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21 de fevereiro de 2023

Hoje, com a alegria do Carnaval, celebramos o centenário de nascimento do mestre violonista Mozart Secundino de Oliveira.


Mozart Secundino simbolizou para o nosso ambiente musical o que se costuma chamar de unanimidade - Foto: Artbhz

Nesta terça terça-feira de Carnaval (21) o Choro belo-horizontino está em festa. O dia não poderia ser mais apropriada para celebrarmos, com imensa alegria, o centenário de nascimento do mestre violonista, Mozart Secundino de Oliveira. Dentre as atividades dedicadas à comemoração desta data estão programadas rodas e grande encontro de grupos de Choro, lançamento de livro, dentre outras atividades.

Mozart Secundino - Foto: reprodução
Mozart Secundino
nasceu em 21 de fevereiro de 1923, em Bandeirinha, Distrito de Betim – MG. Durante a vida fez de tudo um pouco: entregou marmitas, carregou compras no Mercado Central de Belo Horizonte, dirigiu táxi e se dedicou à venda de doces por mais de 20 anos, mas a consagração lhe veio através da música, tendo se tornado uma das figuras mais emblemáticas do universo do Choro Mineiro.
Ele aprendeu a tocar violão com o professor Bento de Oliveira. De início, passou a tocar em bares da capital para complementar o salário, mas tornou-se um dos grandes mestre do violão de seis cordas. Dedicado ao chorinho, tocou desde a década de 50 com Waldir Azevedo até que se despediu deste amigo e seguiu subindo aos palcos ao lado dos grupos Corta Jaca, Quem são Chora não Mama, Piolho de Cobra e em todas as rodas de Choro do Clube do Choro de Belo Horizonte do qual foi um dos membros fundadores. Mesmo inspirado pelos mestres Pixinguinha, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e outros, Mozart sempre se entusiasmou tocando ao lado dos jovens chorões, com quem se apresentava várias vezes por semana.

Sua simplicidade e generosidade eram características marcantes. A composição de Jacob Bandolim, “Simplicidade” era uma das canções favoritas de Mozart e, também, é título do documentário que conta a sua história. O documentário estreou em 2015, no dia em que Mozart completou 92 anos e contou com sua ilustre presença na plateia. O mestre Mozart faleceu em 22 de novembro de 2015 mas permanece como uma das figuras mais respeitadas e queridas do choro de BH.  
Ele simbolizou para o nosso ambiente musical o que se costuma chamar de unanimidade. 

Capa "O Choro em Contexto - Nas baixarias de
Mozart Secundino"  - Foto: divulgação

Com previsão de lançamento para o início do segundo semestre, o livro "O Choro em Contexto - Nas baixarias de Mozart Secundino" de autoria do instrumentista, compositor e mestre em música, Humberto Junqueira também faz parte das celebrações. 
Além de sua atuação no campo acadêmico, Junqueira se envolveu profundamente com a música popular, mais especificamente o Choro, tornando-se uma das referências no violão de sete cordas no estado de Minas Gerais e tocando por diversas vezes ao lado do mestre Mozart Secundino.

Em primeira mão, o autor apresenta para o leitores do site do Clube do Choro de BH o conteúdo que aborda no livro, ainda em fase de editoração e que será lançado pela editora Cancioneiro: "o livro aborda as práticas musicais de Mozart no contexto do Choro em Belo Horizonte e dialoga de forma mais ampla com o gênero e com as categorias que lhe são comuns. Dentre elas, a baixaria, na qual Mozart foi considerado um mestre, mantendo-se fiel à tradição do violão de 6 cordas." Essas  curiosidades e muitas outras informações estão na obra que será lançada no ano de centenário de Mozart Secundino.


Programe-se pois as  celebrações do centenário de Mozart Secundino começam nesta semana em BH. Acontece um grande evento no próximo sábado (25), a partir das 14 horas, no Baticum Tendinha Cultural, espaço  localizado no bairro Concórdia. No palco estarão reunidos a Velha Guarda do Choro de BH da qual ele foi destaque; o Conjunto Piolho de Cobra, do qual foi integrante por mais de 10 anos e o Regional Baticum formado por grandes parceiros e admiradores do mestre.  

A casa abre às 14h. A música começa em seguida, às 15 horas, com a Velha Guarda do Choro de BH, às 17 horas se apresenta o conjunto Piolho de Cobra,  O encerrando os trabalhos fica por conta do Regional Baticum que  faz sua apresentação às 20 horas. Para mais informações e compra de ingressos para o evento Baticum apresenta: Mozart Secundino- 100 anos acesse o site do Sympla (aqui).

Mozart levantou a bandeira da música popular brasileira por muitas décadas, tornando-se referência para seus contemporâneos e, principalmente, para as gerações que vieram depois, sendo uma espécie de elo entre o passado e o futuro dessa música na cidade de Belo Horizonte. Apesar de ter nos deixado em 2015, seu legado continua vivo e é este o motivo da nossa alegria, Não fique de fora dessa grande festa.

17 de fevereiro de 2023

Tudo sobre a marcha Ó abre alas, música de Chiquinha Gonzaga para o carnaval de 1899.

Os Corsos - imagem-fonte: chiquinhagonzaga.com

No começo, o Carnaval era uma "festa de rua sem melodia e sem ritmo. O barulho ficava por conta de vaias, vozerios e brigas (...)". Com o passar do tempo a manifestação popular mudou seu perfil e "na rua dançava-se ao som de baterias cadenciadas e entoava-se canções monótonas, bruscas pela pobreza melódica e sem harmonia. Valia tudo: cantigas de roda, hinos patrióticos, canções folclóricas, trechos de óperas, árias de operetas, fados lirós, quadrinhas musicadas na hora e até marcha fúnebre. 

Mas  Chiquinha Gonzaga  (1847-1935)  foi responsável por uma mudança nesse panorama. Com sua composição "O Abre Alas" ela mudou o rumo da história...

"Tudo sobre a marcha Ó abre alas, música de Chiquinha Gonzaga para o carnaval de 1899" texto assinado pela biógrafa Edinha Diniz é a nossa sugestão de leitura de hoje. Clique na imagem e leia diretamente  no site chiquinhagonzaga.com 

14 de fevereiro de 2023

105 anos de Jacob do Bandolim, o mestre lendário da música brasileira.

Jacob do Bandolim - Foto: Net

Jacob do Bandolim nasceu no Rio de Janeiro em 14 de fevereiro de 1918 e celebramos hoje 105 anos do seu nascimento. Jacob adotou o instrumento como cognome se uniu em definitivo a este virtuoso instrumentista e compositor brasileiro. O carioca do bairro das Laranjeiras entrou para a história preterindo o violino (desejado como presente aos 12 anos) e abraçando o bandolim como o instrumento que o faria um mestre lendário da música brasileira.

Jacob não teve professor, sempre foi autodidata. Tentava repetir no bandolim trechos de melodias cantaroladas por sua mãe ou por pessoas que passavam na rua. Aos 13 anos, da janela de sua casa, escutou o primeiro choro, É do que há - composto e gravado pelo famoso Luiz Americano -, tocado no prédio em frente, onde morava uma diretora da gravadora RCA Victor. "Nunca mais esqueci a impressão que me causou", afirmaria Jacob, anos mais tarde. E esta foi nossa sorte. Ganhamos um mestre que nos legou um uma obra musical memorável.

Além de magistral intérprete foi um compositor emérito, sendo até hoje um dos mais gravados, no gênero. Em qualquer roda de choro Jacob é sempre lembrado, numa eterna reverência à sua obra.

O Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), organização fundada em 2006 e voltada para a pesquisa, preservação e promoção da Música Popular Brasileira conseguiu mapear e catalogar mais de 82 mil discos produzidos no país, reunindo mais de 91 mil compositores e intérpretes. Fruto de 25 anos de pesquisa, a catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos mais recentes. Entre as preciosidades que encontramos por lá, muitas se referem à obra de Jacob do Bandolim. E ele é um dos destaques deste mês. 
Clica na imagem e confira diretamente no site do IMMuB o acervo com acesso aos discos de carreira, projeto extras, referências/tributos, coletâneas, entre outras referências prontas para você ouvir.


27 de janeiro de 2023

Programa ao vivo comandado por Acir Antão celebra o Centenário de Waldir Azevedo, com participação especial do cavaquinista Ausier Vinícius.

Ausier Vinícius, Marcelo Issa, Mateus Loureiro e Leo Lana foram os convidados do Programa Acir Antão -edição comemorativa do centenário de Waldir Azevedo. Foto: Divulgação.

O grande  cavaquinista e compositor Waldir Azevedo nasceu em 27 de janeiro de 1923, na cidade do Rio de Janeiro. Portanto, celebramos hoje o centenário de seu nascimento.  No último domingo (22), o comunicador e Presidente do Clube do Choro de BH, Acir Antão dedicou seu programa ao vivo, à trajetória desse grande mestre. O convidado para essa edição especial foi o famoso cavaquinista Ausier Vinícius, que esteve acompanhado dos músicos Marcelo Issa no violão 7 Cordas, Mateus Loureiro ao cavaquinho e Leo Lana no pandeiro. 

Waldir Azevedo- Foto: Acervo Waldir Azevedo
Waldir Azevedo nasceu de família pobre em 1923, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Piedade, e passou a infância e a adolescência no bairro do Engenho Novo. Manifestando interesse em música ainda criança, Waldir conseguiu comprar uma flauta transversal aos sete anos de idade, depois de juntar dinheiro capturando passarinhos e vendendo-os.

No carnaval de 1933, aos 10 anos de idade, apresentou-se em público pela primeira vez, como flautista, tocando "Trem Blindado", de João de Barro, no Jardim do Méier.
Já adolescente, conheceu um grupo de amigos que se reunia aos sábados para tocar e, por influência deles, acabou por trocar a flauta pelo bandolim. Pouco tempo depois trocou o bandolim pelo cavaquinho, instrumento que deixou de lado quando o violão elétrico ganhou projeção no Brasil.
Aos 22 anos, enquanto passava a lua de mel na cidade de Miguel Pereira, recebeu um telefonema de um amigo avisando de uma vaga no grupo de Dilermando Reis, em um programa da Rádio Clube do Brasil. Tocou no grupo durante dois anos, após o que acabou assumindo sua liderança, com a saída de Dilermando em 1947.

Durante a década de 1950 fez grande sucesso com composições como "Brasileirinho", "Pedacinhos do Céu", "Delicado", "Chiquita" e "Vê Se Gostas", e as composições de Waldir o projetaram internacionalmente. Durante 11 anos viajou com seu conjunto por países da América do Sul e Europa, incluindo duas viagens patrocinadas pelo Itamaraty na Caravana da Música Brasileira. Suas composições tiveram gravações no Japão, Alemanha e Estados Unidos, onde Percy Faith e sua orquestra atingiram a marca de um milhão de cópias vendidas com uma gravação de Delicado. Waldir chegou a participar de um programa na BBC de Londres, transmitido para 52 países.
Waldir Azevedo morreu em 1980 na Beneficência Portuguesa de São Paulo em decorrência de um aneurisma da aorta abdominal, poucos dias antes de começar as gravações de um novo álbum — meticuloso, Waldir ainda deixou instruções para os músicos gravadas em fita cassete. Ele tinha 57 anos.

Hoje você ouve aqui, na íntegra, o programa Acir Antão, comemorativo ao centenário de Waldir Azevedo.  Desfrute:

7 de outubro de 2021

Hoje celebramos em alto e bom som, o Dia do Compositor Brasileiro!


A pandemia do coronavírus parou a indústria musical, com cancelamentos de shows e eventos, mas não parou a inspiração de quem mantém a música brasileira viva nas canções e nas obras audiovisuais. Hoje, dia 7 de outubro, é celebrado o Dia do Compositor Brasileiro, data criada em 1948 pelo cantor e compositor Herivelto Martins, integrante da União Brasileira dos Compositores (UBC) na década de 40.

Neste dia em especial, o Clube do Choro de Belo Horizonte celebra em alto e bom som, aplaudindo e reconhecendo o trabalho dedicado e imensurável dos grandes compositores brasileiros, entre os quais figuram muitos dos nossos associados. Desejamos a todos: palcos iluminados, plateias lotadas e muito sucesso!

5 de maio de 2021

103 anos de Dino, sua excelência 7 cordas.

Dino 7 Cordas - Foto reprodução web

Hoje celebramos o aniversário de nascimento de Horondino José da Silva, conhecido como Dino 7 Cordas, (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1918 — Rio de Janeiro, 27 de maio de 2006) que foi um dos violonistas mais importantes da música brasileira e o responsável pela consolidação do violão de 7 cordas na música brasileira e pelo desenvolvimento de sua linguagem. Dino foi também um dos maiores instrumentistas de Choro e influenciou outras gerações com sua maestria.

Nossa homenagem a ele vem através de dois jovens e talentosos instrumentistas mineiros: o violonista associado ao Clube do Choro de BH, Lucas Telles e o cavaquinista Lucas Ladeia que tocam "Minha Crença", composição de Dino 7 Cordas em parceria com Del Loro. Apreciem nossa audição de hoje.

 
Registro em vídeo realizado por ocasião do centenário de Dino 7 Cordas (2018)


Dino 7 Cordas
nasceu na rua Orestes, no bairro carioca do Santo Cristo. Filho de Caetano José da Silva, fundidor do Lóide Brasileiro, e de Cacemira Augusta da Silva, conhecida pelo apelido de Filhinha. Seu registro de nascimento foi feito em agosto, motivo pelo qual em algumas obras importantes está consignada a data de 5 de agosto como sendo a de seu nascimento. Sua relação com o violão vem desde a infância. Seu pai era violonista amador, assim como outros amigos que freqüentavam a casa. Estava sempre atento ao movimento musical ao qual prestava enorme atenção. Começou a praticar inicialmente o bandolim, que abandonou pouco depois pelo violão.

Dino 7 Cordas - Foto: reprodução web
Ao terminar o curso primário, empregou-se como operário em uma confecção de calçados. Por essa época já participava de festas e saraus familiares, onde revezava o violão com seu pai. Em uma dessas ocasiões, conheceu o pandeirista Jacó Palmieri e o cantor Augusto Calheiros, figuras que teriam grande importância para seu ingresso na vida profissional.
Por volta de 1934, passou a acompanhar Calheiros em espetáculos de circo, ganhando pequena remuneração que complementava a do trabalho na fábrica de calçados.
Por essa época, já dominava o repertório musical de toadas, valsas e sambas que aprendia através do rádio. Seu modelo de acompanhamento era fornecido pela dupla Nei Orestes e Carlos Lentine, violonistas do Regional de Benedito Lacerda, um dos mais sólidos regionais da época. Esse tipo de aprendizado foi definitivo em sua carreira. Daí vieram o repertório e a capacidade de acompanhar diversos gêneros, entre tantas outras peculiaridades.
Em 1943, quando o Regional de Benedito Lacerda exibia-se no programa "Piadas do manduca" de Lauro Borges, conheceu aquela que seria sua grande companheira, Dª Rosa, com quem teve um filho, Dininho, também músico (contrabaixista) com grande atuação na MPB.
É o inventor do apelido "Lua", destinado a Luiz Gonzaga, devido ao rosto arredondado do cantor. A alcunha foi divulgada pelo radialista Paulo Gracindo na Rádio Nacional em 1944.
Em 1954, ao mandar fazer seu primeiro violão de sete cordas, o que o fez um dos pioneiros do gênero no Brasil, passou a ser conhecido como Dino Sete Cordas.
Em 1974 arranjou e gravou o primeiro disco do Cartola.
O maestro Horondino nunca fez questão de ter seu nome na capa de nenhum disco, mas por insistência de um dos seus discípulos mais famosos, em 1991 gravou o Raphael Rabello e Dino 7 Cordas.
Em seus últimos anos de vida dava aulas de violão. Dino morreu de pneumonia em 27 de maio de 2006 no Hospital do Andaraí. O corpo foi velado e sepultado no cemitério de São João Batista, no bairro de Botafogo.

Obs: Dino faleceu no dia 26 de maio, à noite. Por causa disso algumas fontes informam, erradamente, que seu falecimento foi no dia 27. (Márcio Gomes)
Fonte: Wikipédia

8 de março de 2020

Confira um Especial do Dia Internacional da Mulher, no Música e Músicos do Brasil.

O programa traz obras de algumas das principais compositoras brasileiras de concerto.


O Música e Músicos do Brasil deste domingo (08), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, traz uma seleção de obras de algumas das mais importantes compositoras do nosso país. 

Apesar de, muitas vezes, não terem recebido o devido reconhecimento, as mulheres compositoras produziram peças de altíssima qualidade nos últimos séculos, desde o período barroco até os dias atuais. É o caso da monja medieval Hildegarda de Bingen, a compositoras barrocas Isabela Leonarda e Francesca Caccini, seguidas de Anna Amalia Vonn Preussen, Clara Schumann, Fanny Mendelssohn, entre tantas outras. 

E muitas mulheres brasileiras também conseguiram superar os obstáculos sociais, contribuindo para a divulgação de uma música de concerto de excelência.O programa traz obras de algumas dessas grandes compositoras, com destaque para Chiquinha Gonzaga, que nasceu no Rio de Janeiro em 1847, e é considerada um marco da composição feminina no Brasil. 

Autora de obras imortais, como Corta-Jaca e Lua Branca, ela foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, a primeira pianista a tocar Choro, e a compositora da primeira marchinha carnavalesca brasileira, “Ó abre alas”. 

Já no século XX, após a pioneira Chiquinha Gonzaga, outras grandes compositoras chamaram a atenção no meio clássico no nosso país, como é o caso de Eunice Katunda, Cirlei de Hollanda, Esther Scliar, Vania Dantas Leite, Jocy de Oliveira e Marisa Rezende.

O Música e Músicos do Brasil vai ao ar neste domingo, às 19h, na Rádio MEC.

SERVIÇO 
Programa Música e Músicos do Brasil - Especial Dia Internacional da Mulher
Data: 8 de março 2020
Horário: 19 horas
Local: Rádio MEC  - click aqui e ouça o áudio do programa na íntegra

28 de fevereiro de 2016

HOJE NA HISTÓRIA DO CHORO

  Morre a compositora Chiquinha Gonzaga

A última foto da maestrina e compositora, aos 85 anos,
no dia do seu aniversário.
No dia 28 de fevereiro de 1935 morria, no Rio de Janeiro, Chiquinha Gonzaga, a maior personalidade feminina da história da música popular brasileira. Nascida em 17 de outubro de 1847, na mesma cidade, ela foi a primeira maestrina e autora da primeira marcha carnavalesca, "Ó Abre Alas". Foi também a primeira pianista de choro, introdutora da música popular nos salões elegantes e fundadora da primeira sociedade protetora dos direitos autorais.