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20 de abril de 2021

"Vibrações" para aclamar o Choro: Lucas Carvalhais segue com o Projeto Cordas de Ouro executando um clássico de Jacob.

Jacob do Bandolim durante as sessões de gravação do álbum Vibrações. Foto: reprodução

Dando sequência ao "Cordas de Ouro", projeto dedicado à cidade mineira de Ouro Branco, o violonista Lucas Carvalhais nos traz mais um clássico do Choro. "Vibrações", de Jacob do Bandolim é a composição escolhida para uma linda interpretação ao lado da violinista, Sara Dutra. A semana dedicada ao Choro ganhou mais essa preciosidade e nós compartilhamos com vocês.

A delicadeza e emoção, perceptíveis nesse encontro musical, estão intimamente ligadas à história desses dois jovens e talentosos instrumentistas. É o que nos relata Lucas Carvalhais: "quando comecei a estudar violão na Casa de Música de Ouro Branco, conheci a Sara Dutra que já vinha se destacando em seu instrumento. Vi ela ascender nos estudos e ingressar no curso superior em Música na UFSJ. Com certeza, ela contribuiu para minha decisão de estudar música, uma vez que os alunos mais antigos se tornam nossas referências e nos ajudam a mostrar os caminhos na área. Para minha surpresa, quando iniciei os estudos na UEMG, Sara transferiu seu curso da UFSJ para ser da minha turma na UEMG. Foi uma alegria muito grande poder compartilhar anos de estudos e experiências com essa pessoa super especial. Hoje tenho esse enorme prazer em tocar um dos Choros que mais gosto com ela, Vibrações, de Jacob do Bandolim". 


Jacob do Bandolim foi um dos mais fantásticos instrumentistas da história da música popular brasileira. Ficou marcado pelo perfeccionismo ao executar o seu instrumento e pela defesa do choro, gênero musical do qual é um dos maiores ícones, ao lado de Pixinguinha, Waldir Azevedo, Luiz Americano dentre outros. 

Em 1964, seu conjunto é rebatizado de Época de Ouro, nome de um álbum que Jacob havia lançado em 1959. Apesar da mudança de nome, Jacob gravou discos desde então, mas sem que o nome do conjunto figurasse nas capas. Isso só foi acontecer em 1967, justamente com o último que é considerado o melhor álbum da carreira de Jacob: Vibrações. 

A capa traz a inscrição “JACOB E SEU CONJUNTO ÉPOCA DE OURO”. Na contracapa, um texto explica a nova denominação afirmando que a expressão “regional”, como os conjuntos de choro eram chamados, estava superada. O álbum Vibrações impressiona pela qualidade de sua produção. Mesmo passadas tantas décadas desde que foi lançado, Vibrações parece que pouco envelheceu. 

O repertório é composto por músicas de figuras consagradas como Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Luiz Americano e Otaviano Maciel, o “Fon-Fon”, mas inclui também composição de gente pouco conhecida como Joventino Maciel. Jacob fez questão de incluir no álbum três músicas suas inéditas até aquele momento. 

O projeto "Cordas de Ouro" é incentivado pela Lei Emergencial Aldir Blanc através da Prefeitura de Ouro Branco, Minas Gerais

Carlos Walter volta à sala do cativante programa "Sotaques do Violão", um braço forte na difusão do violão latinoamericano.

No próximo sábado (24/04), a convite do grande violonista gaúcho Fernando Graciola, o violonista e compositor mineiro Carlos Walter regressa à sala do cativante programa "Sotaques do Violão", um braço forte na difusão do violão latinoamericano.

Através de uma conversa descontraída e musical, o programa traz à tona as diferentes sonoridades de grandes violonistas e, com a máxima e prévia certeza, a participação do associado Carlos Walter reserva momentos imperdíveis em prosa e dedilhado. A transmissão será pelo Instagram Sotaques do Violão , a partir das 16h57.

Até lá, Carlos Walter e seu violão nos conduzem a um outro mágico encontro com os grandes instrumentistas, Marcos Frederico ao bandolim e o violinista francês Nicolas Krassik. 
A apresentação aconteceu no Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, promovida pelo BDMG Cultural e televisionada pela Rede Minas. "Carola", uma linda composição de Marcos Frederico, é a audição que sugerimos para encantar nossa dia. Apreciem.


19 de abril de 2021

Hoje tem "Café em DGBD - Especial Chorões" e o bate papo imperdível é com o trombonista Marcos Flávio.

 

A semana do Choro começou com tudo.  E hoje, a partir das 19 horas, o trombonista associado ao Clube do Choro de BH, Marcos Flávio Aguiar abre a série de lives "Café em DGBD - Grandes Chorões". 

Os encontros virtuais serão promovidas pelo músico, arranjador e professor Vinícius Almeida, sempre com grandes músicos e com transmissão pelo Instagram @vinyyalmeida.

O papo com Marcão promete ser uma daquelas resenhas mais que especiais. O convite é imperdível. Então, agende o alarme e chame os amigos.

Seminários Choro - Patrimônio Cultural do Brasil terá hoje como tema: "Movimentos e Coletivos do Choro". As flautistas mineiras Mariana Bruekers e Raissa Anastásia são convidadas desta edição.

 


Acontece nesta segunda (19/04), a partir das 19 horas, mais um seminário da série "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil". O evento on-line tratará do tema "Movimentos e Coletivos do Choro II" e terá entre os convidados duas grandes flautistas mineiras: Raissa Anastásia e Mariana Bruekers, além de Ana Cláudia César, Luiz Carlos Nunuka e Wagner Staden.

Choronas - Foto: Divulgação
No primeiro bloco do seminário de hoje teremos a participação de Ana Cláudia César, cavaquinista do conhecido grupo paulista, "Choronas". Ela abordará o tema: "Mulheres no Choro"
O Choronas construiu carreira a partir da iniciativa pioneira de formar um grupo de choro feminino, algo raro até os dias de hoje. E desde sua criação em 1994, mantem-se como uma proposta bem sucedida e conquistou reconhecimento no Brasil e no exterior. Ao longo de mais de 25 anos de estrada, o grupo realizou apresentações em países como Suécia, Portugal e Peru, turnês em diversas capitais brasileiras e no Estado de São Paulo, além de ter 5 CD's gravados. Atualmente o grupo é formado por Ana Cláudia César (cavaco), Maicira Trevisan (flauta transversal), Paola Picherzky (violão 7 cordas) e Miriam Capua (percussão).

Nunuka é Presidente do Movimento cultural 100% Suburbanos, que mantem a
tradição  das rodas de  choro na Praça Ramos Figueira, Reduto Pixinguinha.
Na sequência, o carioca Luiz Carlos Nunuka trará para a pauta do evento um tema importantíssimo à cultura: "Promoção da saúde, memória e cultura no subúrbio carioca". Nunuka é presidente do Instituto Cultural 100% Suburbano. Fundada em 2010, a instituição tem como missão, consolidar um referencial geográfico, teórico, metodológico e real sobre as diferentes formas de manifestações, costumes, vivências difundindo e resgatando a cultura originária do Subúrbio da Leopoldina da cidade do Rio de Janeiro e municípios vizinhos. Durante o seminário de hoje, Nunuka compartilhará toda sua experiência e vivências frente ao trabalho que vem desenvolvendo junto a comunidades do subúrbio carioca.

"Choro delas: das compositoras ao ensino da tradição" é o tema que as flautistas mineiras Mariana Bruekers e Raíssa Anastásia tratarão nesta edição. Ambas tem expressiva participação nas rodas de Choro, grupos musicais e coletivos femininos em BH.

Mariana Bruekers e Raissa Anasatásia - Fotos: divulgação
Mariana Bruekers possui mestrado em Pedagogia Musical pelo Royal Conservatoire/ Holanda, graduação em Licenciatura em Música e Bacharelado em Flauta Transversal pela Universidade Federal de Minas Gerais. Como Flautista foi vencedora do Jovem Músico BDMG em 2008 e 2010. Participou de diversos festivais internacionais de Choro e Flauta. Atualmente ela leciona na Colibri Escola de Flautas e Centro de Formação e integra os grupos Trio Bola Preta, Flutuar Orquestra de Flautas, a Banda Sagrada Profana e o Coletivo Abre a Roda: Mulheres no Choro.
Raissa Anastásia é Mestre em Performance Musical (UFMG), Bacharel em Flauta Transversal (UEMG), Bacharel em Flauta Doce (UEMG) e Licenciada em Artes com ênfase em Música (UNIMONTES). Atualmente é professora da Universidade do Estado de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: flauta, performance, campo artístico, análise e barroco.
Em sua trajetória como instrumentista foi vencedora dos Prêmios Jovem Instrumentista BDMG (2005) e Jovem Música BDMG (2006). Raissa vem se descobrindo uma grande multi-instrumentista e se destacando como uma grande intérprete de Choro nas principais rodas mineiras, atuando no Coletivo Abre a Roda: Mulheres no Choro e em diversos festivais de Choro pelo Brasil.

Wagner Staden - Foto: Net
Fechando os seminários desta noite, o paraibano Wagner Staden trará o tema "O Choro para grandes públicos".
Wagner possui Bacharelados em Comunicação Social, com habilitação em publicidade e propaganda, pela Universidade Federal de Pernambuco e também Bacharelado Turismo, pela Faculdade de Comunicação, Tecnologia de Olinda (PE). Ele atua como empreendedor e promotor cultural em Recife e é membro do Coletivo Isto é Choro, espaço para promoção, divulgação e difusão da Música Brasileira, em especial o Choro, de seus artistas, músicos, compositores, seus eventos e suas obras.

Estes seminários são muito importantes para ajudar na consolidação do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil. As transmissões acontecem pelo canal do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) no Youtube, e também pela página no Facebook.

16 de abril de 2021

O magistral violonista Turíbio Santos é o destaque do Roda de Choro neste sábado.

Turíbio Santos - Foto: divulgação

Neste sábado (17), o Programa Roda de Choro traz como destaque, um dos maiores violonistas brasileiros. A edição irá se dedicar integralmente à difusão do álbum "O Guarani", de Turíbio Santos, com participação de Leandro Carvalho, lançado em 2006, pelo selo Delira Música.
Na parte musical, 10 peças clássicas de autoria de Henrique Alves de Mesquita, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Carlos Gomes, transcritas para o violão solo e interpretadas por Turíbio Santos. 

Produzido e apresentado pelo jornalista e escritor Ruy Godinho, o "Roda de Choro" é um programa que resgata a história do Choro e as origens da música urbana brasileira, apresentando um repertório variado para os amantes do estilo. O programa vai ao ar pela Rádio Câmara, todos os sábados, às 12 horas e por mais 122 rádios parceiras em todo o Brasil.


TURÍBIO SANTOS é considerado pela crítica e pelos especialistas como um dos maiores violonistas clássicos da atualidade. Sua carreira já o fez percorrer o mundo várias vezes, com críticas brilhantes nos principais centros musicais. Turíbio tem intensa atividade junto aos músicos brasileiros, tendo redescoberto e regravado os compositores João Pernambuco, Garoto e Dilermando Reis. 
Já dividiu o palco com grandes celebridades musicais, como Yehudi Menuhin, M. Rostropovitch, Victoria de Los Angeles, J. P. Rampal; e foi acompanhado por orquestras como a Royal Philharmonic Orchestra, English Chamber Orchestra, Orchestre National de France, Orchestre J. F. Paillard, Orchestre National de L'Opéra de Monte-Carlo, Concerts Pasdeloup, Concerts Colonne, Orquestra Sinfônica Brasileira, e outras.

DISCOGRAFIA: Turíbio gravou 65 LPs para Erato-WEA (Paris), Chant du Monde (Paris), Kuarup, Visom e Ritornelo (Rio de Janeiro), e editou coleções de partituras pela Max-Eschig (Paris) e Ricordi (São Paulo). Seus discos 12 Estudos para Violão de Heitor Villa-Lobos e Choro do Brasil marcaram época no lançamento da música brasileira no mercado europeu.  
Em 1999 regravou a obra completa de Heitor Villa-Lobos para violão ao lado de compositores como Edino Krieger, Sérgio Barboza, Nicanor Teixeira, Chiquinha Gonzaga, E. Nazareth, para uma série de 5 CDs em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil.


Os últimos lançamentos discográficos de Turibio foram respectivamente "Turibio Santos interpreta Agustin Barrios" na Delira discos, "Violão Sinfônico", com os concertos para violão e orquestra de Edino Krieger e Sergio Barboza dedicados a ele e o Concerto de Villa-Lobos, dedicado a Andres Segovia, e a "Introdução aos Choros", também de Heitor Villa-Lobos, todos sob a regência de Silvio Barbato. Essa gravação foi indicada para o Grammy Latino em 2008. Comemorando seus 65 anos em 7/3/2008 Turíbio lançou seu 65º CD :"Mistura Brasileira" com músicas de Villa-Lobos, Tom Jobim, Ricardo Santos e do próprio Turíbio.
A Suíte "Teatro do Maranhão" de sua autoria foi orquestrada, gravada e regida por Leandro Carvalho assim como o Concerto dedicado a Turíbio por Ricardo Tacuchian e a versão para orquestra de cordas do Concerto para Violão de Heitor Villa-Lobos.

TRAJETÓRIA: Turíbio Santos permanece atuante e já realizou em grandes feitos pela música brasileira,  criando orquestras, como membro em Academias ou presidindo grandes instituições musicais.
Em 1983 Turíbio criou a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro, com 25 de seus alunos da UNI-RIO e Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ e em 1985, a Orquestra Brasileira de Violões.
Em 1986 foi nomeado Diretor do Museu Villa-Lobos e Chevalier de la Legion D'Honneur e em 1989 Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul. Em 1994, Turíbio assumiu a cadeira 38 da Academia Brasileira de Música na qual foi presidente durante quatro anos a partir de 2008. 
Em maio de 2015, foi convidado por seus conterrâneos para fazer parte da Academia Maranhense de Letras. Além disso, ele é membro-fundador do Conseil D'Entraide Musicale, da UNESCO. 
Atualmente além de seus concertos Turibio Santos é consultor do projeto social “Villa-Lobos e as Crianças”, remanescente de outros projetos por ele criados desde 1986. 

Turíbio Santos é tudo isso e muito mais. Ele representa com grandiosidade a música brasileira e o que ela tem de melhor. Clica no rádio e desfrute agora da edição desta semana.

Fonte biográfica: http://www.turibio.com.br/

15 de abril de 2021

O XVII Festival Internacional de Flautistas da ABRAF começa amanhã.


Em novo formato, 100% virtual, a Associação Brasileira de Flautistas (ABRAF) realiza a 17ª edição de seu festival anual, entre 16 e 25 de abril de 2021. Transmitida por streaming no canal YouTube da organização, a programação reúne um time impecável, com grandes nomes nacionais e internacionais do mundo da flauta em masterclasses, workshops e apresentações musicais imperdíveis. Programe-se. Assista o vídeo abaixo e conferira mais detalhes do que vem por ai.

   

Esta edição do festival foi viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, através do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

14 de abril de 2021

"Choro Acadêmico" é o destaque de mais uma edição do projeto Cordas de Ouro, que traz uma homenagem à grandiosidade musical do violonista e compositor Nonato Luiz.

O projeto "Cordas de Ouro", idealizado e executado pelo músico Lucas Carvalhais, acaba de lançar mais um vídeo da série que está celebrando o Choro, no mês dedicado a este importante gênero musical brasileiro. Nele, o violonista mineiro apresenta a execução de "Choro Acadêmico", uma composição de autoria do grande compositor, arranjador e intérprete cearense Nonato Luiz.


Nonato Luiz - Foto: Divulgação
Nonato Luiz é um violonista excepcional, com uma versatilidade de estilos e maneira de tocar. Nascido em Lavras da Mangabeira (CE) em 03 de agosto de 1952, seu repertório contempla desde valsas, choros, minuetos e prelúdios até blues e flamenco, além dos gêneros tipicamente nordestinos, como baiões, xotes e frevos.

Nonato começou a tocar com a idade de quatro anos e aos quinze já era o segundo violinista da Orquestra Sinfônica de Fortaleza. Durante esse tempo, misturando música popular e clássica, optou pelo violão como seu instrumento principal de trabalho. Em 1975, já um compositor, ganhou o seu primeiro prêmio em um concurso de violão na TV Tupi, em São Paulo.

Nonato Luiz segue atuando, tocando e compondo, Hoje, é um dos mais respeitados instrumentistas brasileiros no circuito europeu. Suas composições já foram gravadas por cantores como Fagner, Paulinho Pedra Azul, Paula Santoro e violonistas do Brasil, República Tcheca, Estados Unidos, Inglaterra, China, Argentina, Alemanha, Áustria e França, entre outros.  

Na discografia de Nonato Luiz constam mais de 30 álbuns lançados, DVDs,  além de participações em trabalhos de outros artistas. 

CHORO ACADÊMICO: uma das peças mais conhecidas, tocadas e gravadas de Nonato Luiz e figura em vários álbuns lançados por ele. 

A composição "Choro Acadêmico", de autoria de Nonato Luiz inicialmente aparece como uma das faixas do LP "Soro", coletânea de compositores cearenses lançada em 1979 pela Epics/CBS), e logo a seguir em seu primeiro trabalho solo, o LP "Terra", lançado em 1980 também pela CBS (atual Sony Music). Este um disco essencialmente violonístico, mas nele há as participações de Bimba, João Donato e Raimundo Fagner que apresenta o disco definindo Nonato Luiz como “o maior virtuose que já viu com um violão na mão”. 
No ano de 1985 a composição reaparece no álbum "Nonato Luiz - Violão Brasileiro", uma edição especial e limitada produzida pelo Grupo ESTUB – em apoio e incentivo a primeira turnê do guitarrista Nonato Luiz à Europa, de setembro a dezembro daquele ano. 
Em 1989, a composição está no CD "Mosaico" lançado pelo selo Brazilian Touch Records e patrocinado pela empresa alemã OTTO, do empresário Ulrich Otto, que fez a produção executiva.
Já no álbum "Gosto de Brasil", lançado em 1991 (Caju Music - 1990), ela foi gravada em trio com o percussionista Djalma Corrêa e com o baixista Luiz Alves.
"Carioca" foi um disco feito em parceria com o pianista mineiro Túlio Mourão e lançado em 1992, depois de uma séria de espetáculos realizados juntos no Rio de Janeiro e Minas Gerais. Gravado pela Caju Music, o disco foi distribuído nos Estados Unidos pela gravadora Milestones, umas das mais importantes gravadoras de jazz. Nele a composição "Choro Acadêmico" também foi registrada.
Em 1993, ela compõe o repertório do CD "Reflexões Nordestinas", disco lançado com as composições de Nonato Luiz para violão solo e depois relançado em edição ampliada com cinco músicas inéditas. Este disco marcou o lançamento do Projeto Memória 107, da Rádio Universitária FM, de Fortaleza (CE).
A composição, também figura como a 14ª faixa do CD "O Choro da Madeira" (1999 CPC-UMES). Este disco traz 15 choros executados ao violão solo por Nonato Luiz, sendo 9 temas de sua autoria e outros temas de autores como Pixinguinha, Garoto, João Pernambuco, Paulinho da Viola e Caetano Veloso.
Outro disco foi gravado por Nonato Luiz dedicado ao Choro. Lançado em 2004, o CD "Choro em Sonata" traz 16 composições de autoria, sendo 11 gravações inéditas e 5 retiradas do disco "O Choro da Madeira", executadas em violão solo. Neste CD ouvimos regravação de dois conhecidos temas de Nonato Luiz: Mangabeira e o famoso Choro Acadêmico.
Um disco que registra o encontro inédito dos cearenses Nonato Luiz e Adelson Viana, lançado em 2009, também traz o Choro Acadêmico. Nesse CD intitulado "Dobrado", os conterrâneos cearenses mostram todas as possibilidades de um afinado diálogo entre o violão e a sanfona.
Também naquele ano, outro encontro musical rendeu mais um registro da composição. Ele se dá em um disco feito ao sabor do encontro de Nonato Luiz e Túlio Mourão, dois músicos singulares. O CD é uma mescla de sonoridades universais do Ceará e de Minas Gerais. Com novas gravações e a inclusão do já clássico Choro Acadêmico, o álbum "Mangabeira" é uma releitura do CD "Carioca", lançado em 1992 e fora de catálogo. Os temas são os mesmos, mas a maturidade dos instrumentistas é outra.
Em 2011 a composição foi registrada novamente, mas desta vez no primeiro DVD do violonista: "Nonato Luiz - Estudos, peças & arranjos". Gravado ao vivo no Theatro José de Alencar o show teve participação especial de Adelson Viana.. Em maio do ano seguinte, o Choro voltou a ser registrado no DVD "Nonato Luiz (Violão - Guitar) 35 Anos", gravado ao vivo, em Fortaleza-CE, no mesmo teatro. No palco, a presença de talentosos músicos e compositores amigos de Nonato, que ao seu lado, interpretaram suas mais importantes composições, entre elas seu clássico Choro Acadêmico.

Além das gravações realizadas pelo próprio autor, "Choro Acadêmico" ganhou inúmeras gravações pelo mundo afora e se tronou tema frequente nas rodas de Choro. 
Ouçam agora Lucas Carvalhais e seu solo para esta composição, mais uma homenagem registrada em seu projeto "Cordas de Ouro" desenvolvido em sua cidade natal, Ouro Branco/MG, com financiamento da Lei Emergencial Aldir Blanc. O projeto tem como missão a difusão e divulgação de gêneros musicais pouco vivenciados pela população local.

Choro Acadêmico - Composição Nonato Luiz. 
Vídeo: Concepção, arranjo e violão: Lucas Carvalhais/ Edição: Leandro Oliveira/ Mídias Sociais: Bartira Duarte

Fontes Consultadas:
Nonato Luiz  Site oficial 
IMMuB  Instituto Memória Musical Brasileira
Lucas Carvalhais - CanalYoutube

13 de abril de 2021

3ª edição do Sons da Cidade - Mostra Internacional de Violão de Belo Horizonte acontece esta semana. Confira a programação.


Faltam poucos dias para o início da 3ª edição do Sons da Cidade - Mostra Internacional de Violão de Belo Horizonte que será realizada de 15 a 17 de abril (quinta a sábado). Programe-se para recitais incríveis de Alessandro Penezzi, Juan Falú, Tabajara Belo, Sérgio Santos, Gabriele Leite e Thaís Nascimento. E mais um concurso de violão e rodas de conversa sobre música, histórias e criatividade.

Devido à pandemia da covid-19 que desde de 2020 vem impactando toda a cadeia produtiva da cultura com o fechamento dos espaços culturais e com o isolamento social, esta edição da Mostra será novamente virtual. Serão 3 dias de recitais e rodas de conversas que levarão para o público em geral momentos de entretenimento, de reflexão sobre as linguagens e estilos violonísticos e a apreciação de recitais de alta qualidade. Confira abaixo programação completa.

15/04 – Quinta-Feira
*17h - Live: Roda de Conversa com Gabriele Leite e Thaís Nascimento
Mediação: Isabella Bretz
Um bate-papo com o objetivo de apresentar um pouco sobre a pesquisa musical dos violonistas, suas referências, além de histórias e curiosidades.
*19h - Live: Recital com Violonistas Selecionados no 1º Edital – Sons da Cidade, Augusto Cordeiro e Matheus Luna
*19h30 - Live: Recital com Violonistas Convidadas da Mostra,  Gabriele Leite e Thaís Nascimento

16/04 – Sexta-feira
*17h - Roda de Conversa com Sérgio Santos e Tabajara Belo
Mediação: Chico do Céu
Um bate-papo com o objetivo de apresentar um pouco sobre a pesquisa musical dos violonistas, suas referências, além de histórias e curiosidades.
*19h - Live: Recital com Violonistas Selecionados no 1º Edital – Sons da Cidade, Júlia Nascimento e Hugo Andrade
*19h30h -  Live: Recital com Violonistas Convidados da Mostra, Sérgio Santos e Tabajara Belo

17/04 – Sábado
*10h - Live: Roda de Conversa com Gianfranco Fiorini (MG), Aliéksey Vianna (MG/Suíça), Matthias Grob (Suíça/Alemanha), Carlos Walter (MG)
Mediação: Fernando Chagas e Alessandro Soares
Tema: Pré-lançamento do Violão Lírio, feito no Brasil, equipado com eletrônica suíça.
*17h - Roda de Conversa com Juan Falú (ARG) e Alessandro Penezzi (SP)
Mediação: Fernando Chagas
Um bate-papo com o objetivo de apresentar um pouco sobre a pesquisa musical dos violonistas, suas referências, além de histórias e curiosidades.
*19h - Live: Recital – Violonistas Selecionados no 1º Edital Sons da Cidade, Ana Guerra e Arthur Forattini
*19h30 - Live: Recital – Violonistas Convidados da Mostra, Alessandro Penezzi e Juan Falú

Todas aas atividades serão transmitidas pelo YouTube do @institutoabrapalavra e no Facebook do @acervoviolaobrasileiro. Mais informações no site da Mostra (https://sonsdacidade.com). 

E para aguardar esta programação imperdível, e já ir afinando nossos ouvidos e corações, trouxemos para nossa audição de hoje, um duo formador pelos violonistas Carlos Walter e  Ezequias Lira. Eles executam um arranjo coletivo para "Jorge do Fusa", uma composição de Garoto. Apreciem.



12 de abril de 2021

Seminário "Choro Patrimônio Cultural do Brasil" destaca hoje a vida e obra de Chiquinha Gonzaga, Plauto Cruz e Avena de Castro.


Nesta segunda feira (12/04), ás 19h, acontece mais um seminário da série "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil". O evento on-line será o segundo encontro de um novo ciclo do seminário e trará como tema "Memórias do Choro I".

Carolina Gonçalves Alves (RJ) abre o evento de hoje com o tema "Ô abre alas que eu quero passar: rompendo o silêncio sobre a negritude de Chiquinha Gonzaga", tratando de aspectos sociológicos da vida e obra da grande compositora e maestrina brasileira.

Na sequencia, Paulo Parada (RS) abordará "O universo sonoro de Plauto Cruz". Flautista e compositor gaúcho, Plauto atuou na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e também apresentava sua música em teatros e casas noturnas ao lado de grandes nomes da Música Popular Brasileira. Fez parte do espetáculo O Choro é Livre, ao lado do também flautista Altamiro Carrilho, entre outros feitos que lhe renderam o codinome de "Mago da Flauta".

"Avena de Castro: o Choro de uma cítara" será o tema da exposição de Gabriel de Campos Carneiro (DF).  O músico e compositor carioca, Heitor Avena de Castro é, considerado o único citarista popular do Brasil e grande difusor do Choro. Na década de 1950, tornou-se concertista de cítara com um repertório especializado, além de autor de transcrições de obras de compositores eruditos como Chopin e Bach. Fez também transcrições para cítara de obras de Ernesto Nazareth, passando então a interessar-se pelo Choro. No final da década de 1960 Avena Castro passou a residir na cidade de Brasília e onde cresceu seu envolvimento com a música popular , especialmente a partir do Choro. Tornou-se grande divulgador desse gênero musical, além de organizador do movimento musical na capital brasileira, foi um dos fundadores, em 1978, do Clube do Choro de Brasília do qual foi o primeiro presidente.

As transmissões do Seminário acontecem sempre às segundas-feiras pelo canal do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) no Youtube, e também pela página no Facebook, a partir das 19h. Prestigie.

9 de abril de 2021

Nas Cordas do Choro: uma excelente seleção dos clássicos ao contemporâneo.


Há mais de dez anos na Rádio Cultura FM 100,9 mhz Brasília, o programa "Nas Cordas do Choro" apresenta o melhor do chorinho de todos os tempos. O programa produzido e apresentado por Paulo Córdova vai ao ar todos os domingos, às 11 horas, difundindo o choro tradicional, os clássicos, o choro moderno e contemporâneo para quem ama o mais autêntico gênero musical brasileiro.

Em sua 539ª edição, o programa trouxe mais uma excelente seleção de Choros de todos os tempos, executados por grandes instrumentistas. Neste programa ouviremos Altamiro Carrilho, Marco Pereira, Hamilton de Holanda, Joel Nascimento, Jacob do Bandolim, Trio Brasileiro, Zé Barbeiro, Velha Guarda de Acari, Rafael Rabelo entre outros. 
Aumente o som e aprecie sem moderação, pois o mês é do Choro! E programe-se, pois no próximo domingo tem uma edição inédita pela  Rádio Cultura FM - 100,9.

8 de abril de 2021

Francisco Mattoso: uma vida breve e muitas composições de sucesso.

Francisco Mattoso -  Fonte: IMS - Arquivo Nirez

Celebramos hoje os 108 anos da história de Francisco de Queirós Mattoso, nascido em Petrópolis (RJ) em 8 de abril de 1913. Autor de várias composições gravadas por intérpretes famosos, aos cinco anos, ele já tocava de ouvido (usando apenas um dedo), as músicas que ouvia no gramofone da família. Formou-se em Direito, porém, preferiu seguir a carreira de compositor, onde foi extremamente bem sucedido.

Francisco Mattoso (esquerda) e José Maria de Abreu
Revista Fon Fon 1938 - Fonte: Biblioteca Nacional Digital Brasil
Mattoso é autor de muitos sucessos, entre eles três grandes clássicos da música popular brasileira: as valsas "Eu sonhei que tu estavas tão linda", com Lamartine Babo, e "Boa noite, amor" e a marchinha de carnaval "Pegando fogo". Teve como mais assíduo parceiro o também pianista José Maria de Abreu com quem compôs mais de 30 músicas. No início da década de 1930, já costumava rondar os corredores das emissoras de rádio da época. Em 1933, conheceu Noel Rosa por intermédio do Dr. Cid Pacheco. Compuseram no mesmo ano o samba "Esquina da vida", gravado por Mário Reis com o acompanhamento do piano de Nonô na Columbia e "Vai pra casa depressa (conhecida também como "Cara ou coroa")", que ficou inédita por muitos anos, só sendo gravada em 1963 por Marília Batista em LP pela Nilser.

Almirante, Francisco Alves, Carlos Galhardo também gravaram grandes sucessos de sua autoria, entre valsas, marchas e fox-canção. Em 1980, a cantora Gal Costa regravou com grande sucesso sua marcha "Pegando fogo". Em 1981, as valsas "Eu sonhei que tu estavas tão linda", com Lamartine Babo, e "Boa noite amor", com José Maria de Abreu, foram regravadas por Gilberto Alves no LP "O fino da seresta volume 2".

Francisco Mattoso faleceu precocemente, aos 28 anos, vitimado pela tuberculose, em 18 de dezembro de 1941, no Rio de Janeiro. Apesar do pouco tempo de vida que teve para registrar suas inspirações musicais, ele deixou mais de 50 composições. Entre elas, destacamos hoje seu divertido Choro, "Boa Vizinha", composto em parceria com Nonô, gravado em 14 abril 1939 por Almirante, Dante Santoro e seu conjunto regional e lançado pela Odeon em junho de 1939. Apreciem!


"Boa Vizinha" - (Francisco Mattoso e Nonô)

Eu moro numa casa que não tem conforto Também pela aluguel não pode ser melhor Eu venho do trabalho e chego semimorto A vida para mim não pode ser pior Eu tiro a minha roupa e visto o meu pijama E pego no jornal para me distrair Depois apago a luz e deito em minha cama Mas fico a noite inteira sem poder dormir Porque a gataria lá na vizinhança Promove um barulho que é um inferno E bem do outro lado tenho uma criança E chora e berra do verão até o inverno E tem na casa em frente a filha de um Belchior Que num velho piano a noite se exercita E desde que nasceu estuda a Cumparsita É a toca na verdade cada vez pior Passando duas casas numa gafieira Uma charanga infame desafia o sono No sábado e domingo e toda quinta feira Gemendo toda noite como um cão sem dono Tem um boteco perto que é um horror Que só desliga o rádio quando o pau come Sai tiro e sai facada e sai cada nome Que dá pra encabular qualquer carregador

Fontes consultadas:
Dicionário Cravo Albina da Música Popular Brasileira 

7 de abril de 2021

III Festival da Casa do Choro acontece este mês com aulas e shows gratuitos via internet.



O III Festival da Casa do Choro acontece entre 19 a 23 de abril e será um evento gratuito e, nesta edição, inteiramente via Internet. Para participar das aulas gratuitas, é necessário realizar inscrição até o próximo sábado, dia 10 de abril.

Ao reunir estudantes, profissionais e amadores de várias partes do Brasil e do mundo em um mesmo ambiente virtual, o Festival pretende promover um intercâmbio de experiências em torno do choro, propiciando a troca de informações sobre o que acontece de mais atual em relação a esta música. Dessa troca resultam iniciativas levadas a muitos outros centros que praticam o choro, no Brasil e no mundo.

É possível se inscrever apenas nas aulas da manhã (instrumentos) ou apenas nas aulas da tarde (prática de conjunto no Choro), ou em ambas – neste último caso é necessário se inscrever separadamente nas duas categorias. 

Além das aulas direcionadas aos músicos, a programação contempla também o público em geral oferecendo shows gratuitos transmitidos através plataforma Casa do Choro Digital: Homenagem a Zé Menezes e Dominguinhos com professores da Casa do Choro (19/04), Mostra de Compositores uma seleção da produção atual de novos compositores do choro (20/04), Trio Julio (21/04), João Lyra e João Camarero (22/04), Cristóvão Bastos, Mauricio Carrilho e Rui Alvim (23/04). 
E nos dias 19, 21 e 23 serão promovidas  Rodas de Choro virtuais no Instagram @casadochoro, com apresentação de Pedro Paulo Malta.

Para maiores informações, acesse  Casa do Choro Virtual. Inscreva-se, programe-se e não perca as atividades.

6 de abril de 2021

"Choro da partida, choro da esperança": 1º vídeo do Projeto Cordas de Ouro está no ar com um clássico de Pixinguinha.


Visão geral das Laranjeiras, estádio do Fluminense, durante o jogo  Brasil e Uruguai
 pelo Campeonato Sul Americano de 1919. Foto Via: Prosa e Futebol

Celebrando o aniversário de Pixinguinha e o mês dedicado ao Choro, o violonista mineiro Lucas Carvalhais está no ar com o projeto Cordas de Ouro. A programação online e aberta ao público acontece até 30 de abril, totalizando 6 vídeos produzidos com o incentivo da Lei Emergencial Aldir Blanc através da Prefeitura de Ouro Branco, cidade natal do violonista.

O primeiro vídeo da série trouxe um clássico do Choro composto por Pixinguinha em parceria com Bendito Lacerda: "1x0". Nesta belíssima execução, Lucas Carvalhais no violão contou com a participação de um time campeão formado pelos integrantes do Regional Imperial: João Camarero (violão 7 cordas), Glauber Seixas (violão 6 cordas), Lucas Arantes (cavaquinho) e Rafael Toledo (pandeiro). O texto de apresentação é assinado pelo músico e pesquisador, Rodrigo Marçal Santos. Apreciem.

Choro da partida, choro da esperança

"Em 29 de maio de 1919, o Brasil, atravessando a pandemia de gripe espanhola, disputou a final do 3º Campeonato Sul-Americano de Seleções de Futebol contra o Uruguai no estádio de Laranjeiras. Por ocasião dessa partida, definida aos três minutos do segundo tempo da prorrogação, Pixinguinha e Benedito Lacerda compuseram o choro “Um a zero” . Três partes em tons maiores executadas em andamento vivaz fazem a crônica instrumental da partida, disputada com lances perigosos do início até o único gol. Que a alegria da vitória trazida à memória brasileira pelas mãos habilidosas dos instrumentistas seja também motivo de esperança de vencermos outro vírus. Salve, Pixinguinha! Viva o Choro!"

Projeto Cordas de Ouro 1x0 - Pixinguinha e Benedito Lacerda 
Ficha técnica: Lucas Carvalhais: concepção e violão 
Grupo: Regional Imperial -João Camarero: 7 cordas /Glauber Seixas: 6 cordas /Lucas Arantes: cavaco/Rafael Toledo: pandeiro 
Edição: Leandro Oliveira 
Mídias Sociais: Bartira Duarte
Texto: Rodrigo Marçal Santos

5 de abril de 2021

Começa hoje o segundo ciclo do Seminário "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil". Confira a programação.


Recomeçam nesta segunda-feira, dia 05/04, estendendo-se até maio, os seminários online "Choro: Patrimônio Cultural do Brasil", com o objetivo de debater o Choro como expressão cultural brasileira. Este é o 2º ciclo desse evento, iniciado em novembro do ano passado dentro do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil. O tema de abril são as memórias e cenas dessa manifestação cultural em variadas partes do país. A transmissão será às 19h, sempre às segundas-feiras, pelo canal do o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) no Youtube, e também pela página no Facebook, a partir das 19h.

Este é o segundo ciclo de seminários online, que faz parte do processo de registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, título conferido pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em abril, o tema serão as memórias e cenas do choro em variadas partes do país, com início nesta segunda-feira, dia 5, quando o debate versará sobre alguns movimentos e coletivos de choro em Sergipe, Maranhão, Paraná e Minas Gerais. O tema e a programação de maio serão posteriormente divulgadas.

A Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec), selecionada em 2019 por edital para conduzir a pesquisa e documentação na instrução técnica do processo, iniciou esse trabalho no ano passado por meio virtual, já que as atividades presenciais planejadas foram suspensas em virtude da pandemia de Covid-19. O primeiro ciclo de seminários online foi realizado em novembro do ano passado, com foco nos acervos e instituições de ensino.

Todas as informações coletadas irão compor um dossiê de registro, documentários audiovisuais e documentação fotográfica, que posteriormente serão submetidos ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.
Para participar do processo do registro do choro como patrimônio, inscreva-se e preencha o formulário no o link a seguir: Cadastro para participação no Processo de Registro do Choro como Patrimônio


A programação desta segunda feira (5) está imperdível confira:



 

4 de abril de 2021

Zé da Velha faz aniversário hoje e o presente é nosso: " A menor big band do mundo", obra com registro dos 30 anos da dupla Zé da Velha e Silvério Pontes tem download gratuito.


Hoje celebramos o aniversário do mestre trombonista, Zé da Velha. Na verdade, uma das datas, pois ele veio ao mundo em 1 de Junho de 1941, mas foi registrado dez meses depois do nascimento, em 4 de abril de 1942, data que se tornou oficial. E para festejar, nada melhor que conhecer muito mais sobre sua história e carreira musical brilhante. E isto é possível através do “A Menor Big Band do Mundo”, livro lançado em dezembro de 2016 pelos escritores e historiadores niteroienses André Diniz e Diogo Cunha. A obra faz uma homenagem aos 30 anos da dupla de músicos Zé da Velha e Silvério Pontes, talentosos e renomados artistas, que já trabalharam com grandes nomes da música brasileira. Entre eles, Pixinguinha.

Na publicação, os autores se debruçam sobre o arquivo pessoal do duo musical, além de lançar mão de entrevistas, jornais e livros para traçar um perfil biográfico da “Menor Big Band do Mundo”. O dia em que Zé da Velha conheceu Pixinguinha, as peripécias de Silvério ao lado de Tim Maia, entre outras histórias vêm à tona no livro.

Silvério Pontes e Zé da Velha: homenagem aos 30 anos de carreira. (foto divulgação/Berg Silva)
COMO PELÉ E GARRINCHA

Como bem escreveu Luiz Antônio Simas: "O que dizer, então, de uma dupla que está para a história da música instrumental brasileira como Pelé e Garrincha para a história do escrete canarinho? Com os dois jogando juntos a seleção brasileira não perdeu um jogo sequer. A mesma coisas pode ser dita sobre Zé da Velha e Silvério Pontes, que há trinta anos formam a 'menor big band do mundo' e demonstram onde tocam que da tabelinha entre o trombone e o trompete só sai golaço".

Nascido em Sergipe, em 4 de abril de 1942, José Alberto Rodrigues Matos, o Zé da Velha, foi influenciado musicalmente pelo pai, alfaiate profissional, flautista e saxofonista amador. Já morando no Rio, aos 15 anos começou a tocar trombone, primeiro de pistão, mais tarde de vara. Logo cedo, se enturmou com músicos de gafieira, sambistas e chorões da Velha Guarda, de onde veio o apelido que virou nome artístico.
Já o trompetista Silvério Pontes, 20 anos mais jovem que Zé da Velha, transita pela área do choro e tocou ao lado de artistas como Luiz Melodia, Tim Maia, Elza Soares e integra o naipe de metais do grupo de reggae Cidade Negra.

PARA LER TODA A HISTÓRIA
Recentemente André Diniz, um dos autores do "A Menor Big Band do Mundo”, disponibilizou o acesso ao livro. Para apreciar a história na íntegra, basta fazer o download gratuito através deste link.  E mais... para celebrar esta boa notícia e os 79 anos do aniversariante do dia, vamos ouvir um momento mágico desse indescritível encontro musical. 
Nossa audição de hoje é "Sem Compromisso" (Geraldo Pereira) e "Pecado Original" (Paulinho da Viola) com Zé da Velha e Silvério Pontes em show que apresentam o disco “Ouro e Prata”, uma viagem atemporal pelas gafieiras. 

Feliz aniversário, Zé da Velha. Felicidades e saúde é o que lhe desejamos!



3 de abril de 2021

Mistura Fina com Marcos Flávio Aguiar é programa imperdível nesse domingo.

 

O trombonista Marcos Flávio Aguiar, reconhecido pela relevante atuação e performance no universo da música instrumental, além de forte presença no cenário do Choro em Belo Horizonte, é o convidado do Mistura Fina desta semana.
O programa vai ao ar pela Rádio Inconfidência FM, aos domingos e terças feiras, às 22 horas e é sempre composto por conteúdos imperdíveis quando se trata de ouvi-los sob a perspectiva de grandes instrumentistas e compositores.
E nesta semana iremos apreciar o repertório selecionado pelo Marcão, além de suas considerações  e comentários que, certamente, serão uma formidável aula sobre a música brasileira. 
Não perca. Acesse: http://www.inconfidencia.com.br/

2 de abril de 2021

Orquestra de Choro da UFMG toca "Ele e Eu" abrindo o mês do Choro e homenageando Pixinguinha.



Orquestra de Choro da UFMG sob regência de Marcos Flávio Aguiar - Semana Nacional do Choro - 2019

Mesmo com as adversidades de uma pandemia nos impondo o distanciamento social, o mês de Abril, quando celebramos o Choro e o aniversário de um dos seus mais notáveis representantes, chega trazendo razões para alegria. E uma delas foi produzida e executada pela Orquestra de Choro da UFMG, sob regência do Professor Doutor, Marcos Flávio Aguiar, trombonista associado ao Clube do Choro de BH.

Com um vídeo lançado nessa quinta (1) pelas redes sociais, a Orquestra celebra o mestre Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Filho: RJ, 23-04-1897 - RJ, 17-O2-1973) com uma interpretação de "Ele e Eu", cuja composição e arranjo são do próprio homenageado. Cada um de sua casa, mas todos juntos pelo Choro. Apreciem.



Du Macedo lança o projeto "Cavaquinho para todos e todas" visando promover a inclusão e acesso à educação musical.

Idealizado e produzido pelo músico Eduardo Macedo, o  "Cavaquinho para todos e todas" é um projeto que incentiva a inclusão e acesso à educação musical. Mantido através de contribuições voluntárias, o trabalho pretende fazer a diferença em comunidades de Belo Horizonte e junto a pessoas que não podem pagar pelo estudo.

O início das aulas, ministradas pelo próprio Du Macedo, está programado para o próximo dia 10 de abril, sempre aos sábados pela manhã e em formato on-line. Os participantes receberão um material didático para ensino do cavaquinho, elaborado pelo próprio instrutor, e cujo conteúdo aborda desde os primeiros passos até um estudo mais avançado. A novidade é que as aulas serão gravadas para que possam ser revistas pelos alunos quando desejarem.

Du Macedo - Foto: divulgação
O apoio financeiro e material ao projeto tem chegado através dos participantes e de incentivadores. As contribuições podem ser através da inscrição monetizada no curso, doações financeiras ou de um cavaquinho que não esteja mais sendo usado e também de acessórios como cordas e palhetas. 
Aqueles que desejarem apoiar o projeto devem entrar em contato direto com Du Macedo, através do número (31) 9731-02899 ou no direct pelo Instagram dumacedo_escola_de_musica.

Eduardo Macedo é licenciado em Música pela UEMG - Universidade do Estado de Minas Gerais, atua como professor na Escola Livre de Artes Arena da Cultura, além de participar de diversos projetos musicais em Belo Horizonte. Integrante do grupo Corta Jaca e também um dos fundadores do grupo Copo Lagoinha, já se apresentou como cavaquinista na França, Espanha e Portugal. Tocou com artistas como Nelson Sargento, Amaranto, Marina Machado, Babaya e Dona Jandira. Atualmente integra os grupos "Beco do Choro" e "Choro da Mercearia", que promovem rodas semanais, mantendo viva a tradição do Choro em nossa cidade.

31 de março de 2021

"5 Gerações" álbum de Osmar do Trombone e Osmar Junior celebra o Choro e a tradição musical da família Furtado.


Tudo começou com o flautista maranhense, Marcelino Fernandes, nascido no município de Viana. Passando de geração em geração, o legado da música permaneceu na família através de vários membros de instrumentistas de sopro e ganhou a merecida distinção, por meio da gravação do CD "5 Gerações".  O projeto idealizado por Osmar do Trombone e Osmar Junior tem um repertório totalmente autoral e participação de renomados instrumentistas brasileiros.

O PROJETO 5 GERAÇÕES

Osmar Junior e Osmar do Trombone. Foto: Palco MP3
O patriarca Marcelino Fernandes Furtado, músico flautista integrante do 24 BC, após dar baixa do exército mudou-se para Cajarí, a 200 km de São Luis, capital maranhense. Ali, seguiu seu sonho de formar uma banda de música que foi denominada Balacochê. A formação musical fez história tocando e difundindo o Choro em todos os municípios do estado do Maranhão.

Macico, como também era conhecido Marcelino, ensinou música para seus filhos Cecília e Zé Furtado e também as gerações seguintes: Oswaldo, Osmar, Geraldo, Osmar Jr. e seu tataraneto Mikael.

Baseando-se nesse enorme conhecimento do Choro, Osmar do Trombone e o saxofonista Osmar Junior, registraram a aprendizagem por anos do Choro, com novas composições para o gênero num CD. Assim surgiu o disco “Cinco Gerações” que inclui 10 Choros autorais,  parcerias entre si e com os compositores Joãzito Dornas, Jean Pedroza, Marcelo Braga e Paulinho Pedra Azul.

A ficha técnica também reflete a excelência deste trabalho. O álbum teve suas gravações realizada em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e no Maranhão, o que oportunizou a participação de grandes nomes da música brasileira como: Mauro Diniz (cavaquinho), Rogerio Caetano (violão 7 cordas), Thiago da Serrinha (percussão), Camilo Mariano (bateria), Paulinho Braga (bandolim), Ruy Mário e Manoel Braga (Sanfonas), Wanderson Silva (percussão boi) e participações especiais de Paulinho Pedra Azul (voz), Silvério Pontes (trompete), Dirceu Leite (clarinete), entre outros.

Com tudo isto, o desejo de conhecer este belo trabalho só pode ser grande. Então vamos à nossa audição de hoje. Clica no rádio e desfrute de "5 Gerações", um projeto dos músicos Osmar do Trombone e Osmar Junior. A eles, e a todas as gerações dos Furtado, nossos aplausos.


Quer mais? Assista aqui o making off do projeto "5 Gerações"

30 de março de 2021

Faleceu nessa segunda feira (29), o compositor e clarinetista Luiz de Souza. Ele foi um dos grandes instrumentistas associados que deixou sua marca na história do Clube do Choro de BH.


Luiz de Souza - Em apresentação com o grupo do Clube do Choro de BH - maio 2016 - Foto: Nilson Cota
 
O Clube do Choro de BH cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do seu associado Luiz de  Souza. Ele faleceu aos 79 anos de idade, nesta segunda feira (29), em Belo Horizonte, vítima de um quadro clínico de COVID-19. Seu sepultamento ocorrerá hoje, às 14 horas no Cemitério Parque Renascer, em Contagem.

Foto: Anderson Costa -
Acervo Clube do Choro de BH 
Luiz Souza era compositor e clarinetista respeitado nas rodas de Choro de BH e muito querido entre seus companheiros de música. Ele teve composições autorais registradas em álbuns como o "Engolindo o Choro" do grupo Off-Sina e participações em várias gravações fonográficas de outros músicos.

Sua passagem pelo Clube do Choro de BH foi marcada pela competência como instrumentista, mas também  pela simpatia e camaradagem. Na instituição e nas rodas de Choro da cidade, ele deixará grandes amizades e saudade.

O Presidente da instituição, Acir Antão, tem lembranças que faz questão de registrar e que nos conduzem a um pouco de sua história: "Conheci o Luiz como fotógrafo da Assessoria de Imprensa da PBH  na década de 60. Grande profissional da fotografia, trabalhou com vários prefeitos da capital até se aposentar. Um dia  num encontro promovido pela saudosa pianista e professora de música, Tânia Mara Lopes Cançado, por ocasião da criação do Projeto Cariúnas (homenagem ao Professor e Radialista Elias Salomé,  criador do Bando dos Cariúnas), todos os meninos daquela época se reuniram com a Tânia e lá estava o Luiz. Foi para mim uma grande surpresa vê-lo manuseando seu clarinete em belos chorinhos. Criado o Clube do Choro, Luiz do Clarinete foi um dos sócios mais assíduos. Sua partida deixa um imensa lacuna como músico e como figura humana. Vamos sentir sempre uma eterna saudade".

O Clube do Choro de Belo Horizonte abraça os familiares de Luiz de Souza, em nome de todos os associados. E para que nossa despedida aconteça no tom do seu talento e alegria, deixamos aqui um momento de sua plenitude e da forma como sempre desejamos lembra-lo.



A revista científica da Associação Brasileira de Trombonistas está a pleno vapor e agora aberta a toda família dos metais.

A revista científica da Associação Brasileira de Trombonistas está a pleno vapor, agora aberta a toda família dos metais. Esta foi a boa notícia divulgada recentemente pelo trombonista associado ao Clube do Choro de BH e Presidente da ABT, Marcos Flávio Aguiar. Todos os detalhes estão em um comunicado apresentado pelo professor Sérgio Rocha, Editor Chefe da revista.

A revistada ABT é semestral e está albergada no portal de periódicos da Universidade Federal da Paraíba. Tem como foco publicar artigos científicos em português, inglês e espanhol bem estruturados e fundamentados, que possam contribuir de forma relevante para as práticas e divulgação dos instrumentos de metais em suas diversas sub-áreas, incluindo as interfaces entre si e suas interdisciplinaridades. A publicação é cadastrada por ISSN eletrônico e conta com um corpo editorial altamente qualificado de vários países.

O convite para publicações na revista da instituição foi apresentado por Sérgio Rocha, através das redes sociais. É direcionado a toda a comunidade de instrumentistas de metal (Trompete, Trompa, Tuba e Eufônio) e são várias as áreas de interesse: performance e educação musical, musicologia, saúde do músico, música e tecnologia, entre outras. Como informado pelo editor, "o melhor é que todo o processo de submissão é rápido e inteiramente gratuito".

Para conhecer e ler os artigos já publicados na Revista da ABT acesse:  https://periodicos.ufpb.br/index.php/btaj
Maiores informações sobre o processo de seleção editorial  acesse:  https://periodicos.ufpb.br/index.php/btaj/about 

Nesta oportunidade trazemos para nossa audição, "O TROMBONE NO CHORO" um dos registros do XXVI Festival Brasileiro de Trombonistas promovido pela Associação Brasileira de Trombonistas (ABT) realizado entre os dias 02 e 04 de dezembro de 2020. A palestra tem participação dos instrumentistas Alaécio Martins, Everson Moraes e Cap. Tarciso Pereira, com mediação de  Gilvando Pereira "Azeitona do Trombone". Apreciem esta magnífica aula: