SEJA VOCÊ TAMBÉM UM ASSOCIADO DO CLUBE DO CHORO DE BH. MAIORES INFORMAÇÕES LIGUE (31)3422-4433.

17 de abril de 2020

Vem aí "Palco Carinhoso". O violonista Carlos Walter nos traz as boas novas musicais com homenagens especiais.


O Clube do Choro de BH, através deste blog, preparou uma surpresa para seus associados e amigos nesses dias que antecedem o Dia Nacional do Choro (23 de abril). E quem chega anunciando esta boa nova musical é o violonista e associado, Carlos Walter
Ele vem anunciar hoje, o "Palco Carinhoso" e nos brindar com a execução da primeira parte do melodioso e dolente Choro "Sonhando", uma composição do estimado violonista itabirano, Geraldinho Alvarenga. Fundador do Grupo Sarau Brasileiro e também sócio do Clube do Choro de BH, Geraldo Alvarenga é o primeiro homenageado deste palco. 

Para completar a homenagem, Carlos Walter escolheu um poema musical da autoria de Paulinho Pedra Azul, parceiro musical de Geraldinho e também sócio do Clube .

Ouçam Carlos Walter, na harmonia do Choro "Sonhando", nos versos de "Balão de Terra" e aguardem: vem aí o "Palco Carinhoso", para preencher com muito afeto nossos dias que haverão de ser um sopro de esperança e uma festa de sorrisos. 

Salve Geraldo Alvarenga, Paulinho Pedra Azul e todos os chorões. Viva o Choro!

E um beijo "do tamanho do Berabão" para Dona Giselda, aniversariante do dia.

Estão abertas as inscrições para o Circuito Municipal de Cultura, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Foto: Ricardo Laf/PBH
Estão abertas as inscrições para o Circuito Municipal de Cultura, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC). O Circuito Municipal de Cultura objetiva descentralizar e democratizar o acesso a uma programação cultural diversa e expressiva, ao longo de doze meses.

CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
Potencializar a programação cultural e artística de Belo Horizonte, por meio da valorização da produção local e de atrações relevantes do cenário cultural brasileiro, de forma descentralizada, para atender a todas as regiões da cidade. Essa é a proposta do Circuito Municipal de Cultura.
Mais de 150 atrações artísticas (teatro, dança, circo, música, audiovisual, literatura, artes visuais, contação de histórias e culturas tradicionais e populares) e ações de formação vão acontecer nos equipamentos culturais da Fundação Municipal de Cultura (centros culturais, teatros, museus, Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, bibliotecas, MIS Cine Santa Tereza, Escola Livre de Artes), além de parques e praças da cidade, da Zona Cultural Praça da Estação e de três bairros que integram a Regional Leste de Belo Horizonte: Alto Vera Cruz, Granja de Freitas e Taquaril.

INSCRIÇÕES
Podem ser inscritas propostas artísticas que poderão integrar a grade de atividades do Circuito Municipal de Cultura. A programação contará com no mínimo 30 atrações locais, 12 atrações estaduais e 24 atrações nacionais. Podem participar artistas, grupos e coletivos, desde que o projeto se encaixe nas áreas das artes cênicas, artes visuais, audiovisual, patrimônio cultural, música, literatura e culturas populares. 
Confira o regulamento completo. As inscrições estão abertas até o dia 30 de agosto de 2020.

16 de abril de 2020

Comemorando a Semana do Choro, Mariana Bruekers promove lives com renomados flautistas brasileiros e de outros países.


A partir desta quinta (16) até o dia 23 de abril, a flautista mineira Mariana Bruekers irá reunir no seu perfil no Instagram, oito renomados músicos que irão participar como convidados de lives comemorativas à Semana do Choro.  Os duetos musicais e os bate papos com estes grandes instrumentistas e/ou compositores acontecem sempre às 16 horas.

Na intenção de manter a tradição dos shows e grandes rodas de Choro que anualmente acontecem neste período do ano, celebrando o Dia Nacional do Choro (23 de abril), Mariana Bruekers movimentou sua rede de amigos e trouxe para este evento online, flautistas  de outras localidades do Brasil e de outros países.  
Como conta Mariana, diretamente ao blog do Clube do Choro: "eu escolhi estes flautistas a dedo, são todos instrumentistas e/ou compositores maravilhosos e grandes Chorões, que tiveram  alguma influência na minha trajetória musical".
Alguns deles, Mariana conheceu e tocou junto em viagens internacionais como é o caso de Remko de Landmeter (Holanda), Rachael Hayter (Inglaterra), Lucia Seijas Garcia (Peru) e  a norte americana Rebeca Kleiinmann. Com os flautistas brasileiros Alexandre Maionese (RJ) e Antônio Rocha (RJ), ela também teve a a honra de dividir os palcos e rodas e os mantem como inspiradores de sua carreira flautística. Companheiros de faculdade e das rodas de Choro semanais não poderiam faltar. E para representa-los, ela convidou Evandro Archanjo (Diamantina -MG) e Pedro Alvarez , o Cabral (BH).

O convite especial aos amigos e associados do Clube do Choro de Belo Horizonte, quem faz é a própria Mariana Bruekers:




15 de abril de 2020

Estão abertas as inscrições para o Edital Cena Plural 2020.

Estão abertas as inscrições para o Edital Cena Plural 2020, promovido pela Fundação Municipal de Cultura (FMC-BH) da Prefeitura de Belo Horizonte. 

O objetivo do edital é selecionar espetáculos de música, teatro, dança, contação de histórias e circo destinadas ao público infantil e adulto para programações artístico-culturais durante 2020. 

Podem participar da chamada artistas individuais, sejam eles pessoas físicas ou microempreendedores individuais, e coletivo de artistas de pessoa física ou jurídica, domiciliados e sediados em Belo Horizonte. Os interessados devem entregar suas propostas até o dia 27 de abril de 2020, no endereço: Gerência Administrativa e Logística, Rua da Bahia, 888 - 12º andar – sala 1205 - Centro – Belo Horizonte/MG. 

Serão destinados R$500 mil reais aos projetos selecionados, de acordo com o teto de cada categoria: R$100 mil para Dança; R$50 mil para Circo; R$150 mil para Teatro; R$50 mil para Contação de Histórias; e R$150 mil para Música. Para mais informações, acesse o edital completo no site da Prefeitura de Belo Horizonte.

13 de abril de 2020

Programa "Brasil Encanto" chega com a segunda edição e fazendo festa com a voz de Roberta Fiúza.

Igor Ribeiro, Luiz José, Roberta Fiúza e Lucas Everdosa em Brasil Encanto.

A segunda edição do Programa Brasil Encanto já está no ar e recebe como convidada, a cantora Roberta Fiúza que possui uma carreira das mais ecléticas na cena musical cearense. No musical desta semana, ela nos revela sua faceta de apaixonada pela MPB e é recepcionada e acompanhada pelo trio base composto pelo mestre Luiz José, no cavaquinho de 6 cordas, Lucas Everdosa no violão de 7 cordas e Igor Ribeiro na percussão.

O Brasil Encanto desta semana já inicia com uma louvação ao Choro, trazendo como tema inicial "A ginga do Mané" composição de Jacob do Bandolim em homenagem ao ídolo do futebol, Mané Garrincha e cheia de dribles musicais. 
Dando sequência à apresentação, o trio abraça a MPB executando "Samba em Prelúdio" de Baden Powell e Vinícius de Moares, "Este seu Olhar" de Tom Jobim e dele também, "Só Danço Samba". O repertório segue com uma pérola de Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro: "Sem Compromisso" e concluem o primeiro bloco com "Menino Deus", de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro.

No segundo bloco, Roberta Fiúza chega para nos encantar com sua linda voz e nos brinda com belas interpretações do mestre Jobim: "Brigas nunca mais" e "Chega de Saudade" (em parceria com Vinícius de Moraes), além de "Corcovado". A Bossa Nova segue com "O Barquinho" de Ronaldo Bôscoli e  Roberto Menescal.
E para nos encantar ainda mais, Roberta interpreta lindamente, "Carinhoso", esta composição de Pixinguinha que é considerada "o  hino nacional do Choro", como nos aponta o cavaquinista Luiz José.  O samba fecha o bloco com "Tristeza pé no chão", composição de Armando Fernandes, imortalizada na voz de Clara Nunes.

Ary Barroso não poderia faltar a esta festa. Ele chega no terceiro bloco, com Roberta interpretando "Pra machucar meu coração" e João Bosco e Aldir Blanc desfilam com "Mestre Sala dos Mares".  Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro voltam com "Portela na Avenida", encerrando esta alegre e belíssima participação de Roberta Fiúza.

E finalizando com chave de ouro, o trio base executa "Amigos do Samba", Choro de Waldir Azevedo, que encerra a segunda edição nos prometendo muito mais desse excelente programa.

Assistam à segunda edição do Programa "Brasil Encanto":


O programa semanal "Brasil Encanto" é transmitido pelo Canal TVDD no Youtube às sextas feiras, às 20 horas e tem como finalidade, prestigiar, reconhecer, apoiar, divulgar nossa música popular, dentro dentro da mais alta qualidade. 
O projeto pertence ao Núcleo de Música Popular Brasileira da Casa de Vovó Dedé - instituição filantrópica que como escola de música erudita, utiliza a musicalização como vetor de transformação social. Ele é produzido pelo Núcleo de RTVCA da Casa de Vovó Dedé com participação dos jovens alunos do curso de diversos cursos de áudio visual da instituição.

10 de abril de 2020

O compositor e violonista André Oliveira lança a série "Entre Janelas". No vídeo de estreia ele toca com o flautista Marcelo Pereira.

O compositor e violonista André Oliveira acaba de lançar o primeiro vídeo da série "Entre Janelas", uma proposta onde cada músico, de sua própria janela, busca outras janelas para compartilhar a arte e espalhar a música como vento.
Em cada vídeo, um encontro trazendo aprendizagens e muitas reflexões sobre as formas de viver e conviver com criatividade nestes tempos de isolamento social.
Na primeira edição quem abre a janela é o flautista Marcelo Pereira. Ele e André Oliveira tocam "Chorinho em Cochabamba", uma composição de Eduardo Neves e Rogério Caetano. Desfrutem desta beleza solta no vento... E aguardem, pois  na próxima semana tem mais uma edição de "Entre Janelas" trazendo outro convidado especial, executando música brasileira da melhor qualidade. 

Marcelo Pereira (Flauta) e André Oliveira (violão 7 cordas) tocam Chorinho em Cochabamba (Eduardo Neves/ Rogério Caetano)

Os vídeos da série "Entre Janelas" você assiste no Canal do André Oliveira no Youtube. Acesse, se inscreva e acione o sininho para receber as notificações.

9 de abril de 2020

"Amor nos tempos do Corona": tem live com a pianista Luísa Mitre e o violonista Lucas Telles, nesta sexta.



"É certo que com um pouco de resiliência sairemos muito mais forte dessa situação. O corona vírus está aí para nos ensinar a dar atenção para coisas mais valiosas que antes passavam despercebidas. É tempo de pensarmos em nós mesmos e em tudo aquilo que nos paralisa. Reflita positivamente e tire o melhor do seu recolhimento". Esta é a proposta do Tear Círculo de Mulheres, espaço terapêutico, que numa ação coletiva e num gesto de cooperação das "tecedeiras" nos traz o projeto "O amor nos tempos do Corona". 

Durante o período do isolamento social, o projeto tem promovido lives diariamente, compartilhando informações e técnicas para os cuidados com o corpo e a mente, além de soluções para promover uma vida mais saudável, sugestões de jogos e contação de histórias para as crianças e muita arte. 

E quem chega como "tecedeira", nesta sexta (10), é a pianista Luísa Mitre acompanhada do violonista Lucas Telles,  associado ao do Clube do Choro de BH. Eles se apresentam às 19h30, em um happy hour transmitido através do perfil do Tear Círculo de Mulheres no Instagran .

Vamos nos conectar com muita música e amor nos tempos do Corona. Até lá.

7 de abril de 2020

Casa de Malungo, em mais um programa inventivo, traz o violonista Carlos Walter nesta quarta feira.


O violonista e também associado ao Clube do Choro de BH, Carlos Walter tem promovido e participado de várias lives, durante este período de isolamento social voluntário, sempre nos trazendo muita música boa e abordando temas relevantes sobre a música brasileira. 

E a próxima live será quarta-feira (8), às 20 horas na #CasaDeMalungo, programa inventivo do Arthur Vinih, plural artista das Gerais, transmitido via Instagram. 

Por lá já passaram Ian Guest, Costa Melo, Nelson Ângelo, Davi Primavera, Nelson Faria, entre outros malungos! Hospitalidade, boa prosa, causos, récitas e tocatas não irão faltar. A casa é aberta, basta adentrar: 

6 de abril de 2020

Brasil Encanto estreia trazendo clássicos do Choro.

A primeira edição do "Brasil Encanto"que foi ao ar na última sexta feira (3) teve o Choro como grande destaque. 

O programa será exibido semanalmente  pelo canal TVDD no Youtube e é o mais novo projeto do Núcleo de Produção de RCTVA da Casa de Vovó Dedé - instituição filantrópica que como escola de música erudita, utiliza a musicalização como vetor de transformação social.

Na estreia se apresentaram o mestre do cavaquinho e professor da Casa de Vovó Dedé, Luiz José, Lucas Ervedosa no violão de 7 cordas, Igor Ribeiro na percussão, além das participações da cantora Claudine Albuquerque e do jovem cavaquinista, Dimitri Valdevino.

No repertório o grupo trouxe os Choros Prenúncio de Luiz José, Chorinho na PraiaVibrações e Noites Cariocas de Jacob do Bandolim, Brasileirinho, Sobe Desce e Pedacinho do Céu de Waldir Azevedo, Cuidado Violão de José Toledo, Naquela Mesa de Sérgio Bittencourt, além de clássicos da MPB de autoria de Ary Barroso, Zé Keti, Caetano Veloso, Ataulfo Alves, Cartola, Arlindo Cruz, João Bosco e Aldir Blanc.


Assista ao primeiro programa "Brasil Encanto" e programe-se pois que na próxima sexta tem mais, às 20 horas, pelo Canal TVDD.

3 de abril de 2020

Programa "Brasil Encanto" estreia hoje trazendo o melhor da música brasileira, via WEB, pelo canal TVDD.


Estreia nesta sexta (3), às 20 horas, o programa musical “Brasil Encanto”que trará pelo canal WEB TVDD,  o melhor da música brasileira. Este é mais um projeto que está sendo executado pela Casa de Vovó Dedé, com o objetivo de divulgar vários gêneros musicais como Choro, Samba, Bossa Nova e o tão conhecido Forró.
As primeiras gravações aconteceram sob a coordenação do Diretor Artístico Ewelter Rocha, no formato composto por um trio entre cavaquinho, violão de sete cordas e percussão. E convidados como cantores, acordeonistas e trombonistas.
O Canal TVDD no Youtube visa divulgar as ações da Casa de Vovó Dedé, uma instituição filantrópica, fundada em 1993 pelo Sr. Mansueto Barbosa. A instituição é uma escola de música erudita e utiliza a musicalização com vetor de transformação social.

O Brasil Encanto será exibido todas às sextas-feiras às 20h. Anota aí na sua agenda e acesse clicando na logo do Canal.

2 de abril de 2020

BDMG Cultural abre inscrições para contratação de instrutores de atividades formativas online.

Entre 01 e 08 de abril de 2020, o BDMG Cultural recebe inscrições para o Edital Redes de Conhecimento, uma oportunidade para que profissionais do setor cultural possam oferecer atividades formativas online durante os meses de abril e maio de 2020.

Com o edital, o BDMG Cultural pretende contribuir para que novas oportunidades de monetização aconteçam neste momento de dificuldades impostas pela crise sanitária mundial e para que circulem mais ofertas de qualidade para ampliação de conhecimento.

O edital é voltado para profissionais da área cultural residentes em Minas Gerais de acordo com as seguintes categorias: artistas ( música, artes visuais, artes cênica e dança), gestão cultural, técnicos da cultura, designers. literatura,, fotografia e audiovisual, história e antropologia

Cada proposta selecionada receberá o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) a serem pagos após a disponibilização das videoaulas, com as especificações definidas no edital para o canal do YouTube do BDMG Cultural.

A seleção será realizada entre os dias 09 e 11 de abril, de maneira remota, por uma comissão formada por dois integrantes do BDMG Cultural e um integrante externo à instituição. Serão selecionados 20 projetos e o resultado final será anunciado no dia 14 de abril aqui no site e redes sociais.

Acesse e confira o edital e outros materiais referentes à inscrição:
EDITAL
FORMULÁRIO
TERMO DE ACEITE
TIRE SUAS DÚVIDAS

1 de abril de 2020

Claudionor José da Cruz - 110 anos do mestre do Violão Tenor.

Claudionor José da Cruz -  1/4/1910 Paraibuna, MG
21/6/1995 Rio de Janeiro, RJ
Claudionor José da Cruz, músico e compositor nasceu no distrito de Paraibuna, município de Simão Pereira em MG, como o filho caçula dos 22 que tiveram o Sr. Jovino José da Cruz e Dona Ernestina Maria da Cruz. Hoje festejamos 110 anos do seu nascimento, relembrando o importante legado que o mestre do violão tenor deixou para a Música Brasileira. 

Ele cresceu em uma família musical. Seu pai era músico respeitado em sua cidade natal e mestre da banda do 10º Regimento de Infantaria em Juiz de Fora. Vários de seus irmãos eram ligados à música. Havia quem tocasse trombone, trompete e bombardino e outros tocavam violão. Claudionor se interessou inicialmente pela caixa e pelo bumbo, instrumentos típicos de banda. Porém, aprendeu também a tocar bateria, cavaquinho e violão tenor (um violão de quatro cordas afinadas em dó-sol-ré-lá, do grave para o agudo, de origem norte americana, onde era conhecido pelo nome de Triolin), que foi seu instrumento principal durante toda a vida.

A carreira musical de Claudionor Cruz, vivida sobretudo no Rio de Janeiro, coincide com a carreira do seu regional, formado quando tinha pouco menos de 20 anos. O Regional de Claudionor Cruz, que teve a duração de quase trinta anos, era formado por Abel Ferreira na clarineta, Bola Sete no segundo violão, Arlindo Cachimbo no primeiro violão, e Pernambuco no pandeiro. Os músicos do regional mudaram bastante ao longo das décadas, porém esta foi a formação mais famosa.

Como compositor, seu parceiro mais constante foi Pedro Caetano com quem compôs muitas das dezenas de Sambas, Valsas e Choros de sua autoria.  Entre os seus Choros destacamos: CaçulaCintilante, Cuidado Naná, Duvidando, Esse choro é meu pranto, Fôlego de Gato, Nova ilusão, Potiguar, Predileto, Virgínia e a flor cujas partituras estão disponibilizadas no acervo da Casa do Choro.

Mas suas parcerias também registram nomes como Ataulfo Alves e Wilson Batista, André Filho, Dunga, Freitinhas e Portinho, além de fazer gravações e shows com Orlando Silva, Francisco Alves, Dircinha Batista, Linda Batista, Ângela Maria, Araci de Almeida, Isaurinha Garcia, Gilberto Alves, Deo e João Petra de Barros. No total, somam-se mais de 400 gravações.

Um belíssimo registro sobre a vida e obra de Claudionor Cruz, produzido pela TV Cultura, foi disponibilizado por *Raíssa Amaral. Estes arquivos foram guardados para uma tese que idealizava fazer na universidade, como não deu certo tornou-a pública para o acesso em seu canal no Youtube. Aproveitem e desfrutem de Claudionor da Cruz, contado e cantado por ele mesmo. 






*Raissa Amaral é graduada, mestra e doutoranda em música com habilitação em canto lírico e práticas interpretativas (análise e performance) pela UNICAMP, também se formou em cordas popular. Estudou violão clássico e piano. É professora e dedica-se a um trabalho de acervo cultural sobre a história da música. Seus trabalhos variam do erudito ao popular, da cultura nacional à internacional.

31 de março de 2020

Festival Fico Em Casa BR leva shows para sua casa na quarentena. O Grupo Toca de Tatu é a atração desta quarta feira.

O Projeto Festival Fico Em Casa BR nasceu para colaborar com o impedimento da propagação do COVID-19 e ainda incentivar o público a seguir valorizando artistas e cultura virtualmente. 
A Segunda edição do festival acontece de hoje (31) até a próxima sexta (3), com transmissões de shows ao vivo, pelo Instagran. E quem aparece por lá nesta quarta (01) é o grupo mineiro Toca de Tatu que se apresenta a partir das 18 horas. 

O Toca de Tatu nasceu, em Belo Horizonte, da união de jovens instrumentistas que têm como proposta construir um trabalho de redescoberta e valorização da música brasileira de todos os tempos, elaborando arranjos e composições próprias. Desde então, vem trilhando um caminho peculiar no cenário da música instrumental. Apesar de ter como referência primária o Choro e toda a riqueza musical que esta linguagem implica, o grupo não se limita a ela, buscando uma abordagem inovadora, somando a esta outras linguagens trazidas de experiências e influências musicais que cada integrante carrega.

Fique por dentro de toda a programação e assista aos show acessando o perfil @festivalficoemcasabr.

Use a #FestivalFicoEmCasaBR e compartilhe esse projeto maravilhoso com todo mundo que merece uma dose de cultura e alegria em tempos tão difíceis! Siga @festivalficoemcasabr no Instagram, Facebook e no Twitter @ficoemcasabr.

29 de março de 2020

"Violão na Madrugada": o violonista e associado Carlos Walter nos apresenta seus ensaios abertos.

Violão na Madrugada é o nome desta série que acaba de ser lançada, marcando o ponto de partida das lives que serão promovidas pelo violonista Carlos Walter. Como nos informa, "esta é uma série sem regularidade de breves ensaios abertos, violonísticos e temáticos em plena madrugada, entre o sono e a vigília, travestida de ode aos notívagos e aos que cedo madrugam!" 

Neste primeiro vídeo Carlos Walter nos apresenta uma variação do arranjo de Paulinho Nogueira tocada num Violão Requinto para a cintilante e fugaz VALSA DE EURÍDICE, inteiramente composta por Vinícius de Moraes. Um excerto da trilha sonora de Orfeu da Conceição, versão teatral à brasileira do mito grego de Orfeu e Eurídice, protagonizada por afrodescendentes e assinada por Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que em 1956 escreveu: “Esta peça é uma homenagem ao negro brasileiro, a quem, de resto, a devo; e não apenas pela sua contribuição tão orgânica à cultura deste país, melhor, pelo seu apaixonante estilo de viver que me permitiu, sem esforço, num simples relampejar do pensamento, sentir no divino músico da Trácia a natureza de um dos divinos músicos do morro carioca."


Agradecemos ao associado Carlos Walter por gentilmente autorizar esta publicação, nos proporcionando mais um dos seus excelentes conteúdos, gerados pelo seu grande talento. Já aguardamos as próximas edições do "Violão na Madrugada". Até lá. 

28 de março de 2020

Retratos do Choro - parte 3: mais momentos felizes das celebrações de uma década do Clube.


Em 2016, ano em que o Clube do Choro de BH completou uma década de fundação, aconteceram diversos shows, rodas de Choro, lançamento bibliográfico, homenagens, entre outras comemorações. 
Durante este momento em que passamos pela suspensão temporária dos eventos culturais, devido ao isolamento social adotado para o enfrentamento da pandemia do Coronavirus, trazemos a  série "Retratos do Choro" para você relembrar em casa deste momentos felizes. 
Aprecie e salve suas fotos favoritas.











#ficaemcasarevendonossasfotos e acompanhe a série Retratos do Choro que trará, novos posts com mais momentos como estes.

27 de março de 2020

Festival "Te Aquieta em Casa" permanece com inscrições abertas. Corre que ainda dá tempo!


Com as medidas restritivas adotadas para a prevenção do novo coronavírus, causador da Covid-19, diversas manifestações culturais, como shows, espetáculos teatrais, visitas, entre outras expressões artísticas tiveram que ser suspensas. Para continuar fomentando a cultura nesse período, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), publicou o credenciamento para o ‘Festival Te Aquieta em Casa’, que vai selecionar 120 conteúdos digitais das mais variadas linguagens artísticas.

O objetivo é gerar renda para os artistas e ainda incentivar que as pessoas permaneçam em suas casas consumindo conteúdos culturais por meio das redes sociais. Fazedores e fazedoras de cultura envolvidos com teatro, dança, música, contação de histórias, artes visuais, artesanato e expressões culturais populares, afro brasileiras, indígenas e oriundas de comunidades tradicionais podem se credenciar.

As instruções estão disponíveis no site da Secult (www.secult.pa.gov.br) e o credenciamento deverá ser feito pelo e-mail artedigitalsecultpa@gmail.com, de 20 a 30 de março de 2020. No corpo do e-mail, o participante deverá preencher a ficha de inscrição, anexar os documentos mencionados no item 3.3.1 do edital e informar o link do conteúdo, que já deverá ter sido publicado na página do artista, juntamente com a #FestivalTeAquietaEmCasa.

As análises dos documentos e dos conteúdos serão feitas por uma equipe de técnicos da Secult. Os artistas contemplados serão premiados com um valor de R$ 1.500,00 e terão suas páginas na internet - onde estará disponível o trabalho selecionado - divulgadas nas redes da Secult (Facebook e Instagram).


26 de março de 2020

Retratos do Choro - parte 2: relembrando as celebrações dos 10 anos do Clube do Choro de BH


Neste momento em que os eventos como rodas de choro e shows estão suspensos, em conformidade com as determinações legais e atendimento às recomendações das autoridade de saúde, estamos publicando a série Retratos do Choro, que traz vários álbuns de fotos que registram encontros, rodas de Choro, shows e outros eventos que marcaram os últimos 5 anos da história do Clube do Choro de BH. Desta forma, mantemos viva a nossa pauta, com momentos de muita alegria.

No Retratos do Choro - parte 2 que publicamos hoje, trazemos fotos de eventos realizados em 2016. Aproveite para rever e reviver, alguns dos eventos que fizeram parte das celebrações dos 10 anos do Clube do Choro de BH.










#ficaemcasarevendonossasfotos e acompanhe a série Retratos do Choro que trará, novos posts com mais momentos como estes.

25 de março de 2020

Retratos do Choro - parte 1 ou #ficaemcasarevendonossasfotos


Estamos vivendo um momento em que o isolamento social se tornou uma ação de profilaxia necessária para o enfrentamento da Pandemia do Covid-19. Portanto, sigamos em casa, aguardando o tempo em que poderemos nos abraçar novamente e voltarmos às nossas confraternizações e rodas de Choro. Até lá, a partir de hoje, disponibilizaremos aqui alguns álbuns com centenas de fotos de encontros e shows promovidas pelo Clube do Choro de BH.
Aproveite para rever os amigos, salvar suas fotos favoritas e amenizar a saudade...

Começamos hoje com o ano de 2015, quando festejamos o dia da Mulher e nos reunimos em rodas de Choro e vários almoços. Confiram e acompanhem as futuras publicações.









23 de março de 2020

Edital Aceleração Musical Labsonica oferece oportunidades para artistas e bandas independentes.

Estão abertas as inscrições para o Edital Aceleração Musical Labsonica, promovido pela Oi Futuro. O edital escolherá seis artistas e bandas independentes, sendo quatro do Rio de Janeiro e dois de outros estados brasileiros, para uma aceleração de carreira com uma residência artística para a produção de EPs e workshops orientados por especialistas da indústria da música. 

Além do diagnóstico e da estratégia de aceleração de carreira, cada selecionado terá três músicas lançadas pelo Selo Toca Discos em todas as plataformas digitais de streaming e download de música, com apoio de divulgação das bandas nas redes sociais 

Os artistas devem ter trabalhos autorais e composições, no mínimo dois anos de experiência e já devem ter produzido e lançado alguma música em plataformas digitais. 

As inscrições estão abertas até o dia 3 de abril de 2020. Confira o regulamento completo.

20 de março de 2020

Lembrando Nazareth...

Ernesto Nazareth  (foto: TV Brasil/Divulgação)
Um dos compositores de maior importância para a cultura brasileira, Ernesto Nazareth nascido em 1863, no Morro do Nhéco, na capital do Rio de Janeiro, completaria hoje 157 anos. 

Nome expoente da música brasileira, Ernesto Nazareth deixou obra essencialmente instrumental, particularmente dedicada ao piano, cuja prática foi iniciada aos 10 anos, através de sua mãe também pianista. 
A produção musical do compositor teve inicio ainda bem jovem: aos 14 anos de idade, já havia realizado sua primeira composição, a polca lundu Você bem sabe. Além destas, todas as suas demais composições, apesar de extremamente pianísticas, por muitas vezes retrataram o ambiente musical das serestas e choros, expressando através do instrumento a musicalidade típica do violão, da flauta, do cavaquinho, instrumental característico do choro, fazendo-o revelador da alma brasileira, ou, mais especificamente, carioca. 

O piano esteve presente em toda sua trajetória musical e na cultura de sua época, e sem ele não é possível compreender sua obra. Sua prática é reveladora da febre pianística existente nos salões cariocas do início do século XX e ao mesmo tempo, expressa a ambição, que Ernesto Nazareth carregou por toda a vida, de tornar-se concertista erudito, mas sem conseguir reconhecimento e sucesso. 

A vida profissional de Nazareth foi  diversificada e construída no variado circuito de difusão da música da época, colaborando destacadamente para dar fama a sua obra. Suas composições foram publicadas por várias casas editoriais e tocadas nos salões privados.
Como produto desse criativo processo de construção, mistura e síntese musical, Ernesto Nazareth deixou registrados 88 tangos, 41 valsas, 28 polcas e mais hinos, sambas, marchas, quadrilhas, schottisches, foxtrotes, romances, entre outros gêneros, totalizando 212 composições.


Como referência, para melhor conhecimento da Obra de Ernesto Nazareth, não poderíamos deixar de lembrar o magnífico trabalho da saudosa associada do Clube do Choro de Belo Horizonte, a pianista Tânia Mara Lopes Cançado
Tânia Mara nos deixou como legado entre outros trabalhos importantes,  o CD Tributo a Ernesto Nazareth, gravado em 1988, na sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro e apresentando em turnê por todo o Brasil e no exterior .
Conciliando suas atividades de concertista, docente e então diretora da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, Tânia lançou este trabalho, originalmente em vinil e posteriormente em CD. com 10 faixas: Odeon; Sarambeque; Quebradinha; Famoso; Tenebroso; Confidências; Mercedes; Improviso; Nenê e Brejeiro, composições que resgatam alguns momentos brilhantes de Nazareth, entre as centenas que ele deixou registrada. 

Além do CD Tributo a Nazareth, Tânia Lopes Cançado é autora do livro "Pelos Tangos de Nazareth - da Rítmica africana à síncope brasileira" (2013) comemorativo aos 150 anos de nascimento do compositor Ernesto Nazareth. 
Na obra, a autora faz uma análise comparativa sobre a influência africana na formação dos ritmos populares das Américas no período colonial, apresentando uma síntese de sua tese de Doutorado defendida na Universidade de Shenandoah (EUA) intitulada “Uma Investigação sobre os ritmos africanos e haitianos no desenvolvimento da Habanera Cubana, do Tango/Choro Brasileiro e do Ragtime Norte-Americano - 1791-1900”. Neste trabalho ela analisa como a música africana influenciou de forma diversa a música popular nas Américas do Sul, do Norte e Central, dando origem a ritmos diferentes, mas com uma base comum e no livro mostra a importância de Ernesto Nazareth na sistematização desses ritmos, em especial a síncope afro-americana, que caracterizam hoje os padrões rítmicos da Música Popular Brasileira.

Sugerimos também que você visite a página Ernesto Nazareth 150 anos editada pelo Instituto Moreira Sales, onde poderá encontrar centenas de fotos reunidas de diversos acervos, além de documentos, biografia, fatos históricos entre outras informações e curiosidades relacionadas a Ernesto Nazareth.

19 de março de 2020

Salve o Canhotinho, Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Francisco Soares Araújo - 19/3/1926- 24/4/2008
Hoje direcionamos nossa reverência ao músico paraibano Francisco Soares de Araújo, popularmente conhecido como Canhoto da Paraíba e que, nesta quinta-feira (19/03), faria 94 anos. Nascido em Princesa Isabel, no interior da Paraíba, Canhotinho morou no Recife durante 50 anos. Considerado um os grandes nomes do cancioneiro popular nordestino, fez parcerias com artistas como Pixinguinha, Radamés Gnattali, Paulinho da Viola e Zimbo Trio. 
Canhoto compôs choros com um "agradável sabor nordestino". Conta a lenda que ao ver Canhoto tocar pela primeira vez, Radamés Gnattali ficou tão impressionado que teria gritado um palavrão e jogado seu copo de cerveja para o teto e que o dono da casa, ninguém menos que Jacob do Bandolim, nunca teria apagado a mancha do teto para lembrar o momento (tudo indica que é apenas lenda).

Ao longo de sua carreira como compositor e instrumentista teve quatro discos lançados: “Pisando em brasa” (1993), “O violão brasileiro tocado pelo avesso” (1977) e “Único amor” (1968), além da coletânea “Instrumental no CCBB – Canhoto da Paraíba e Zimbo Trio” (19, 3). E pela sua importância foi também agraciado com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.
Em 1998 Canhoto sofreu um AVC que o deixou com o lado esquerdo do corpo paralisado, ficando assim impossibilitado de prosseguir com sua carreira e, em 2008, após infarto, morreu aos 82 anos.

Canhoto da Paraíba & Paulinho da Viola - Heineken Concerts - Rio de Janeiro - 1994

O Acervo Digital do Violão Brasileiro nos presenteou hoje com uma magnífica playlist dedicada ao "Coringuinha" com interpretações que trazem, além do próprio Canhoto, nomes como  Yamandu Costa,  Caio Cezar, João Lyra, Toquinho,  Paulinho da Viola, Maurício Carrilho, Henrique Cazes, Paulão 7 Cordas, Fernando Caneca e Bozó, Apertem o play e ouçam sem moderação:

01. Tua Imagem - Toquinho - Disco: Boca da Noite
02. Visitando o Recife - Maurício Carrilho e João Lyra - Disco: Violões do Brasil
03. Com Mais de Mil - Yamandu Costa e Valter Silva - Disco: Yamandu Valter
04. Glória da Relâmpago - Canhoto da Paraíba com João Lyra e Bozó - Disco: Pisando em Brasa
05. Memórias de Sebastião Malta - C. da Paraíba e Raphael Rebello - Disco: Pisando em Brasa
06. Pisando em Brasa - Canhoto da Paraíba e Raphael Rabello - Disco: Pisando em Brasa
07. Revendo um amigo - Henrique Cazes e Paulão 7 Cordas - Disco:
08. Gaguejando - Trio de Câmara Brasileiro - Disco: Saudades de Princesa
09. Amigo Sena - Canhoto da Paraíba - Disco: O Violão Brasileiro Tocado pelo Avesso
10. Tá Quentinho - Canhoto da Paraíba e Raphael Rabello - Disco: Pisando em Brasa
11. Saudade de Princesa - Trio de Câmara Brasileiro - Disco: Saudades de Princesa
12. Lembrança Que Ficou - Canhoto da Paraíba - Disco: O Violão Brasileiro Tocado Pelo Avesso
13. Coringuinha (João Lyra) - João Lyra - Disco: Tocador
14. Subindo Ao Céu (Aristides Borges) - C. da Paraíba - Disco: O Violão Brasileiro...
15. 19 de Março - Canhoto da Paraíba com João Lyra e Bozó - Disco: Pisando em Brasa
16. Agudinho - Fernando Caneca - Disco: Visitando Canhoto da Paraíba
17. Reencontro com Paulinho - Trio de Câmara Brasileiro - Disco: Saudades de Princesa
18. Todo Cuidado é Pouco - Canhoto da Paraíba - Disco: O Violão Brasileiro Tocado pelo Avesso
19. Choro na Madrugada - Fernando Caneca - Disco: Visitando Canhoto da Paraíba
20. Lourdinha - Canhoto da Paraíba com João Lyra e Bozó - Disco: Pisando em Brasa
21. Gostosinho - Canhoto da Paraíba - Disco: Um violão direito nas mãos de um canhoto
22. Escadaria (Pedro Raimundo) - C. da Paraíba com João Lyra e Bozó - Disco: Pisando em Brasa
23. Abraçando Chico Soares (Paulinho da Viola) - Disco: Paulinho da Viola
24. Bônus: Jacob do Bandolim fala sobre Canhoto da Paraíba (Chico Soares) em 1959 - gravação caseira ao amigo Antônio D`Áuria 

Seleção musical : Alessandro Soares
Todas as músicas são de autoria de Canhoto da Paraíba, exceto Coringuinha e Abraçando Chico Soares, que João Lyra e Paulinho da Viola compuseram em homenagem a Canhoto, além de Subindo ao Céu (Aristides Borges) e Escadaria (Pedro Raimundo)

18 de março de 2020

Guerra Peixe e sua estética distinta do Choro tradicional.

Guerra Peixe -  Petrópolis: 18/03/1914 - RJ: 26/11/1993
Em 18 de março de 1914, na cidade de Petrópolis (RJ), nascia César Guerra Peixe que como compositor, arranjador, regente, violinista, professor, pesquisador, tornaria-se um dos nomes mais expressivos da música de câmara brasileira. Hoje celebramos 106 anos do seu nascimento.

Guerra Peixe compôs uma obra variada, que passa por diferentes fases criativas e reflete os debates acerca da música brasileira. Ele notabilizou-se pela defesa intransigente da ampliação dos limites de composição vigentes no meio erudito brasileiro, fortemente influenciado por Heitor Villa-Lobos, a ponto dos dois tornarem-se "rivais declarados", como apontam alguns pesquisadores. 

Ele tem na sua vasta produção, uma incursão por gêneros da música popular. Parte de sua obra, produzida a partir de 1943 nos legou um repertório de Choros que trazem uma estética distinta do Choro tradicional. Uma das peculiaridades desta produção foi a utilização de instrumentos de banda, fugindo do formato tradicional dos regionais. Além de "Inclemência", entre os Choros de sua autoria também estão: "Rabo de galo" (1943), "Desculpa, foi engano" (1943), "Tereré" (1944), "Deu-se a melodia" (1944), "Vampiro moderno" (1958), Suíte "No Estilo Popular Urbano" (1987) e "Sátira" (1943).

CD "Choros de Guerra Peixe" (2014).
O grupo paulista Picadinho da Velha formado por Franco Galvão (violão sete cordas), Chico Santana (percussão), Diogo Nazareth (piano), Eduardo Pereira (cavaco e bandolim) e Fernando Sagawa (saxofone), desenvolveu um rico trabalho musical em torno dos choros de Guerra Peixe. 
O projeto iniciou e ganhou vida com o álbum "Brasileiro saxofone" (2010), de Nailor Proveta, que trazia o Choro "Inclemência" (1943), de Guerra-Peixe. A partir daí, o "mergulho" do grupo na obra do maestro culminou no CD "Choros de Guerra-Peixe", lançado em 2014. 
O repertório, recolhido a partir de partituras originais do acervo de Jane Guerra-Peixe (sobrinha-neta do compositor), recebeu Arranjos de Jayme Vignolli e direção musical de Nailor Proveta. O álbum  registra onze composições inéditas de César Guerra-Peixe, com participações especiais de Toninho Carrasqueira, Eduardo Guimarães e Eduardo Lobo. 

Apreciem os Choros de Guerra Peixe com o grupo Picadinho da Velha, neste belíssimo espetáculo que trazemos aqui, através do registro audiovisual de uma de suas edições. com participação de Nailor Proveta,  em apresentação no módulo Mosaico da Série de Música Contemporânea do  Instituto CPFL - Campinas, SP- Abril 2017.

17 de março de 2020

Grupo Choro de Mercearia em roda no Santa Tereza.


O grupo "Choro da Mercearia” faz hoje mais uma roda semanal. O grupo que é formado pelos músicos Silvio Carlos (7 cordas), Raíssa Anastásia (flauta), Marcos Ruffato (bandolim), Du Macedo (cavaco) e Analu Braga (pandeiro) se apresentam sempre às terças, a partir das 18 horas, no Butiquim do Walter.
As rodas do Choro da Mercearia são marcadas pela tradicional animação do público que frequenta o bairro de Santa Tereza e ainda pela presença de vários músicos convidados a cada semana. 

SERVIÇO
Roda de Choro da Mercearia
Data: 17 de março 2020 (terça)
Horário: 19 horas
Local: Butiquim do Walter - Rua Mármore, 181- Bairro Santa Tereza - BH




16 de março de 2020

Benedito Lacerda e a saudade que ficou.

Benedito Lacerda
Iniciamos a semana reverenciando um dos mestres da música no Brasil: Benedito Lacerda que completaria 117 anos, no último sábado (14). Ao lado de nomes como como Patápio Silva, Pixinguinha e Altamiro Carrilho, ele é uma das grandes figuras de uma linhagem de virtuoses da flauta brasileira.

Benedito começou a aprender flauta de ouvido aos oito anos e iniciou suas atividades musicais como integrante da banda Nova Aurora em Macaé (RJ), sua cidade natal. Aos 17 anos, transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde passou a residir no bairro do Estácio, famoso por abrigar sambistas e batuqueiros. Estudou flauta sob a orientação de Belarmino de Sousa, pai do compositor Ciro de Sousa, e também no Instituto Nacional de Música, onde diplomou-se em flauta e composição. 

Em 1922, Lacerda ingressou na Polícia Militar, onde prosseguiu sem abandonar suas atividades musicais, participando da banda do batalhão. No ano de 1925, foi aprovado em teste no qual executava a parte de flauta da ópera "Il Guarany", de Carlos Gomes, além de obter sua transferência para a Escola Militar do Realengo, como músico de primeira classe, tornando-se solista. 

Em 1927 Benedito Lacerda deu baixa do serviço militar, passando a viver de suas atuações em orquestra de cinemas e teatros. A partir daí, além de outros grandes feitos musicais, comandou um dos mais famosos e importantes Regionais da história da indústria fonográfica, o qual levava o seu nome e que contava com músicos excepcionais como Dino e Meira (violões), Gilson (pandeiro), Canhoto (cavaquinho) e do próprio Lacerda que, além de flautista, atuava também como arranjador.

O grande Regional de Benedito Lacerda com Popeye do Pandeiro, Dino 7 cordas,
Lacerda, Canhoto e Meira. Coleção Jacob do Bandolim/Acervo MIS.

Lacerda e Pixinguinha: um dos maiores duetos da MPB.
O Regional de Benedito Lacerda é considerado por estudiosos, críticos e apreciadores da música brasileira, a mais importante, criativa e virtuosística base de acompanhamento na história da MPB. Atuando com seu Regional no acompanhamento de históricas gravações, ele deixou registros fonográficos com Sílvio Caldas; Carmen Miranda; Orlando Silva, Noel Rosa e Francisco Alves, dentre tantos intérpretes da nossa música. Ao lado do mestre Pixinguinha, formou um dos maiores duetos da história: Benedito na flauta e Pixinguinha nos memoráveis contrapontos com seu sax tenor.

Em que pesem algumas controvérsias relacionadas a parcerias com Pixinguinha, o mestre Benedito Lacerda compôs alguns clássicos da Época de Ouro de nossa Música Popular, como ʺA Jardineiraʺ , em parceria com Humberto Porto; ʺA Lapaʺ , com Herivelto Martins; ʺEva Queridaʺ com Luiz Vassalo; ʺVou Vivendoʺ, além ʺSofres porque queresʺ, ʺ1x0ʺ e ʺIngênuoʺ com Pixinguinha.

Benedito Lacerda faleceu em 16 de fevereiro de 1958, vitimado por um câncer num domingo de Carnaval, ele que tanto sucesso obtivera em vários carnavais...

 
Neste vídeo da abertura da programação de shows dos vencedores do Instrumental Sesc Brasil 2014, o violonista  Lucas Telles, associado ao Clube do Choro de BH e contemplado com o prêmio, se apresenta acompanhado por Luisa Mitre (piano), Lucas Ladeia (cavaquinho), Bruno Vellozo (contrabaixo acústico) e Nailor Proveta (clarinete) na apresentação de "Pagão" (Benedito Lacerda e Pixinguinha).


Destacamos hoje na Estante do Chorão, a obra "Benedito Lacerda e a saudade ficou", obra de autoria do escritor e pesquisador de música popular brasileira, Jadir Zanardi, lançada em 2009, pela editora Muiraquitã. 
Nas 140 páginas do livro, você encontra histórias inusitadas do compositor fluminense, vividas ao longo de sua trajetória, desde o nascimento em Macaé, com as dificuldades para o sustento, até sua primeira gravação como cantor, seus sucessos, os carnavais, os parceiros mais constantes como Pixinguinha, Herivelto Martins, Roberto Paiva e os amigos como Noel Rosa, Carmen Miranda, Jorge Goulart e tantos outros.

Sobre o autor: Desde cedo, Jadir Zanardi tomou gosto pela pesquisa da nossa música. Formado em Direito e em Gestão de Recursos humanos, frequentou cursos sobre história da música brasileira na Fundação Casa de Rui Barbosa, e em outras instituições no Rio de Janeiro.