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20 de janeiro de 2020

Tia Amélia, pianista pioneira no toque do choro, tem obra reavivada em disco.

Conhecido pela técnica prodigiosa no manuseio do piano, o músico Hercules Gomes reúne 14 composições da antecessora no terceiro álbum.


Na crônica A bênção, Tia Amélia, escrita em julho de 1953, o poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913 – 1980) conceituou a pianista e compositora pernambucana Amélia Brandão Nery (25 de maio de 1897 – 18 de outubro de 1983) como “uma ressurreição de Chiquinha Gonzaga com bossas novas”.

Na realidade, a pianista chegou a viver alguns anos no mesmo tempo de Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935), mas, sim, pode ser considerada sucessora da maestrina no toque do piano e, sobretudo, discípula de Ernesto Nazareth (1863 – 1934) na difusão do choro.

Enfrentando as pressões da sociedade machista, Amélia driblou as proibições do pai e do marido para interromper a carreira, construindo obra que está sendo reavivada pelo pianista capixaba Hercules Gomes no álbum Tia Amélia para sempre, lançado pelo Selo Sesc neste mês de janeiro de 2020 com capa que expõe a pianista em ilustração de Alexandre Calderero.

Idealizado e produzido pelo próprio Hercules, o disco chega ao mercado fonográfico quase 100 anos após o início da trajetória profissional dessa pianista de formação erudita que já tocava de ouvido aos quatro anos de idade.

Leia AQUI a matéria completa assinada pelo jornalista Maulo Ferreira, publicada em seu Blog no Portal G1.