e sem deformações culturais. O Brasil onde o choro “é a alegria da tristeza que sorri e se lamenta”, onde se ensina e aprende generosamente de verdade. Este é o Brasil contido neste livro. Um Brasil de Pensadores do Choro.

O edital contemplou também o artista gráfico paulista Reynaldo Berta, que ilustra a capa do livro com sua arte. Os interessados em adquirir o livro podem fazê-lo acessando o link:

20 de fevereiro de 2016

Blá blá blá do Fainblat estreia com homenagem a Seu Mozart.


Lucas Flainbat - Foto: Divulgação
Neste domingo, 21 e fevereiro nosso saudoso chorão Mozart Secundino de Oliveira completaria 93 anos de vida. Falecido no fim do ano passado, o violonista e “xodó da galera” ganhará amanhã uma bela homenagem do cantor e compositor Lucas Fainblat, na estreia do programa Blá blá blá do Fainblat, pela Rádio Inconfidência (FM 100,9).

Todos os sábados, de 19h às 20h, o músico mineiro abordará um tema: datas de aniversários de compositores de Minas e do Brasil, vivos ou eternizados em nossa cultura; acontecimentos da semana; gêneros musicais específicos, etc.

“Os temas livres serão apresentados no início de cada programa e, no meio de conversa descontraída com o ouvinte, vou atender aos ouvidos mais exigentes da Rádio com uma seleção de músicas relacionadas aos temas. Áudios inéditos não ficarão de fora - canções ainda não lançadas, músicas extraídas de raras apresentações ao vivo, por aí vai”, conta o músico mineiro que no ano passado lançou ao lado do instrumentista Marcos Frederico o CD e vinil “Universo Carapuça”.

"Seu" Mozart em um dos encontros do Clube do Choro de BH.
Seu Mozart Secundino de Oliveira foi um dos fundadores do Clube do Choro de BH. Tocou com grandes nomes da música, a começar pelo amigo e mestre do cavaquinho Waldir Silva. Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Sílvio Caldas, Clara Nunes e Agnaldo Timóteo foram outros exemplos.
Mozart foi o destaque do projeto Moradores - A Humanidade do Patrimônio Histórico, da agência de fotografia Nitro Imagens. Recebeu o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte e também foi tema do documentário “Simplicidade - Mozart Secundino de Oliveira”, lançado há um ano, com direção de Amanda Gomes e Daniela Meira. Além do filme, Mozart foi homenageado por meio de músicas entre elas: “Sarau pro Sr. Mozart”, faixa do CD “Viamundo”, de Thiago Delegado, o Choro  "Mozareando" de autoria de  José Maria Nunes (clarinetista, ex-integrante do Grupo de Choro Flor de Abacate) também entra na lista e ainda a "Secundino Sacudindo"  de Marcela Nunes e Renato Muringa, registrado no CD "Em Casa" e que você pode ouvir no player abaixo.



19 de fevereiro de 2016

Acontece hoje mais um tradicional "Chorinho do Mosteiro".

O Restaurante Mosteiro convida para mais uma tradicional roda de Choro que acontece nesta sexta-feira, 19 de feveiro.
O local oferece ambiente agradável, petiscos saborosos, cerveja gelada e o mais importante para os amantes do Chorinho: músicos e repertório da melhor qualidade.

SERVIÇO
Roda de Choro no Mosteiro
Data: 19 de fevereiro 2016.
Horário: 19 horas.
Local: Restaurante Mosteiro. Rua Santa Rita Durão, 940 - Funcionários.
Reservas e maiores informações: (31) 99945 0786 e (31) 3261 2583



Vídeo: Amilton Faria.   Cícero no acordeon, Wagner e Dú nos violões, Nixon no cavaquinho, Ronaldo no pandeiro, Sergio Danilo no clarinete, Osmar e Ormarzinho no trombone e saxofone, Raissa na flauta, lembrando do clássico Choro de Pixinguinha e Benedito Lacerda, Naquele Tempo, no Restaurante Mosteiro, Savassi, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

18 de fevereiro de 2016

HOJE TEM CHORO NOSSO.


O grupo Choro Nosso formado pelos músicos Renato Muringa (cavaquinho, bandolim e voz), Marcela Nunes (flauta transversal), Agostinho Paolucci (violão) e Daniel Guedes (percussão) toca nesta quinta, 18 de fevereiro. A roda de choro, com clássicos do gênero e obras de compositores mineiros, acontece no espaço "O Muringueiro", a partir das 19 horas.
Programe-se.

SERVIÇO
Roda de Choro com Choro Nosso 
Data: 18 de feveireiro
Horário:19 horas
Local: O Muringueiro - Rua Juacema, 416 - Bairro da Graça - Belo Horizonte
Entrada: R$10,00
Informações: (31) 3267-0819 ou (31)8468-7400

17 de fevereiro de 2016

Roda de Choro com Regional do Muringueiro



O Regional do Muringueiro, formado pelos músicos Marcelo Issa, Hélio Pereira, Rafael Zavagli, Daniel Nogueira e seus convidados se apresenta hoje em mais uma animada roda de Choro. O evento acontece a partir das 19 horas. Programe-se

SERVIÇO
Roda de Choro com Regional do Muringueiro
Data: 17/02 (quarta)
Horário: 19 horas
Local: O Muringueiro - Rua Juacema, 416 - Bairro da Graça - Belo Horizonte
Entrada: R$10,00
Informações: contato@muringa.com.br

16 de fevereiro de 2016

COMEÇA HOJE O PROJETO ESQUINA DO CHORO.


O "Esquina do Choro", projeto promovido pelo Restaurante Contemporâneo, inicia nesta terça, 16 de fevereiro e pretende apresentar grandes nomes do Choro belorizontino. 
Na primeira edição sobem ao palco os associados do Clube Marcos Flávio (trombone) e Silvio Carlos (violão de 7 cordas), além de Warley Henrique (cavaquinho) e Ricardo Acácio (pandeiro).
O show começa às 19 horas e promete o melhor do gênero na interpretação deste talentoso quarteto.

SERVIÇO:
Projeto Esquina do Choro
Data: 16 de fevereiro 2016 (terça)
Horário: 19h00
Local: Contemporâneo Gstro Show- Av. Pasteur, 4 – Santa Efigênia – Belo Horizonte/MG
Couvert: R$15,00
Informações: (031)3568-1843

15 de fevereiro de 2016

Conjunto "Isto é Nosso" se apresenta em mais uma Terça do Choro.


O conjunto "Isto e Nosso" está em mais uma Terça do Choro que acontece no espaço "Do Chef Espetos". A roda acontece 16 de fevereiro, a partir das 19 horas.
O grupo formado pelos músicos Thiago Balbino (bandolim) Pedro Alvarez (flauta), Gustavo Monteiro (violão 7 cordas), Artur Padua (Violão), Daniel Nogueira (cavaquinho) e Ronaldo Pereira (Pandeiro) promete um repertório dos melhores para agradar os amantes do Chorinho.
Programe-se.

SERVIÇO
Roda de Choro com o Conjunto "Isto é Nosso"
Datas: 16 de fevereiro (terça-feira)
Horário: 19 horas
Local: Do Chef Espetos
Endreço: Av. Cônsul Antônio Cadar, 122 - Lj 1 - São Bento -Belo Horizonte
Informações: (31)8496-1060

"FOI NO CARNAVAL QUE PASSOU..."

Rancho Memórias Cantando revive os antigos Carnavais e emociona a população de BH.


Por : Euler Ribeiro
Foto: Euler Ribeiro
Belo Horizonte viveu um grande momento no sábado de Carnaval de 2016, na Rua Sapucaí, quase esquina com Av. Assis Chateaubriand.
A importância do acontecimento não foi medida em quilômetros de ruas ou número de pessoas, mas pelo clima que envolveu o lugar, onde foram revividas belas marchas e sambas que marcaram e ainda marcam a cultura da grande festa brasileira (e de várias outras partes do mundo).
Foto: Euler Ribeiro
Empunhando violões, cavaquinho, trombone de vara, pandeiro e instrumentos de percussão, músicos e cantores contagiaram as pessoas ali presentes, que, encantadas, cantaram, dançaram, sorriram (algumas choraram), se abraçaram e se beijaram durante a tarde e boa parte da noite. Alegria e amor se esparramaram no local, que (Deus queira!), será novamente palco deste espetáculo no ano que vem.

Foto: Euler Ribeiro
Eu tive o prazer de a tudo assistir e a oportunidade de registrar com a minha máquina fotográfica parte do acontecido. São registros sem a pretensão técnica e artística dos fotógrafos, muitos deles praticamente repetidos, mas que darão àqueles que os virem o testemunho sobre a dedicação de algumas pessoas – músicos excepcionais –, que, no seu dia-a-dia, abrem trincheiras de lutas para preservar a cultura do nosso povo.
Foto: Euler Ribeiro

12 de fevereiro de 2016

TARDE DE SÁBADO COM CHORO DE VARANDA.


Neste sábado, o Choro de Varanda, grupo formado pelos músicos Daniel Rosa (7 cordas), Guizé Medeiros (flauta), Marcos Ruffato (bandolim), Rafael Pimenta (cavaquinho) e Rubens Costa (pandeiro) convida os apreciadores do gênero para mais uma tarde com Chorinho. Para o repertório, uma escolha de primeira: clássicos de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho, K-Ximbinho e de compositores contemporâneos como Paulinho da Viola e Toninho Ferraguti.  
O evento acontece a partir das 15 horas, no Pedal e Prosa Café. Programe-se.

SERVIÇO:
Tarde de Choro com Grupo "Choro de Varanda"
Data: 13 de Fevereiro 2016 (sábado)
Horário: 15h00 às 19h00
Local: Pedal e Prosa Café - Rua Padre Marinho, 321 – Santta Efigênia – Belo Horizonte/MG
Couvert: R$5,00
Informações: (031) 3081-8996 contato@pedaleprosacafe.com.br

11 de fevereiro de 2016

Regional do Muringueiro em roda de Choro nesta quinta.


Hoje, a partir das 19 horas, tem REGIONAL DO MURINGUEIRO em mais uma roda de Choro com o melhor do gênero.
Programe-se.

SERVIÇO
Roda de Choro com Regional do Muringueiro
Data: 11/02 (quinta)
Horário: 19 horas
Local: O Muringueiro - Rua Juacema, 416 - Bairro da Graça - Belo Horizonte
Entrada: R$10,00
Informações: contato@muringa.com.br

10 de fevereiro de 2016

Encontre mais de 4 mil partituras de Choro em um só lugar.

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Preparando novos projetos musicais para 2016? Está planejando renovar e ampliar o repertório? 

O blog do Clube do Choro dá uma forcinha para você encontrar novas partituras para tocar, estudar ou analisar. 
A dica de hoje é o site "Super Partituras". Lançado em 2014  é considerado por alguns usuários como um dos melhores e maiores sites para pesquisa e download de partituras populares. Já são mais de 12 mil registros e está sempre em atualização. 
As partituras estão organizadas por instrumento, gênero musical e dificuldade, o que torna bem fácil a pesquisa, sem contar que o site é bem intuitivo.
No gênero Choro, você encontrará catalogadas mais de 4 mil partituras. Vale conferir.

4 de fevereiro de 2016

Ó abre alas... está chegando mais um Carnaval. E em BH tem Rancho Carnavalesco na Sapucai.

Cordão no Carnaval do Rio Antigo. Ao centro, agachado, de camisa branca e gravata, o compositor Sinhô.

Está chegando mais um Carnaval, mas a folia é muito melhor com uma boa trilha sonora. Antes mesmo dos sambas-enredo e os trios elétricos se tornarem as estrelas dessa festa, eram as marchinhas que alegravam os foliões. Com uma origem que remete ao final do século XIX, o gênero foi criado a partir da cadência da marcha portuguesa. As marchinhas já foram conhecidas como as caricaturas da sociedade brasileira: as letras maliciosas e divertidas, têm um humor declarado e retratam os costumes e a história do país no século passado. O politicamente correto não tem espaço, não existe tema proibido, as frases de duplo sentido são bem-vindas e qualquer tema sério se transforma em uma grande brincadeira.

Chiquinha Gonzaga. Compositora da primeira
marchinha de Carnaval.
A primeira música reconhecida como marcha de Carnaval foi “Ó abre alas”, composta pela pianista e regente Chiquinha Gonzaga, em 1889, para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. A pioneira marchinha de carnaval não conheceu publicação, como tal, em vida da compositora. Criada durante ensaio do cordão Rosa de Ouro no Andaraí, bairro na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde residia a maestrina na ocasião, a despretensiosa marchinha foi inspirada no andamento do cordão, que sabemos utilizar a procissão religiosa como matriz. Nascia ali, em fevereiro de 1899, a marchinha, um gênero novo que ainda prestaria grandes serviços ao carnaval carioca. Até então, a festa que viria a representar a nacionalidade brasileira não tinha música própria.
Nos bailes mascarados dos salões, a elite dançava ao som de polcas, habaneras, quadrilhas, valsas e mazurcas, enfim, dos gêneros de dança de salão da época. Nas ruas, o povo se divertia com a percussão do zé-pereira, o som de baterias cadenciadas e canções reaproveitadas: cantigas de roda, hinos patrióticos, chulas, trechos de óperas, árias de operetas, fados lirós, quadrinhas musicadas na hora e até marcha fúnebre. É certo que ranchos e cordões, na virada do século XIX para o XX, já se utilizavam de certas canções, inclusive um tipo de marcha apropriada no andamento, e bradavam também a palavra de ordem para abrir passagem na multidão. Mas uma música especialmente concebida para a festa não ocorrera a nenhum compositor.
Chiquinha Gonzaga fixou definitivamente o gênero ao criar a canção carnavalesca. Com isso ela se antecipou em 18 anos, pois só a partir de 1917 o carnaval passaria a ter música regularmente.
Incapaz de prever o que a posteridade reservava à sua singela marchinha, Chiquinha a incluiu na peça de costumes cariocas Não venhas!…, representada no Teatro Apolo em janeiro de 1904. Logo publicada por seu editor como ‘dobrado carnavalesco’, servia ao enredo da peça como o maxixe do cordão Terror dos inocentes. Só em 1939, quando a jornalista Mariza Lira preparava a primeira biografia da compositora, Ó abre alas foi publicada na sua integralidade, já reconhecida como pioneira. E assim, mais uma vez Chiquinhanha Gonzaga se apresenta como uma mulher à frente so seu tempo e promotora de registros históricos para a alma da música brasileira.
Fonte de consulta: Acervo Digital Chiquinha Gonzaga

Em BH, o "Rancho Carnavalesco Memórias Cantando" estreia no próximo sábado, celebrando os sucessos dos velhos Carnavais.

Programado para estrear no próximo sábado (6), o Rancho Carnavalesco Memórias Cantando pretende celebrar os velhos tempos com as músicas que embalaram os antigos Carnavais. O evento terá início a partir das 14 horas, na Rua Sapucaí, em frente ao número 527, no bairro Floresta.
Organizado pelo Regional Mineiro, formado pelos músicos Artur Padua, Daniel Capu, Mateus Fernandes e Roberto Amaral o rancho contará com outros músicos convidados  e propõe relembrar marchas e sambas de Carnaval de compositores como Chiquinha Gonzaga, Lamartine Babo, Braguinha, Pixinguinha, Wilson Batista, Haroldo Lobo, Zé Keti, entre outros.
Programe-se para a folia: vista sua fantasia, reserve serpentinas, confetes e leve muita alegria.

Dircinha e Linda Batista - "Ó abre alas" - Chiquinha Gonzaga 
"Ó abre alas" foi o primeiro grande sucesso carnavalesco do Brasil. Composta em 1899, a pedido do Cordão Rosa de Ouro, que ensaiava nas proximidades da residência de Chiquinha Gonzaga, essa “marcha carnavalesca”, constituiu a maior atração do Carnaval daquele ano e se manteve nos cinco anos seguintes como campeã absoluta desse festejo popular.

3 de fevereiro de 2016

Você sabia que tocar um instrumento envolve praticamente todas as áreas do cérebro de uma só vez?

Quando você escuta música, múltiplas áreas do seu cérebro são usadas e ativadas. Porém, quando você toca um instrumento, há um trabalho de todo o corpo e a mente. 
A diferença mais óbvia entre ouvir e tocar música é que tocar envolve habilidades de movimento muito delicadas e essas habilidades são controladas pelos dois lados do cérebro. Essa atividade também combina a área da linguagem e cálculos matemáticos controlados pelo lado esquerdo com os conteúdos novos e criativos do lado direito. Por isso descobriu-se que tocar música aumenta o tamanho e o corpo caloso no cérebro, a ponte que liga os dois hemisférios e pode ajudar os músicos a solucionar problemas tanto na área acadêmica quanto social. 
Os músicos também tem níveis mais altos de “função executiva”, uma categoria de tarefas interligadas que envolvem planejamento, estratégia e atenção a detalhes e que requerem uma análise simultânea dos aspectos cognitivos e emocionais.

Como tudo isto acontece? Anita Collins explica o espetáculo de fogos de artifício que ocorre no interior do cérebro dos músicos quando eles tocam e examina os efeitos positivos de longo prazo que resultam desse trabalho mental. Assista ao vídeo e entenda melhor.


Aula de Anita Collins, animação de Sharon Colman Graham
Assista à aula completa: http://ed.ted.com/lessons/how-playing...
Original video by TED-Ed: https://www.youtube.com/watch?v=R0JKC...