23 de fevereiro de 2016

"Pensadores do Choro". Uma dica de leitura que vale conferir.

Hoje, a dica de leitura que trazemos para você vem diretamente das páginas da Revista do Choro.

Com o objetivo de fomentar e incentivar a produção literária de novos autores brasileiros, voltada para o gênero musicalchoro, a #e-ditora] e a Revista do Choro promoveram, em 2014, o primeiro edital Pensadores do Choro (cujas informações divulgamos na ocasião, aqui no blog).

Durante dois meses, a #e-ditora] recebeu muitos textos de autores de todas as regiões do país e, após minuciosa análise, apresentamos neste livro os dois trabalhos vencedores do edital.
Na categoria Crônicas e Memórias, o paraibano de 27 anos, Sergio Aires, instrumentista, professor de flauta e chorão, foi contemplado com o texto Tudo culpa do choro.
Na categoria Instrumentos, com o texto O choro marajoara de Adamor do Bandolim e um breve relato da história do choro no Pará, Vanessa Trópico, 34 anos, cavaquinista e pesquisadora externa do Grupo de Estudos Amazônicos da Universidade Estadual do Pará foi a contemplada.
Os textos contemplados são o resultado da experiência, vivência, aprendizado, amor e paixão de dois instrumentistas brasileiros pelo choro.
Do Pará, extremo Norte do Brasil, de onde muito pouco, ou quase nada nos chegam de notícias do choro, se desvela um cenário marajoara riquíssimo culturalmente onde o mestre Adamor do Bandolim, com seu jeito único de compor choro, nos mostra que o gênero nunca foi tão vivo na terra mais cabocla do território brasileiro.
Do Nordeste, vem a experiência didática e de vida de um jovem professor, que ao descobrir o Brasil fora do Brasil, na África, hoje é um difusor entusiasta da história de seu país, atuando em um projeto de valorização da cidadania através da música para jovens de comunidades em situação de risco social da Paraíba, especificamente João Pessoa.
Os dois textos convergem para a latente necessidade de criarmos mecanismos eficazes e plenos para perpetuar a linguagem musical e didática do universo do choro. As dificuldades do chorão do Marajó e o conclame do professor paraibano para que façamos métodos musicais com o legado do choro mostram o quanto ainda há por ser feito para que nossos chorões e estudantes de música possam vivenciar seu pertencimento ao Brasil de forma plena. Um, com a tranquilidade de que sua obra está resguardada e outro com, a certeza do aprendizado eficaz e sem deformações culturais. O Brasil onde o choro “é a alegria da tristeza que sorri e se lamenta”, onde se ensina e aprende generosamente de verdade. Este é o Brasil contido neste livro. Um Brasil de Pensadores do Choro.

O edital contemplou também o artista gráfico paulista Reynaldo Berta, que ilustra a capa do livro com sua arte. Os interessados em adquirir o livro podem fazê-lo acessando o link: