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25 de novembro de 2020

Entre Janelas, produção musical de André Oliveira ganha versão nipobrasileira.

André Oliveira - Foto: Divulgação

A série musical Entre Janelas, concebida e produzida pelo músico e compositor André Oliveira estreou em abril deste ano e já ultrapassa 30 edições. Através desse projeto, ele vem reunindo vários instrumentistas, para um diálogo musical com grande destaque para o gênero Choro. Abrindo janelas virtuais para as múltiplas sonoridades, a série ganhou repercussão e chegou ao Japão. André Oliveira agora se une aos músicos Midori Okamoto (flauta), Makoto Nishimura (pandeiro), Ryosuke Matsushita (cavaquinho) e Masao Fukuda (Violâo 6 cordas) para uma produção nipobrasileira, cheia de ginga.

André Oliveira foi um dos indicados ao Prêmio Profissionais da Música 2020 na categoria Produção (sudeste) - Produtor Musical (Cds e Álbuns Digital) e, além de todos os outros trabalhos,  a série "Entre Janelas" também tem sido representativa em sua carreira. Ela vem resultando em alegrias, entretenimento e muitas demonstrações de carinho e troca de aprendizado entre os artistas convidados e também com o público. "Com esses queridos músicos Japoneses, a relação não foi diferente. Eles foram muito simpáticos e acolhedores, fizeram o processo de gravação com muita qualidade e bom gosto" é o que nos conta André que conheceu o trabalho desses seus novos parceiros faz algum tempo, pelo Youtube. 

A música brasileira, especialmente o Choro e Samba, já fazia parte do repertório desses músicos. O convite para esta participação foi feito ao pandeirista Makoto, através de uma rede social. A resposta positiva veio rápida e cheia de entusiasmo, rendendo ainda um convite aos outros amigos instrumentistas para se unirem a esta produção. 

O processo de gravação foi bem interessante e eficiente. Makoto, Masao, Midori e Ryosuke gravaram a música de forma remota e simultânea, cada um em uma cidade diferente do Japão. Makoto de sua casa recebia todos os sinais de áudios, utilizando o programa Yamaha Syncroom. Ele comunicava com os demais, capturava o som e gravava de sua cabine. É como se todos estivem em um mesmo estúdio, mas em salas separadas.

Em entrevista concedida ao site do Clube do Choro de BH, os músicos japoneses contam sobre o interesse pela música brasileira e a experiência de participar desse projeto junto com André Oliveira.


Makoto Nishimura
é pandeirista e seu contato e interesse pela música brasileira teve início nos anos 80, quando ainda era estudante universitário e seu professor de guitarra, Shigeharu Sasago lhe convidou para participar de um conjunto de Choro. Isso aconteceu em 1981 e esse grupo parecia ser o primeiro a especializar-se no estilo, no Japão. Ele nos conta que, no início, cantava mas acabou fascinado pelo pandeiro e começou a aprender a tocá-lo. Atualmente, ele faz apresentações ao vivo de choro, samba e MPB nas proximidades de Tóquio.
O convite para participar do "Entre Janelas" com André Oliveira ocorreu em setembro deste ano. Sobre isso, Nishimura declara sua satisfação: "eu me senti muito feliz". 
A composição "Ocê vem depois" de André Oliveira, a princípio lhe pareceu misteriosa, mas depois de tocá-la repetidamente, o mistério se tornou um grande prazer. E a composição lhe parece sobretudo, bonita.


Midori Okamoto é a flautista do grupo. Mas em 2005, deixou de estudar flauta para aprender tocar guitarra. Seu professor que adorava o Choro, lhe emprestou um CD contendo composições desse gênero. Ao escutá-lo "minha alma balançou, eu queria toca-lo!" é o que nos conta Midori que se viu assim arrebatada pelo mais autêntico dos gêneros da música brasileira. 
Em 2012, ela chegou a estudar Choro no Rio de Janeiro, e em 2018 lançou o CD de Choro “Como Está?”. Eventualmente, ela participa de programas de rádio sobre o Choro e assim continua a divulga-lo no Japão.
Com a chegada do Coronavírus,  juntou-se aos outros companheiros formando uma banda virtual de Samba e Choro. O convite de tocar com André Oliveira chegou junto com uma composição autoral do músico brasileiro. E sobre a experiência de toca-la? "ela é uma composição estimulante e maravilhosa, até hoje ela está na minha cabeça", declara Midori.

Ryosuke Matsushita – Cavaquinho 

Ryosuke Matsushita, cavaquinista do grupo, estudou Acústica na Universidade das Artes de Osaka. Atualmente, além de trabalhar como engenheiro eletricista, tem também se dedicado ao estudo e execução do Choro e Samba.
Sobre o projeto "Entre Janelas" ele considerou uma experiência valiosa para seu aprendizado, já que tocar a composição "Ocê vem depois" se apresentou como um desafio com grau de dificuldade, mas que resultou em um processo bastante prazeroso.


Masao Fukuda tem uma careira de mais de 30 anos como violonista e faz parte do grupo de Choro Bashsamichi. Tem uma grande admiração pela música brasileira e, em especial, pelos músicos Baden Powell, Toninho Horta, Milton Nascimento, Djavan, entre outros.
Masao define sua participação nesse projeto como "uma experiência criativa e fantástica". Na sua concepção, "Ocê vem depois é uma composição maravilhosa, onde as partes se sustentam, influenciando umas às outras, criando uma rica harmonia e melodia". E promete: "Vamos voltar a tocar juntos muito em breve!"

"OCÊ VEM DEPOIS"
Um Choro normalmente é dividido em três partes, conhecidas por A, B e C. Nessa composição, André compôs os temas A e B no cavaquinho, mas o C ...  um dia ele chegará. E como bom mineiro ele explica: “Ocê vem depois”. 
Ouçam agora essa composição que já chegou cheia de histórias.

 

  André Oliveira - Violão 7, Bandolim, Mixagem e Edição de Vídeo

Makoto Nishimura - Pandeiro https://www.youtube.com/user/NaruoTamba
Ryosuke Matsushita - Cavaquinho https://www.facebook.com/ryosuke.mats...


10 de abril de 2020

O compositor e violonista André Oliveira lança a série "Entre Janelas". No vídeo de estreia ele toca com o flautista Marcelo Pereira.

O compositor e violonista André Oliveira acaba de lançar o primeiro vídeo da série "Entre Janelas", uma proposta onde cada músico, de sua própria janela, busca outras janelas para compartilhar a arte e espalhar a música como vento.
Em cada vídeo, um encontro trazendo aprendizagens e muitas reflexões sobre as formas de viver e conviver com criatividade nestes tempos de isolamento social.
Na primeira edição quem abre a janela é o flautista Marcelo Pereira. Ele e André Oliveira tocam "Chorinho em Cochabamba", uma composição de Eduardo Neves e Rogério Caetano. Desfrutem desta beleza solta no vento... E aguardem, pois  na próxima semana tem mais uma edição de "Entre Janelas" trazendo outro convidado especial, executando música brasileira da melhor qualidade. 

Marcelo Pereira (Flauta) e André Oliveira (violão 7 cordas) tocam Chorinho em Cochabamba (Eduardo Neves/ Rogério Caetano)

Os vídeos da série "Entre Janelas" você assiste no Canal do André Oliveira no Youtube. Acesse, se inscreva e acione o sininho para receber as notificações.

21 de maio de 2020

Entre Janelas traz o "Diabinho Maluco".

O compositor e violonista André Oliveira permanece com suas produções durante a quarentena e nos oferece mais uma edição do "Entre Janelas". Através desse projeto, ele tem reunido de forma virtual vários instrumentistas, para um diálogo musical com grande destaque para o gênero Choro.
Nesta edição, ele reúne Rafla Rafles no cavaquinho e Bruno de Oliveira no contrabaixo, que ao lado de André Oliveira ao violão, somam 16 cordas para esta execução de "Diabinho Maluco" do mestre, Jacob do Bandolim. Apreciem.


Os vídeos do "Entre Janelas" são exibidos pelo canal de André Oliveira no Youtube e trazem a proposta de abrir janelas virtuais e boa música para todos, nesse tempo de isolamento social. Acompanhe e se inscreva no canal.

Veja também:
André Oliveira chega ao Palco Carinhoso, dando um salve geral a todos os músicos e amantes da música brasileira.

11 de junho de 2021

"Entre Janelas" inaugura 2ª temporada reunindo um time de grandes instrumentistas para uma homenagem ao compositor Guinga.


Lançado em abril de 2020 pelo compositor e produtor mineiro, André Oliveira, o  projeto musical "Entre Janelas" inaugura sua segunda temporada com uma homenagem ao compositor Guinga. O vídeo traz a participação de um grupo de instrumentistas de primeira grandeza interpretando "Cheio de Dedos".

Guinga- Foto: Divulgação
O início da segunda temporada do Entre Janelas, uma série de vídeos onde André Oliveira recebe vários músicos convidados para belíssimas interpretações da música brasileira, aconteceu ontem (10/06). A  data coincide com o aniversário de 71 anos do grande compositor e violonista carioca, Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar, o Guinga e o vídeo faz uma homenagem a ele. Aliás, essa não é a primeira. Na temporada anterior um vídeo dedicado ao compositor trouxe uma belíssima interpretação de "Choro pro Zé", com Matheus Ribeiro no acordeon e André Oliveira no violão de 7 cordas.

Nascido em Madureira, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, Guinga se formou em Odontologia, mas ao longo de sua carreira como compositor ele tem nos proporcionado algumas das mais lindas melodias da música contemporânea brasileira. Entre elas, "Cheio de Dedos" cuja interpretação reuniu os músicos André Oliveira (Arranjo e Violão 7), Bruno de Oliveira (Baixo elétrico), André Siqueira (Flauta), Daniel Guedes (Percussão), Luciana Alvarenga (Piano elétrico), Marcelo Pereira (Sax Tenor). A mixagem ficou a cargo de Pablo Malta com edição de vídeo de André Oliveira.  É só apreciar e aplaudir. Viva Guinga!


Para melhor visualizar em aparelhos celulares, clique no lado inferior direito do vídeo para ampliar a tela.

10 de junho de 2020

Celebrando 70 anos de Guinga: a pura melodia e os mais belos acordes do subúrbio carioca soam das janelas mineiras.

Guinga. Foto: divulgação
Hoje celebramos 70 anos de vida do compositor e violonista Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar, o Guinga.  Ele nasceu em 10 de junho de 1950, em Madureira, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro e ao longo de sua carreira nos tem proporcionado algumas das mais lindas melodias da música contemporânea brasileira.

Guinga aprendeu a tocar violão acompanhando sua mãe cantando e para além de compositor, formou-se em Odontologia em 1975 e mesmo trabalhando nesta profissão, como violonista acompanhou vários artistas renomados. Esteve no palco ao lado de Clara Nunes, Beth Carvalho, Alaíde Costa, João Nogueira, Cartola, Elza Soares, Nana Caymmi, Zezé Gonzaga, Miúcha, Leila Pinheiro, Mônica Salmaso, entre muitos outros. 

Tem dez discos gravados, todos bem recebidos pela crítica especializada. O seu disco ”Cheios de Dedos”, recebeu prêmio Sharp como melhor disco instrumental de 1996. Recebeu também várias indicações ao Grammy Latino: Melhor Álbum de Música Popular Brasileira em 2002, 2004 e 2007, Melhor Álbum Instrumental 2012, entre muitos outros prêmios de destaque no cenário musical.
Em 2002, sua biografia, "Guinga, os mais belos acordes do subúrbio", escrita pelo jornalista Mário Marques foi publicado pela Editora Gryphus. No ano seguinte, a mesma editora lançou o songbook "A Música de Guinga", com partituras de grande parte da obra do autor. 

Guinga marcou sua comemoração dos 70 anos com o projeto "Guinga e as Vozes Femininas" contando com a presença das cantoras Mônica Salmaso, Leila Pinheiro, Gioia Persichetti e Anna Paes e os violonistas Jean Charnaux e Thiago Amud para tocar e cantar as músicas que marcaram suas parceiras com o compositor. Devido à Pandemia do Coronavírus, o show marcado para acontecer no CBBB no Rio de Janeiro, foi realizado sem plateia e transmitido pelo Youtube. 

Das Janelas mineiras. 
Nossa homenagem aos 70 anos deste grande compositor chega da janela do instrumentista e compositor mineiro, André Oliveira. Através do seu projeto "Entre Janelas" ele tem produzido uma série de videos onde recebe vários músicos convidados para belíssimas interpretações da música brasileira.
Neste vídeo lançado em maio deste ano, o Entre Janelas nos traz a composição de Guinga, "Choro pro Zé", com Matheus Ribeiro no acordeon e André Oliveira no violão de 7 cordas .
Apreciem a beleza deste Choro.


13 de maio de 2020

Projeto "Entre Janelas" convida jovens talentos do Choro belo horizontino para nos trazer um clássico de Joaquim Callado.

O Projeto "Entre Janelas", produzido pelo compositor e violonista André Oliveira, tem recebido diversos instrumentistas para um diálogo musical de primeira grandeza. Os vídeos são exibidos pelo seu canal no Youtube e traz a proposta de abrir janelas virtuais e colocar a música ressoando boas vibrações para todos, neste tempo de isolamento social.

Quem abriu as janelas desta vez, para nos trazer uma composição do grande mestre Joaquim Callado, foram os instrumentistas Mariana Carvalho (pandeiro), Fernando Ventureli (cavaquinho) e André Siqueira (flauta) que se apresentam ao lado de André Oliveira. Desfrutem de "Flor Amorosa" em uma linda interpretação deste talentoso quarteto.


30 de julho de 2020

Juventino Maciel, o compositor e bandolinista cuja inspiração foi aclamada como "admirável", por Jacob do Bandolim.

Juventino Maciel - 03.05.1926 / 01.10.1993
"Juventino Maciel, bandolinista e torneiro mecânico (N. 3-5-926 – Campos RJ) Inédito. Admirável a inspiração e o talento desse instrumentista. Compõe com extrema facilidade como provarei em futuras gravações.” 

Assim referiu-se Jacob do Bandolim a Juventino Maciel na contra-capa de seu histórico LP Vibrações, onde gravou o choro "Cadência", em 1967, eternizando o nome de Juventino entre os clássicos do gênero. Mas ainda hoje a obra de Juventino continua quase inexplorada. São cerca de 200 composições entre choros, valsas, mazurcas e schottishes que permanecem inéditas.

Juventino Maciel na zona rural do município de Campos dos Goytacazes (RJ), em 3 de maio de 1926. Ainda menino acompanhava o pai, João de Souza Maciel, trabalhador rural, que nos momentos de folga tocava sanfona na região. Na adolescência deixou a baixada campista, mudando-se com a família para o Centro. Aos quinze anos ele já tinha sua carteira profissional registrada, em uma fábrica de tecidos onde trabalhava para ajudar nos sustentos da família. Em 1947, ainda bem jovem, entrou para o grupo regional da primeira emissora de rádio a funcionar no Estado do Rio, a Rádio Cultura de Campos, onde atuou ao cavaquinho até 1954. 

Sua produção como compositor foi esplêndida, numerosa e admirada pelos grandes mestres como Jacob do Bandolim e Pixinguinha, compositores que conheceu e conviveu na capital carioca. Como compositor, Juventino Maciel deixou cerca de 200 choros e valsas, a maior parte ainda inédita. Talvez por isto suscite a empolgação e pesquisas como as realizadas por Ricardo Maciel e o violonista Walter Maciel, filho e irmão de Juventino que têm trabalhado no sentido de divulgar e registrar sua obra, tendo inclusive batizado as músicas que o compositor deixou sem nome. 

"Reminiscências Musicais - Juventino Maciel" Vol. I. com 70 obras do mestre. Edição realizada pelos pesquisadores  Marcílio Lopes, responsável pela transcrição e edição de centenas de documentos e gravações e Felipe Ábido que enriqueceu a obra com um levantamento biográfico detalhado sobre Juventino. Além da colaboração carinhosa do Ricardo Maciel, filho do mestre e também bandolinista, que disponibilizou um vasto acervo de manuscritos e gravações em cassete, que permitiram uma grafia cuidadosa das obras do pai.


Outra iniciativa totalmente dedicada à obra de Juventino revelou-se no disco de estréia do grupo Regional Carioca. Lançado em 2006 pela Acari Records, este trabalho de jovens músicos mostrou ao público quatorze músicas do compositor, entre as quais a consagrada Cadência, o Choro Mexeriqueiro e a Valsa Choppiniana - essa batizada por Jacob do Bandolim.

Um momento também a ser lembrado foi a ação realizada em 2009 pelo bandolinista Marcílio Lopes que dedicou ao repertório de Juventino o show que montou com um grupo de chorões e professores da Escola Portátil de Música para o Projeto Choro na Barca, no Rio de Janeiro. Durante uma hora de viagem até a Ilha de Paquetá, e tendo como convidados o bandolinista Ricardo Maciel, filho de Juventino e o também bandolinista Pedro Amorim, o grupo ofereceu aos passageiros da barca a chance de ouvir várias composições ainda inéditas de Juventino, além de outras, já presentes nas rodas. O clássico Cadência fechou a apresentação.

E é assim que também fecharemos este post. Sejam bem vindos à bordo. Embarquem na emoção desta belíssima interpretação de Cadência pelo duo  formado por Rodrigo Marçal, bandolinista associado ao Clube do Choro de BH e o violonista André Oliveira, em mais um vídeo da Série Entre Janelas.


"Entre Janelas" é um projeto musical criado e produzido por André Oliveira durante a Pandemia do Coronavirus para viabilizar encontros musicais. Os demais vídeos podem ser acessados através de se canal no Youtube.

28 de junho de 2020

ÀS VEZES A VIDA É MESMO DESVAIRADA...

Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto era multi-instrumentista.

Desvairada é um termo definido nos dicionários como "sem coerência ou equilíbrio, desprovida de juízo, sem orientação, fora de si, desnorteada, exaltada, louca, alucinada". Então o que pensar quando o termo chega nominando uma Valsa-Choro, daquelas das melhores e assinada por um mestre?
A obra musical em questão foi composta por Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto um dos mais brilhantes e talentos violonista de todos os tempos, nascido em São Paulo, em 28 de junho de 1915. O aniversariante desta data, esse virtuoso multi instrumentista, completaria hoje 105 anos. 

Ele começou a carreira bastante cedo, com apenas 11 anos de idade, o que lhe rendeu o apelido de "O Moleque do Banjo" e posteriormente, Garoto. Com sua maneira de interpretar o Choro e o Samba ao violão e de compor, foi o homem que deu novo rumo à Música Popular Brasileira.  Ele é considerado por muitos um precursor, um verdadeiro mestre, o reformulador da linguagem harmônica do violão. Influenciando alguns dos maiores nomes da nova geração, indicou o caminho que levou a alguns anos depois à chamada Bossa Nova. 

Aníbal Sardinha nos deixou muito cedo, aos 39 anos e vitimado por um ataque cardíaco. Pouco tempo para tanto talento e inspiração. Então a gente retoma aquela questão, e chega até a pensar: às vezes, essa vida é mesmo desvairada... O tempo foi pouco na pauta da existência física, mas Garoto ressoa na eternidade da música brasileira. 

Segundo registros, "Desvairada" teve sua primeira Gravação pela Odeon em 27 de março de 1950 e lançada em junho seguinte (disco 13016-B, matriz 8665). E esta valsa-choro tão apreciada, uma composição em "redemoinho", é o que trazemos para celebrar o dia com Garoto.

Os violonistas mineiros André Oliveira e Augusto Cordeiro participam desta homenagem abrindo suas janelas musicais em mais uma edição do projeto "Entre Janelas", lançado durante a Pandemia da Covid-19.  Desfrutem de "Desvairada", numa bela interpretação em 14 cordas.


A produção e edição do Projeto "Entre Janelas" é de André Oliveira e as várias edições já lançadas estão disponíveis em seu canal no Youtube.

27 de abril de 2020

O violonista André Oliveira e a clarinetista Thamiris Cunha abrem a janela e batem "um papo de anjo".

O Projeto "Entre Janelas" idealizado e produzido pelo violonista e compositor André Oliveira tem como proposta compartilhar a arte e espalhar a música abrindo janelas musicais. Através de encontros virtuais, André e seus convidados nos trazem aprendizagens e reflexões sobre as formas de viver e conviver com mais leveza nestes tempos de isolamento social.

Quem abre a Janela esta semana é a clarinetista Thamiris Cunha fazendo duo com André e interpretando "Papo de Anjo", de autoria do compositor, pianista e arranjador, Radamés Gnattali (Porto Alegre, 27/01/1906 - Rio de Janeiro, 13/02/1988).

Thamiris é graduada pela Escola de Música da UEMG - Universidade do Estado de MG e participa de muitos projetos musicais, entre eles, um que vem ganhando a cena do Choro de BH: o "Abre a roda - Mulheres no Choro", coletivo que reúne várias instrumentistas em rodas de Choro em diferentes locais da capital.
Ouçam esta beleza musical, num bate papo cheio de harmonia.


15 de junho de 2020

Brasileirinho chegou e a todos encantou...

"Brasileirinho", um clássico composto por Waldir Azevedo, "chegou e a todos encantou" como diz a própria letra deste Choro que é assinada pelo pernambucano Pereira da Costa. Esta composição considerada o maior sucesso da história do gênero, foi gravada pelo conjunto de Waldir, pela Rainha do Chorinho Ademilde Fonseca, teve versão do Os Novos Baianos (na voz da Baby Consuelo) e, mais tarde, por músicos de todo o mundo. "Brasileirinho" é um dos maiores emblemas da nossa música instrumental, figurando entre as 100 maiores composições brasileiras de todos os tempos, de acordo com o ranking da revista "Rolling Stone".

 "O Choro de uma corda só"

"Brasileirinho" foi a primeira composição de Waldir, iniciada em 1947 e lançada dois anos depois. Tudo começou quando um sobrinho de Waldir pediu que o tio lhe fizesse uma música. Waldir inicialmente negou o pedido, alegando que o cavaquinho a sua disposição em casa estava ruim, com somente uma nota funcionando: o ré. O instrumento bom do músico estava na Rádio Clube do Brasil, emissora pela qual se apresentava na época. Mas tal foi a insistência do sobrinho que o músico não teve escolha: usou toda a sua genialidade para compor uma música que pudesse ser tocada apenas com o ré, a única nota de que dispunha naquele momento.

"O brasileiro quando é do Choro, é entusiasmado"

O entusiasmo causado por esta clássica composição de Waldir Azevedo já inspirou outras manifestações artísticas. E entusiasma não só a brasileiros, já que emprestou seu nome a um filme documentário do cineasta e diretor finlandês Mika Kaurismaki, lançado em 2005. O filme "Brasileirinho" é um tributo ao Choro e contou com a participação de músicos como Yamandú Costa, Paulo Moura, Trio Madeira Brasil, Teresa Cristina, dentre outros. Esta obra cinematográfica foi uma das atrações da mostra Fórum do Festival de Berlim no ano de seu lançamento.

"Brasileirinho" também já foi inspiração para shows, espetáculos de dança e peças teatrais como quando serviu de enredo para o espetáculo "Histórias de um chorinho equilibrado numa corda só ou como descobri a história do cavaquinho", um monólogo apresentado em 2016 pelo ator Rafael de Barros.

Certamente, todos os dias surgirão novas versões musicais e outras tantas obras inspiradas neste emblema da música brasileira.  Não foi diferente na edição desta semana do "Entre Janelas", projeto do compositor e violonista mineiro André Oliveira, quando ele e a flautista Raíssa Anastásia nos trouxeram uma entusiasmada e inusitada interpretação desse clássico. "Brasileirinho" com flauta doce e ukulele. Apreciem sem moderação.


31 de março de 2023

Delicadezas musicais com Luciana Alvarenga e André Oliveira

Luciana Alvarenga e André Oliveira formam o Duo Delicado - Fotos: Divulgação

O Duo Delicado é formado pela pianista Luciana Alvarenga e o violonista André Oliveira, conhecidos por suas carreiras solo e por participações em diversos projetos musicais coletivos. Eles  agora se reúnem para apresentar ao público um repertório de Choro e Samba que traz em sua proposta o que o próprio nome do duo expressa: delicadezas musicais. E nesta sexta -feira (31/03) esse encontro pode ser apreciado ao vivo, a partir das 20 horas, no Cantin D'Or Noir.

Graduado em Educação Musical Escolar na UEMG, ANDRÉ OLIVEIRA atua como multi-instrumentista, compositor, arranjador, além de diretor musical. 
Ao longo de mais de uma década de carreira artística, ele vem desenvolvendo um trabalho de criação que reflete os diversos processos musicais dos quais participou com diferentes artistas e grupos (entre eles o Quinto do Choro) e os estudos por ele realizados no campo da música. André foi um dos indicados ao Prêmio Profissionais da Música 2020 na categoria Produção (sudeste) - Produtor Musical (Cds e Álbuns Digital). Ele também produziu a série "Entre Janelas" lançado em abril de 2020 que reuniu virtualmente diversos músicos durante a pandemia, resultando em encontros e registros musicais preciosos. Ele também é produtor do CD "Oná", um trabalho autoral lançado em 2019 com composições instrumentais que passeiam pelo choro, baião, afoxé, música mineira, música afro-brasileira em geral, numa mistura efervescente de ritmos e melodias com arranjos bem elaborados e originais para formação instrumental de sopros, cordas, percussão e vozes.

A soprano, pianista e professora de música LUCIANA ALVARENGA é formada pela UFMG, onde obteve Licenciatura em Música, Bacharelado em Música Popular e Bacharelado em Canto. Ela também graduou-se no Instituto Brasileiro de Canto Contemporâneo - IBCC. 
Luciana atua como cantora, pianista e professora de música na região de Belo Horizonte . Ao longo de sua carreira foi professora de canto na UFMG, na Fundação Clóvis Salgado, no Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais em Nova Lima e Concentus Musicum de Belo Horizonte. Atuando como pianista ela já realizou duas turnês internacionais, com mais de 20 shows na França. 
Atualmente é pianista nos grupos "Abre a Roda - Mulheres no Choro", "Ellas no Choro" e  "Choramingando", e nos grupos "Capella em Trio" e "Samba Geral" ela atua como cantora. Agora ao lado de André Oliveira, ela compõe o "Duo Delicado" para nos surpreender com mais uma atuação de primeira grandeza.

SERVIÇO
Duo Delicado - Choro e Samba
Data: 31/03/2023 - Sexta-feira
Horáruo: 20 horas
Local: Cantin D'Or Noir
Avenida do Contorno, 3588 - Sta Efigênia
Informações e reservas: (31) 988134760 / 997078090



5 de maio de 2023

O músico e compositor André Oliveira estreia neste domingo a série de shows "Mulheres que Inspiram”. A primeira convidada é a pianista Luciana Alvarenga.

O músico e compositor André Oliveira apresenta neste domingo (07/05) o primeiro show da série "Mulheres que Inspiram”. O projeto acontece no Parque Ecológico do Eldorado, onde o artista fará um passeio pela música brasileira instrumental e cantada, convidando para cada apresentação, instrumentistas e compositoras mineiras. No repertório músicas autorais do músico André Oliveira, das compositoras convidadas e também de nomes como Chiquinha Gonzaga, Dona Ivone Lara dentre outras consagradas. Nesse primeiro encontro musical a convidada é a pianista Luciana Alvarenga, com quem André forma o "Duo Delicado". O show tem início às 11 horas, com entrada franca. 

Graduado em Educação Musical Escolar na UEMG, ANDRÉ OLIVEIRA atua como multi-instrumentista, compositor, arranjador, além de diretor musical.Ao longo de mais de uma década de carreira artística, ele vem desenvolvendo um trabalho de criação que reflete os diversos processos musicais dos quais participou com diferentes artistas e grupos (entre eles o Quinto do Choro) e os estudos por ele realizados no campo da música. André foi um dos indicados ao Prêmio Profissionais da Música 2020 na categoria Produção (sudeste) - Produtor Musical (Cds e Álbuns Digital). Ele também produziu a série "Entre Janelas" lançado em abril de 2020 que reuniu virtualmente diversos músicos durante a pandemia, resultando em encontros e registros musicais preciosos. Ele também é produtor do CD "Oná", um trabalho autoral lançado em 2019 com composições instrumentais que passeiam pelo choro, baião, afoxé, música mineira, música afro-brasileira em geral, numa mistura efervescente de ritmos e melodias com arranjos bem elaborados e originais para formação instrumental de sopros, cordas, percussão e vozes.


Luciana Alvarenga e André Oliveira formam o Duo Delicado - Fotos: Divulgação

A soprano, pianista e professora de música LUCIANA ALVARENGA é formada pela UFMG, onde obteve Licenciatura em Música, Bacharelado em Música Popular e Bacharelado em Canto. Ela também graduou-se no Instituto Brasileiro de Canto Contemporâneo - IBCC.
Luciana atua como cantora, pianista e professora de música na região de Belo Horizonte . Ao longo de sua carreira foi professora de canto na UFMG, na Fundação Clóvis Salgado, no Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais em Nova Lima e Concentus Musicum de Belo Horizonte. Atuando como pianista ela já realizou duas turnês internacionais, com mais de 20 shows na França.
Atualmente é pianista nos grupos "Abre a Roda - Mulheres no Choro", "Ellas no Choro" e "Choramingando", e nos grupos "Capella em Trio" e "Samba Geral" ela atua como cantora. Agora ao lado de André Oliveira, ela compõe o "Duo Delicado" para nos surpreender com mais uma atuação de primeira grandeza.

SERVIÇO
"Mulheres que Inspiram” - André Oliveira convida Luciana Alvarenga
Data: 11/05 (domingo)
Horário: 11 horas
Local: Parque Ecológico do Eldorado - Rua Paineiras, 753 - Contagem
Entrada: franca

31 de dezembro de 2020

Que 2021 chegue com novos acordes...

2020 está finalizando e tudo o que vivemos ou deixamos de viver neste ano vai ressoar como uma grande sinfonia de aprendizados. Em meio a uma pandemia, o mundo mudou a direção apontando para valores que abriram as janelas da casa e da alma, de onde aplaudimos profissionais que com seus ofícios se tornaram a salvaguarda dos nossos dias. 

Entre eles estiveram os músicos, sob o olhar e ouvido atentos dos que buscaram na arte muito mais que entretenimento ou a alegria dos ritmos compassados, mas o valor contido na solidariedade de quem fez da sua profissão o alento para os tempos mais difíceis... 

Que nossos aplausos cheguem a cada músico que nos permitiu ouvir o som da esperança de dias melhores. E o que desejamos é um 2021 mais afinado para todos nós!