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7 de julho de 2021

"Levando a vida na flauta": estratégias de estudos para flautistas(ou não) é o tema de palestra gratuita com Alef Caetano.

 

O Projeto VivaMúsica recebe nesta quarta, 07/07, às 17h20min o flautista Alef Caetano, vencedor do "VII Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais". Ele irá proferir palestra gratuita, com transmissão online. O tema será: "Levando a vida na flauta": estratégias de estudos para flautistas(ou não).

Criado em 2002, o Projeto VivaMúsica da Escola de Música da UFMG engloba um conjunto de atividades articuladas entre si: organização de palestras e concertos semanais vinculados a uma disciplina da graduação e abertos ao público em geral: Série VivaMúsica; visita monitorada de alunos do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino; série de concertos que acontecem no Conservatório da UFMG e no Teatro Cariúnas; produção de programas de rádio a partir do material gravado nos concertos e gravação em áudio e vídeo das palestras e concertos disponibilizados na Biblioteca da EMUFMG.

Confira no canal do VivaMúsica no you tube.

6 de julho de 2021

Acervo do Bandolim Brasileiro promove a Semana Evandro do Bandolim. O primeiro episódio é na casa de Jacob.


O Acervo do Bandolim Brasileiro está promovendo a Semana Evandro do Bandolim. As transmissões iniciaram nessa segunda (05/07) trazendo como primeiro episódio: "Evandro na Casa de Jacob do Bandolim". 

Josevandro Pires de Carvalho, conhecido como Evandro do Bandolim, compositor e bandolinista brasileiro de choro nasceu em 19 de março de 1932, em João Pessoa (Paraíba). Com 13 anos já frequentava as rodas de choro, ao lado de seu professor Luperce Miranda. Gravou cerca de vinte discos incluindo um editado na França ("Le Bandolin Brésilien par Evandro").
Foi convidado a participar de gravações e shows com músicos brasileiros de renome como Borba, Jamelão, Nelson Gonçalves, Altamiro Carrilho, Elza Soares, Elizeth Cardoso, Sivuca, entre outros.
Desde a segunda metade dos anos 1960 na cidade de São Paulo, Evandro e Seu Regional, juntamente com o Conjunto Atlântico e, depois, Isaias e seus Chorões, destacaram-se entre os grupos na defesa do Choro na Pauliceia. Evandro do Bandolim foi um notável nome das noites da cidade trabalhando, por exemplo, no boêmio Bar Jogral.
Evandro do Bandolim foto: Divulgação
À época, nos anos 1970 e 80, tomou parte de vários programas televisivos, especialmente aqueles produzidos na TV Cultura. Deu aulas de instrumento na tradicional Loja Del Vecchio. Pelo seu regional passaram vários músicos importantes como Manoelzinho da Flauta, José Pinheiro do violão, Lucio França, cavaquinho, Silvio Modesto, ritmo, José Reli, pandeiro, Luizinho 7 cordas, entre outros.
Após o seu falecimento, em 30 de outubro de 1994, em São Paulo, o espaço onde se pratica há anos uma roda de choro na Contemporânea, no bairro de Santa Ifigênia, foi batizado de Sala Evandro do Bandolim em sua homenagem. É um dos mais importantes redutos do choro paulista.

O ABB - Acervo do Bandolim Brasileiro é uma coletânea digital dedicada à pesquisa e divulgação da biografia de bandolinistas brasileiros. Com a missão de registrar, documentar, promover a pesquisa e ampliar o conhecimento a respeito da forma de tocar o Bandolim no Brasil, o Acervo busca apresentar conjunto documental reunido a partir de fontes impressas, sonoras e audiovisuais, assim como relatos de músicos bandolinistas. Com a coleta e publicações de áudios, vídeos, textos e imagens em redes sociais, abordando assuntos gerais que estejam diretamente ligados ao instrumento, o acervo visa retratar aspectos da formação e consolidação de uma “Prática do Bandolim Brasileiro", seus intérpretes, compositores, métodos de ensino, trabalhos acadêmicos, partituras e curiosidades, dentre outros.

Ouça  a seguir o primeiro episódio em áudio gravado em 1955 por Jacob do Bandolim e acompanhe a Semana Evandro do Bandolim diretamente no canal Acervo do Bandolim Brasileiro

O Charme do Violão Mineiro entrevista o pesquisador Jorge Mello. Ele abordará a obra de José Augusto de Freitas, um dos principais solistas da "Era de Ouro do Rádio.


Jorge Mello - Foto: Querubina Mello

O convidado para a  entrevista do ciclo “O Charme do Violão Mineiro” de hoje (06/07) é o violonista carioca, professor e pesquisador, Jorge Mello que abordará a obra de José Augusto de Freitas, um dos principais solistas de violão do país na chamada "Era de Ouro do Rádio". Realizado de forma remota, as entrevistas ocorrem sempre às terças-feiras, a partir das 20h30, com transmissão pelo YouTube e Facebook do idealizador e apresentador do projeto, o violonista, professor e produtor cultural Celso Faria.

José Augusto Freitas (1909-1990) - Foto: Divulgação
José Augusto de Freitas nasceu em 1909 na cidade mineira de Rio Pomba e mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Após várias participações em diversas rádios cariocas, tocando ao lado de nomes como João Pernambuco, seu debut, como solista de violão clássico, ocorreu no Cine Teatro Odeon, em Barbacena, em abril de 1929. 

O repertório executado por ele já rompia fronteiras: além de interpretar compositores europeus como Francisco Tárrega (1852-1909), Issac Albéniz (1860-1909), Dionisio Aguado (1784-1849), Johann Sebastian Bach (1685-1750), Joseph Haydn (1732-1809) e Carlos Garcia Tolsa (1858-1905), Freitas também executava obras do paraguaio Agustin Barrios (1885-1944), de quem fora aluno, além de obras suas. Além de Barrios, também estudou violão com Joaquim Francisco dos Santos, o Quincas Laranjeiras. 

No início da década de 1930, realizou diversos registros fonográficos, em discos de 78 RPM, de composições suas. Dentre elas, podemos destacar: "Lamentos d'Alma", "Devaneios" e "Soluços", esta última também foi gravada por Dilermando Reis, em 1961. José Augusto de Freitas se apresentou, como solista de violão, em diversos eventos no Rio de Janeiro, sempre alcançando grande sucesso de público e crítica. É digno de nota que Freitas foi, possivelmente, o primeiro violonista brasileiro a executar, publicamente,  a obra "Choros nº 1", de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). 
Em 1939, José Augusto de Freitas formou um duo bastante original, de cítara e violão, com Heitor Avena de Castro (1919-1981). Essa colaboração rendeu uma série de apresentações. 

Além de instrumentista, José Augusto de Freitas foi um atuante professor de violão a partir da década de 1930, lecionando inclusive na Casa Bandolim de Ouro. Um de seus alunos mais destacados foi Jodacil Damaceno. Ele faleceu em 1990, no Rio de Janeiro.

Além das já citadas obras de José Augusto de Freitas, entre elas também podemos nos deleitar com um Choro que recebeu o sugestivo nome de "Cachorro Quente". E é ele que podemos ouvir, a seguir, na execução do violonista Jefferson Motta. Apreciem.


Jefferson Motta é mestrando em Musica pela UNICAMP - violonista 7 cordas , pesquisador e funcionário da Discoteca Oneyda Alvarenga- Coleção Ronoel Simões. Esse Vídeo foi extraído da sua participação na Série "Violão Entre Amigos", produzida pelo Rafael Altro, com o Apoio da Lei Aldir Blanc de Incentivo à Cultura.

5 de julho de 2021

Brasil Encanto reúne grandes instrumentistas em uma edição especial dedicada a Waldir Azevedo.


O programa Brasil Encanto dedicou uma edição inteira para reverenciar o instrumentista que tirou o cavaquinho da posição de mero coadjuvante para posiciona-lo como artista principal no ambiente da música, no Choro principalmente: Waldir Azevedo. O homem que gostava de voar e nutria grande amor pelos aviões foi quem nos levou à alturas com sua música. Para nossa total felicidade, Waldir não seguiu sues sonhos de cruzar os céus voando e manteve os pés no chão par nos encantar com suas composições e interpretações.

O trio base Brasil Encanto formado por Luiz José (cavaquinho), Lucas Ervedosa (violão 7 cordas) e Igor Riberio (percussão) acompanham o flautista Cleylton Gomes, o cantor Marcus Caffé, o violonista 7 cordas Márcio Ramalho e o jovem cavaquinista Dimitre do Cavaco que foram convidados para essa homenagem ao inesquecível mestre Waldir. Fiquem com essa nossa audição que inicia nossa semana em altíssimo estilo.


Brasil Encanto é um programa musical desenvolvido e executado pelo Núcleo de Produção de RTVCA e da TVDD, setores responsáveis pela produção, veiculação e divulgação dos projetos da Casa de Vovó Dedé. Exibido pela TVDD – a TV Web da Casa de Vovó Dedé – com o objetivo de divulgar o melhor da música brasileira, como o Samba, o Chorinho, a Gafieira, entre outros gêneros.

2 de julho de 2021

Quarteto Roda de Choro abre programação de julho do "Sala de Ensaio".


No próximo domingo (04), a partir da 19 horas, o Quarteto Roda de Choro abre em grande estilo, a programação de julho do projeto "Sala de Ensaio", promovido pelo Clube do Choro de São Paulo.
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Formado por Alexandre Ribeiro (clarinete), Luizinho 7 Cordas, Milton de Mori (cavaco) e Léo Rodrigues (pandeiro), o quarteto traz o clima descontraído típico das rodas de Choro, geralmente definindo seu repertório pelo gosto e nostalgia do público, que se realiza ouvindo as composições dos grandes mestres desse gênero musical.

O programa "Sala de Ensaio" vai ao ar todos os domingos, a partir das 19h, no Facebook e YouTube do Clube do Choro SP. com transmissão ao vivo diretamente do palco da @casabarbosabixiga. Confiram. Entre no link e faça o lembrete para o programa >> https://bit.ly/quartetorodadechoro

Ate lá, o "esquenta" é com chorinho e da melhor qualidade que o próprio Quarteto Roda de Choro nos traz para essa audição. Ouçam a playlist:

Programa Noite ilustrada da Rádio UFMG Educativa destaca os 10 anos do grupo Toca de Tatu.


O Toca de Tatu, conjunto de Choro belo-horizontino está completando 10 anos de fundação e coleciona uma boa bagagem: dois discos lançados, diversos prêmios e turnês pelo Brasil e pela Europa. Agora, como celebração de uma década de trabalho, lançam um minidocumentário, uma websérie e preparam um disco, que, pela primeira vez, será feito apenas de composições inéditas e autorais dos seus quatro componentes: Luísa Mitre, no piano, Lucas Ladeia, no cavaquinho, Abel Borges, na percussão, e Lucas Telles, no violão.

Para falar desse momento celebrativo, da história e também dos planos para os anos que vêm aí, o programa Noite Ilustrada - produzido pela Rádio UFMG Educativa (104,5 fm) - que foi ao ar na última quarta-feira (30/06), recebeu o cavaquinista do grupo Lucas Ladeia. Durante a conversa com o jornalista Hugo Rafael, o músico falou sobre a websérie que conta todo o processo de composição de cada um dos integrantes do grupo.

“Ainda é muito raro ver formações coletivas de música instrumental com essa longevidade, produzindo, criando, arranjando, sempre com coisas novas. Mas é desafiador, já teve um tempo melhor, principalmente aqui em Belo Horizonte, com um boom de festivais. Mas, mesmo na pandemia, conseguimos gravar e produzir esse novo trabalho. E lá fora, na França, por exemplo, há um acolhimento surpreendente. Aqui no Brasil, a admiração pela arte que a gente faz precisa entrar muito ainda no campo da educação. Ainda assim, a gente vê pessoas mais jovens se interessando pelo choro”, afirmou.

Os quatro episódios da websérie Toca de Tatu 10 anos: Por dentro das composições, assim como o minidoc, estão disponíveis no canal do grupo Toca de Tatu no Youtube. 

Ouça a entrevista na íntegra:

Produção: Maron Filho e Enaile Almeida, sob orientação de Luiza Glória e Hugo Rafael
Publicação: Flora Quaresma, sob orientação de Hugo Rafael
FONTE:  UFMG Comunicação

1 de julho de 2021

CELEBRANDO COM HOMENAGENS O DIA DO TROMBONISTA


Neste 1º de julho, data dedicada a celebrar o Dia do Trombonista, o Clube do Choro de BH faz uma homenagem a todos os instrumentistas que se dedicam à execução, estudos e pesquisas que promovem e divulgam o trombone nos palcos e ambientes acadêmicos.

Professor Paulo Lacerda - Foto: Eber Faioli
Com especial reverência, saudamos a memória de Paulo Lacerda, primeiro professor de Trombone da Escola de Música da UFMG e ex presidente da ABT - Associação Brasileira de Trombonistas falecido em 1º de julho de 2003, em BH. Carioca de nascimento, mas mineiro de coração, professor Paulão, como era chamado, deixou grandiosas referências musicais e humanas para os trombonistas no Brasil. E seu legado de amor a educação, a música e ao trombone permanece vivo entre todos nós.
Marcos Flávio Aguiar - Presidente. da ABT
 é também associado ao Clube do Choro de BH


Também reverenciamos hoje três notáveis trombonistas brasileiros: Roberto Ângelo, Adenilton França e também o grande didata e performer Radegundes Feitosa Nunes, o primeiro Doutor em Trombone do Brasil que lamentavelmente, sete anos depois do falecimento de Paulo Lacerda, no mesmo 1º de julho, faleceram em um grave acidente no interior da Paraíba. Para que esse forte baque que atingiu todo o naipe de trombones no Brasil não ficasse marcada por tristezas mas, ao contrário, para celebrarmos todo o legado destes e de outros trombonistas exemplares, em 2011 a ABT decidiu, por unanimidade, instituir o dia 1º de julho como o Dia do Trombonista no Brasil.

O Clube do Choro de Belo Horizonte se alegra por ter em seu quadro de associados o registro de grandes trombonistas. Entre eles, o inesquecível Marcelo Ribeiro Batista de quem nos despedimos  com imensa tristeza em 24 de janeiro deste ano. Além dele, a instituição tem a honra de ter como associado, o atual Presidente da Associação Brasileira de Trombonistas, Prof. de Trombone da EM/UFMG, Coord. do Coral de Trombones e Tubas da UFMG, o Dr. Marcos Flávio Aguiar Freitas.

E é através dele, e seu incansável trabalho em prol do Trombone no Brasil, que trazemos nossa audição celebrando o dia de hoje: uma homenagem dirigida por ele e o Coral de Trombones e Tubas da UFMG a todos os trombonistas. Ouçam a peça SUÍTE ALPINA, para octeto de Trombones, de autoria do saudoso Prof. Paulo Roberto Lacerda.


(Áudio original, no vídeo)
"Eu me sinto extremamente feliz, por ter tido a oportunidade de mostrar uma nova escola de trombones, uma escola não só de tocar trombone, mas de pessoas que são produtivas para a sociedade, pessoas que tem caráter e pessoas que realmente fazem música com muito prazer".
Paulo R. Lacerda (2002)

"Manual de boas práticas da Rede Mineira de Pontos de Cultura: para execução e prestação de contas dos recursos emergenciais da Lei Aldir Blanc conforme os editais nº 02 e 03/2020 da SECULT/MG" acaba de ser publicado e tem acesso gratuito.

Foi lançado ontem (30/06) o "Manual de boas práticas da Rede Mineira de Pontos de Cultura: para execução e prestação de contas dos recursos emergenciais da Lei Aldir Blanc conforme os editais nº 02 e 03/2020 da SECULT/MG". O manual tem como coautor o violonista e advogado associado ao Clube do Choro de BH, Carlos Humberto Walter que assina o conteúdo junto ao contador Raffaele Peluso e à advogada Josiana Mendes.

Na apresentação deste lançamento realizado pela Literomusical, o próprio Carlos Walter nos ressalta pontos importantes do conteúdo da publicação tais como: "na p. 17 encontrarão, por exemplo, um link de acesso a uma coletânea de 15 pareces jurídicos e contábeis que produzimos recentemente". Além desse tópico, a publicação que possui 70 páginas ainda inclui em seu conteúdo: legislação recomendada, procedimentos para execução de valores, informações sobre readequação, aplicação de logomarca, execução de microprojetos e das despesas de custos, resumo da execução dos recursos da LAB e prestação de contas simplificadas.

Esses e outros elementos importantes e facilitadores para a execução e prestação de contas dos recursos emergenciais da Lei Aldir Blanc conforme os editais nº 02 e 03/2020 da SECULT/MG estão disponíveis no manual que tem acesso e download gratuito através desse LINK. Confira.

30 de junho de 2021

Sotaques do Violão lança nova websérie com algumas das maiores violonistas do Rio Grande do Sul.


Através de uma conversa descontraída e musical, o "Sotaques do Violão", projeto produzido por Fernando Graciola  traz à tona as diferentes sonoridades do instrumento tema. O programa acaba de lançar uma websérie com entrevistas e muita música destacando algumas das maiores violonistas do Rio Grande do Sul. O episódio de estreia com a violonista e pesquisadora Thais Nascimento já está disponível.

Fernando Graciola é  um dos grandes nomes da cena violonística gaúcha e latino-americana. Sempre envolvido em vários projetos, além dos recitais, onde interpreta tanto obras autorais quanto de compositores brasileiros e latino-americano, ele é o idealizador e produtor do Projeto "Sotaques do Violão" que consiste em um canal onde ele entrevista e toca com outros violonistas. 
Além de compartilhar as músicas Fernando e seus os convidados, compartilham vivências. Desta forma, o material produzido para o programa já representa um grande acervo da música latino-americana; uma fonte de consulta obrigatória para quem toca, estuda ou gosta de violão. 

Os episódios da nova websérie "Mulheres Gaúchas" destacam as instrumentistas Thais Nascimento, Fernanda Krüger, Andrea Perrone, Patricia Vargas, Flávia Domingues Alves, Sara Pinto, Ana Giollo e Amanda Carpenedo. E para não perder os próximos episódios, acompanhe a agenda de transmissão pelo perfil @sotaquesdoviolao.

A live de estreia com a violonista e pesquisadora Thais Nascimento foi ao ar no último sábado, dia 26 de junho, com transmissão pelo YouTube. Se você perdeu, é hora de assistir e celebrar esse grande encontro musical em nossa audição de hoje. 


A porto-alegrense, Thaís Nascimento, licenciada, bacharela e mestranda em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de grande violonista, atua como pesquisadora e professora de Música, além de desenvolver trabalhos como compositora e arranjadora para violão solo e outras formações. Em 2021, gravou e lançou o álbum “Expressivas - Mulheres Compositoras para Violão”, dedicado à violonista Mayara Amaral. Thaís também desenvolve os projetos “Mulheres Compositoras para Violão”, com programas de entrevistas com violonistas mulheres e AIVIC - Associação Internacional de Violonistas Compositoras.

29 de junho de 2021

Carminha Guerra, fundadora do Selo Karmim que inclui grandes violonistas em seu catálogo, é o destaque de hoje em "O Charme do Violão Mineiro".

Carminha Guerra - Foto: Clara Freitas

Acontece hoje (29/06) mais uma entrevista do ciclo “O Charme do Violão Mineiro”. A convidada é a pianista e produtora musical Carminha Guerra. Realizado de forma remota, o clico de entrevistas ocorre sempre às terças-feiras, às 20h30, com transmissão pelo YouTube e Facebook do idealizador e apresentador do projeto, o violonista, professor e produtor cultural Celso Faria.

Carminha Guerra é mineira de Belo Horizonte. Estudou piano no Curso de Extensão e, posteriormente, no Curso de Graduação da Escola de Música da UFMG, com Vera Lúcia Nardelli Campos.

Após atenta observação, quanto à lacuna discográfica na música brasileira, Carminha decidiu empreender um auspicioso projeto, a criação do Selo Karmim. Este, que já conta com sessenta e um cds, tem como lema: o selo do compromisso.

Em 1988, ocorreu o primeiro registro fonográfico do selo, "Floresta do Amazonas", de Heitor Vila-Lobos (1887-1959), com Maria Lucia Godoy (canto), Henrique Morelenbaum (regente), Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro e Coro Masculino do Rio de Janeiro - primeira gravação brasileira. Destacamos também, no catálogo do Selo Karmim, a presença da Orquestra de Câmara Sesiminas, da Orquestra de Ouro Preto, do bandeonista Rufo Herrera e Quinteto Tempos, do multi instrumentista Marco Antônio Guimarães, do Coral Infantil Cariúnas, além dos pianistas Arthur Moreira Lima, Tânia Mara Lopes Cançado e Eduardo Hazan.

O violão é um dos instrumentos mais bem representados no catálogo do selo. Dentre as produções violonísticas concretizadas por Carminha Guerra, podemos citar: "Cordas e Coração" (1989), "Vinícius nas Cordas de Gilvan" (1990), "Retratos" (1993), "Sol" (1995) e "Traquina" (1997), todos de Gilvan de Oliveira; "Universal", de Fernando Araújo; "Violões do Horizonte", álbum que reúne Toninho Horta, Juarez Moreira, Gilvan de Oliveira, Geraldo Vianna, Caxi Rajão, Weber Lopes e Wilson Lopes; "Paisagens Noturnas", com Odette Ernest Dias (flauta) e Jaime Ernest Dias (violão); "Coisas da Vida", com Wilfried Berk (clarinete) e Daniel Wolff (violão); e "Flor do Tempo", com Weber Lopes (violão) e banda.

Logo mais, em seu bate papo com Celso Faria, Carminha irá contar muito mais sobre sua trajetória como instrumentista e produtora musical, nos possibilitando também dimensionar a sua grande contribuição para o universo fonográfico da música brasileira. Não perca.

Até lá, vamos apreciar uma das realizações do Selo Karmim, do qual Carminha Guerra é a fundadora e grande responsável pela excelente qualidade das produções. Hoje nossa audição é também com uma grande pianista: Tânia Mara Lopes Cançado, que faleceu em 7 de maio de 2016 deixando uma vasta pesquisa e extraordinários registros instrumentais da obra de Ernesto Nazareth. Apreciem.


Gravações realizadas em setembro de 1988, na Sala Cecília Meireles, Rio de Janeiro , para o Cd "Tributo a Ernesto Nazareth", produzido pelo selo Karmim. 
Técnico de gravação - Frank Justo Acker
Piano - Steinway & Som 
Fotos - Inês Florêncio e acervo particular 
Criação e edição de imagens - Adriano Alves 
Direção artística - Carminha Guerra

28 de junho de 2021

Termina nesta semana o prazo para inscrições de propostas de patrocínio 2021 do BDMG Cultural.


O BDMG Cultural, além dos projetos e prêmios que realiza e da programação em sua sede em Belo Horizonte, apoia projetos culturais de instituições, produtores e/ou artistas do Estado de Minas Gerais e está recebendo propostas de patrocínio para o ano de 2021. O prazo para inscrições termina na próxima quarta, dia 30 de junho.

Os pedidos de patrocínio podem ser apresentados exclusivamente por pessoas jurídicas regularmente constituídas, que detenham – isolada ou conjuntamente – a responsabilidade pelo projeto.

O BDMG Cultural apoia prioritariamente áreas não cobertas por seus programas, sendo prioridades para apoio em 2021:

- Projetos culturais cujos proponentes estejam no interior do Estado de Minas Gerais;
- Projetos de periódicos e publicações sobre cultura contemporânea;
- Projetos que tenham atividades formativas e construção em rede em seus fundamentos estruturantes;
- Projetos que permitam acesso à fruição e à produção cultural em locais de pouca oferta cultural;
- Projetos cujas discussões envolvam os seguintes objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS): ODS 11 – Cidades mais inclusivas; ODS 5 – Equidade de gênero.

Serão apoiados projetos de natureza cultural considerados relevantes para o cenário estadual em termos de criatividade, inovação, diversidade, preservação, patrimônio, memória, geração de conhecimento, fortalecimento de mercados, gestão cultural, qualificação de profissionais, incentivo à regionalização, experiência de linguagens e formação de público.

Confira  mais detalhes acessando o site do BDMG Cultural: 
Mais informações, exclusivamente, pelo e-mail patrociniobdmgcultural@bdmg.mg.gov.br
Dúvidas devem ser encaminhadas pelo mesmo email até o dia 29 de junho.

25 de junho de 2021

Fios de Choro lança a série "O Encontro". O grupo irá relembrar a trajetória e revisitar o seu repertório em 6 apresentações ao vivo.


Comemorando sua trajetória musical o Fios de Choro promove, a partir desse sábado (26/06), uma série de lives denominada "O Encontro". Cada apresentação representa uma fase do grupo e, além de revisitar o repertório da época de sua formação, irá também apresentar sua maior identidade: a alegria de tocar e contagiar as pessoas com a música. 

Ao longo das 6 lives programadas, o grupo irá contar detalhes de sua história que iniciou em 2014 com o trio Choro, Amor e Vela que hoje é o Fios de Choro. O repertório, que no início era muito diferente, trazia referências que mudaram substancialmente e conquistou novos espaços dentro do universo musical. Mas algo na identidade desse grupo permaneceu inviolável: a alegria de tocar. "Nós tocamos sempre nos divertindo e nos comunicando, tocamos juntos, como um grupo e isso só se tornou mais forte com os anos" é o que declaram. As apresentações ao vivo serão transmitidas pelo Youtube. 

O Fio de Choro é formado pelos instrumentistas:
Allan Gaia  Foto: Divulgação
Allan Gaia Pio, mestre do pandeiro. Além de grande percussionista, ele estudou Economia e domina muito de produções áudio visuais. Além dos Fios, Allan toca com o tradicional grupo de choro paulistano "Izaías e seus Chorões" e "Balaio Lascado", além de outros tantos trabalhos como aulas e gravações.

Wanessa Dourado Foto: Divulgação
Wanessa Dourado 
é violinista, grande solista, compositora e arranjadora. A Wanessa cresceu numa família musical e iniciou seus estudos na igreja, como outros grandes músicos da história. Dedicou muitos anos de sua vida à música erudita onde desenvolveu muita técnica e precisão ao violino, mas foi durante a faculdade de música que se apaixonou por Pixinguinha e mergulhou de cabeça no choro. De lá pra cá já atuou com grandes nomes da música brasileira, sempre alegrando o palco, o estúdio ou rodas com seu violino (ou rabeca!) e energia contagiantes. Além dos Fios, ela também toca na Orquestra Sinfônica de Santo André e em vários outros lindos projetos de música instrumental.

Igor Nikolai - Foto: Divulgação
Igor Nikolai é o cavaquinista do grupo. Solto no mundo, Igor já viajou por aí de mochilão, morou na praia e seu espírito caiçara o faz o surfista e entendedor das correntes marítimas do grupo. Alto astral, com ele qualquer roda pega fogo, embalada nas batidas firmes do seu instrumento, cheias de pressão e puro balanço. E não fica só no cavaco não, dê-lhe um violão na mão e você vai ouvir o melhor de Gilberto Gil e Djavan. 
João Pellegrini Foto: Divulgação

João Pellegrini é o violonista e maestro das 7 cordas. O João é multi-instrumentista e graduado em guitarra, mas às vezes gosta de compor músicas ao cavaquinho ou bandolim. Ele compõe choros, valsas, frevos e tudo mais que você imaginar. É também um dos idealizadores do Coletivo "Xoroxango" e do grupo "Samba da Gruta", e atua como professor de violão de 6 e 7 cordas, guitarra e cavaco. Além de tocar, compor, arranjar e produzir, o João tem um "balanço do ombrinho" inconfundível quando está tocando seu violão...se você ainda não viu, está perdendo!

Então, se você gosta de Choro dos bons não perca a série "O Encontro". Agende aí: sábado, 26 de Junho, às 19 horas, através desse LINK.

Enquanto aguardamos esses momentos imperdíveis, vamos de Fios de Choro em nossa audição de hoje. Ouviremos "Com esmero" (composição de Wanessa Dourado), uma das faixas do álbum "Trama", lançado pelo grupo em 2017.


Para melhor visualizar em aparelhos celulares, clique no lado inferior direito do vídeo para ampliar a tela.

Choro na série Memorial Instrumental: Chorosas é a atração no próximo domingo.

Chorosas - Foto: FelipeIvanicska

O quarteto Chorosas, trazendo nostalgia através do resgate do universo tradicional do Choro, será a atração do projeto "Memorial Instrumental" no próximo domingo (27), com transmissão online a partir das 11 horas.

O Chorosas nasceu da paixão das instrumentistas Chris Cordeiro (cavaquinho), Mariana Martins (violão), Priscila Norberto (flauta) e Marina Gomes (pandeiro) pelo Choro, esse autêntico e genuíno gênero musical brasileiro. No repertório elas trazem grandes nomes como: Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Jacob do bandolim, Waldir Azevedo e muitos outros, além de composições autorais. O grupo mistura toques da música moderna com a essência do Choro, resultando assim em um som alegre e audacioso que merece nossa audiência e muitos aplausos.

O projeto Memorial Instrumental é uma promoção do Memorial Minas Gerais Vale, com curadoria de Juliana Nogueira. A apresentação será exibido no canal do Youtube do MMGV. Programe-se e acesse clicando aqui. 

24 de junho de 2021

VIII Prêmio Ibermúsicas para Criação de Canções está com inscrições abertas a todos os estilos musicais.

(Reprodução / Ibermúsicas)

Estão abertas as inscrições para os editais do Programa de Fomento das Músicas Ibero-Americanas – Ibermúsicas 2021. A iniciativa, financiada atualmente por 14 países, tem a Fundação Nacional de Artes – Funarte como representante no Brasil. As três convocatórias anunciadas vão contemplar composições e projetos musicais on-line de países ibero-americanos.

O VIII Prêmio Ibermúsicas para Criação de Canções tem o propósito de impulsionar e valorizar a música popular na região ibero-americana. O concurso é aberto a todos os estilos musicais. Nesta edição, serão premiadas três canções por país membro do Programa. Um dos prêmios será destinado às “novas sonoridades urbanas”, como rap, hip hop, “trap”, “remix” e “R&B”. As canções devem ser inéditas, nunca antes apresentadas em público nem premiadas; e devem incluir música e letras no idioma espanhol, português ou línguas próprias dos países da região (como mirandês, náuatle, guarani e aimará). Cada vencedor ganhará um prêmio de mil dólares norte-americanos. O prazo de inscrições vai até 17 de setembro de 2021.

O edital, o formulário e instruções para a inscrição estão disponíveis no site do programa, aqui, neste link. Instruções para os outros dois editais do Ibermúsicas lançados neste ano podem ser consultadas no mesmo endereço eletrônico.

O Ibermúsicas é um programa internacional de cooperação multilateral, dedicado exclusivamente às artes musicais. Seu objetivo é promover a presença e o conhecimento da diversidade musical ibero-americana, estimular a formação de novos públicos na região e expandir o mercado de trabalho para os profissionais do setor. A iniciativa preza pela riqueza da música regional, com base no talento de seus criadores, intérpretes, pesquisadores e demais atores do ecossistema musical ibero-americano.

Atualmente, o Ibermúsicas é formado por 14 países, que o financiam: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Desde 2012, a Fundação Nacional de Artes – Funarte representa o Brasil.

O Programa de Fomento das Músicas Ibero-Americanas Ibermúsicas foi aprovado na XXI Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Assunção, capital do Paraguai, em novembro de 2011. Está enquadrado no Espaço Cultural Ibero-Americano da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib).

Mais informações no Brasil
Fundação Nacional de Artes – Funarte
Centro da Música | Coordenação de Música Popular
cemus@funarte.gov.br

23 de junho de 2021

Mistura Fina com a saxofonista Daniela Spielmann: um programa que vale bis.

 

Daniela Speilmamm, uma das poucas saxofonistas brasileiras em atividade .
Foto: Clau Pomp 

O programa Mistura Fina, produzido e transmitido pela Rádio Inconfidência, traz semanalmente grandes nomes da música brasileira para uma nova edição cheia de surpresas e grandezas instrumentais. Um dos últimos nomes que passaram por ali foi Daniela Spielmann, uma das poucas saxofonistas brasileiras em atividade. O programa foi ao ar dia 13 deste mês e o trouxemos aqui como uma excelente indicação de nossa audição de hoje.

Daniela Spielmann é nome obrigatório entre os craques do saxofone e seus grandes trunfos são a força interpretativa somada à criatividade de suas composições e arranjos. Ela fez parte da banda "Altas Horas" do programa homônimo, comandado pelo apresentador Serginho Groisman, do ano 2000 à 2014 na TV Globo elaborando arranjos semanais. Em 2001, lançou seu primeiro CD solo - BRAZILIAN BREATH, esse trabalho foi indicado ao Grammy Latino em 2002.

Daniela Spielmann Foto: Emma Monteiro
Já lançou doze CDS de carreira em grupos como Rabo de Lagartixa, Mulheres em Pixinguinha, em 2018, Afinidades, inteiramente autoral e em 2020, lançou o seu novo projeto, o CD“Entre mil, Você! Um tributo a Jacob do Bandolim”, em duo com a pianista Sheila Zagury.

Daniela desenvolve uma carreira nacional e internacional e já se apresentou com vários artistas de porte do cenário da MPB Instrumental como: Sivuca, Zé Menezes, Zé da Velha e Silvério Pontes, Anat Cohen, cantores como: Aurea Martins, Moyseis Marques, Alana Moraes, entre outros.

Em 2008 concluiu a dissertação de mestrado sobre a performance de Paulo Moura na UNI-Rio, obtendo o título de mestre em Música. Concluiu seu doutorado em musicologia em 2017, sobre as Gafieiras no Rio de Janeiro que recebeu menção de louvor. Atualmente é professora de música do CEFET-RJ Maracanã. Recebeu moções honrosas da câmara dos vereadores do Rio de Janeiros e São Paulo, prêmios e de menções de destaque em diversas áreas em que atua.

Para ouvir a edição do Mistura Fina com Daniela Spielmann é só clicar no radinho. Desfrute.
O Mistura Fina vai ao ar sempre aos domingos, às 22h, com reapresentação na terça-feira, em mesmo horário, na 100,9 FM, AM 880 e inconfidencia.com.br

IX Festival da Canção de Três Pontas - MG - "Canto Aberto" segue com inscrições abertas até a próxima sexta feira.

Termina na próxima sexta feira (25/06) o prazo de inscrições para os interessados em participar do IX Festival da Canção de Três Pontas - MG - "Canto Aberto". ­O concurso cultural é promovido pela Prefeitura Municipal e acontecerá nos dias 1º e 2 julho (semifinais) e 3 de julho a grande final, com todas as apresentações realizadas de forma online, transmitidas através de plataformas digitais e respeitando os protocolos sanitários decorrentes da pandemia do Coronavírus.

A participação no festival está aberta a todos os gêneros musicais, desde que a música inscrita seja inédita e original, além de apresentada em língua portuguesa. Os interessados podem ser de qualquer país e inscrever mais uma de uma composição.

O concurso irá selecionar 10 músicas inscritas na fase nacional e 10 na fase local (esta restrita a residentes em Três Pontas). Os critérios de avaliação serão: originalidade, criatividade, conteúdo da letra e melodia. As músicas classificadas serão premiadas em diferentes etapas com troféus e em dinheiro, com valores que chegam até 6 mil Reais. 

Para conferir todos os itens do Edital e detalhes para inscrições, acesse o site: https://festivalcantoaberto.com.br/

22 de junho de 2021

LOURIVAL SILVESTRE É O CONVIDADO DE HOJE DO CICLO DE ENTREVISTAS "O CHARME DO VIOLÃO MINEIRO".

Lourival Silvestre - Foto: Francesca Perissinotto

O convidado para a sétima entrevista do ciclo “O Charme do Violão Mineiro” que acontece hoje (22/06) é o violonista, professor e compositor Lourival Silvestre. Realizado de forma remota, o clico de entrevistas ocorre sempre às terças-feiras, às 20h30, com transmissão pelo YouTube e Facebook do idealizador e apresentador do projeto, o violonista, professor e produtor cultural Celso Faria.

Nascido no ano de 1949, em Belo Horizonte, Lourival Silvestre iniciou seus estudos musicais de maneira autodidata. Residindo na capital mineira, criou o GRUME (Grupo de Música Experimental da FEA) e, em 1969, realizou o primeiro concerto de música eletroacústica na cidade, com a participação do coreógrafo e bailarino Rodrigo Pederneiras (atual coreógrafo do Grupo Corpo). Posteriormente, frequentou o Festival de Inverno da UFMG (Ouro Preto-MG, 1971), estudou na Fundação de Educação Artística (Belo Horizonte-MG) e cursou Composição na Universidade Federal da Bahia. Seus professores de violão foram Betho Davezac (Uruguai) e Leo Soares (Brasil). Ele também estudou composição com Ernest Widmer, Bruno Kiefer e Pierre Boulez.

Silvestre ganhou uma bolsa de estudos do governo francês, para frequentar a classe de Olivier Messiaen e, desde 1974 reside em Paris.  Como vice diretor da Ecole Nationale de Musique, Danse et Art Dramatique de Evreux (Normandia), Silvestre realizou vários projetos pedagógicos, chegando a publicar, inclusive, obras para diversas formações musicais. Com seu trabalho em duo, "Lune & Soleil", formado com a cantora, flautista e violonista Francesca Perissinotto, tem se presentado regularmente na Europa, África e Brasil. Sempre que vem ao nosso país, Silvestre é convidado a lecionar em diversos festivais de música.

Lourival Silvestre gravou fonograficamente com Michel Legrand, Maurice André, Baden Powell, Jacques Mauger, dentre outros. Recebeu o 1º Prêmio no "Concurso Internacional de Composição de Munique", o Prêmio de Honra no "Concurso para o Centenário de Vila-Lobos" - promovido pela Orquestra Sinfônica de Brasília -, e foi condecorado pelo Governo do Brasil com a "Ordem do Mérito Artístico".


Agende o horário da entrevista e ouça desde já a audição de hoje.  Para nosso deleite, trouxemos um inspirado solo de Lourival Silvestre para a composição "O Astronauta" de autoria de Baden Powell. Apreciem.


21 de junho de 2021

Grupo Chorosas faz hoje sua estreia mundial no Festival Baderna.

 



Nesta segunda (21), às 20 horas, o Grupo Chorosas faz sua estreia dentro do Festival Baderna um evento só com mulheres no palco e bastidores. O evento é online com transmissão pelo Youtube. 

Do pioneirismo de Joyce Moreno, primeira compositora a se posicionar como mulher na música brasileira foram muitas as mulheres que abriram alas na nossa música. Mas a grande pioneira é e será sempre ela, a carioca Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a popular Chiquinha Gonzaga, nome que deve ser sempre louvado. Compositora. Pianista. Maestrina. Regente. Chiquinha abriu alas e pediu passagem no século XIX com múltiplos talentos musicais. E aqui estamos, dois séculos depois, ainda lutando por espaço, principalmente na música instrumental.   Por isso, é tão importante a presença das Chorosas nesse festival. 

Chorosas - Foto: Divulgação
O grupo Chorosas nasceu da paixão de mulheres instrumentistas pelo choro e tem como objetivo abrir para os amantes do gênero, formando assim grandes rodas para a prática e troca musical democrática, em um ambiente prazeroso e acolhedor. 
Elas misturam toques da música moderna latentes em suas vivências com a essência desse patrimônio brasileiro, resultando assim em um som alegre e audacioso. 

Agende aí e desde já acione o lembrete no canal de transmissão. O show  começa às 20 horas .

Um show de trombone com Rômulo Santiago, no palco do Brasil Encanto, abre as audições desta semana.

O trombonista Rômulo Santiago no palco do Brasil Encanto- Foto: reprodução

O palco do Brasil Encanto, na edição estralada pelo cearense Rômulo Santiago, trouxe o som de um instrumento cheio de história: o trombone. Em seu formato moderno, ele remonta à Idade Média, mas tem parente bem próximo no Antigo Egito e chegou aos dias de hoje, como um dos mais apreciados solistas no universo do Choro e do Samba. Com um repertório impecável, Rômulo dá um verdadeiro e imperdível show em mais uma edição desse programa da TVDD.

Arranjador, maestro, professor e trombonista, Rômulo já realizou muitas gravações em estúdio e tocou ao lado de músicos consagrados como Fausto Nilo, Ednardo, Arthur Maia, Maurício Carrilho, Zé Menezes, Fagner, entre muitos outros, em palcos no Brasil e no exterior. Na edição do Brasil Encanto que abriu esse mês de junho, ele toca acompanhado pelo trio base do programa que é formado por Luiz José (cavaquinho), Igor Ribeiro (percussão) e Lucas Ervedosa (violão 7 cordas).

Para abrir o programa, o trombonista selecionou clássicos de autoria de Raul de Barros como "Po-ro-ró, Po-ró-ró" e "Na Glória" (esta em parceria com Ary dos Santos) e de José Benedito de Freitas ele toca a famosa "Baltazar". Os compositores mineiros também estiveram representados. Rômulo escolheu "Quebra 1" de Wagner Tiso para o repertório.

O segundo bloco ele inicia com um belíssimo solo de "Migalhas de Amor" do mestre Jacob do Bandolim". E segue o baile com Pixinguinha e Benedito Lacerda, com uma animada interpretação do Choro "Cheguei" e de Elton Medeiros ele toca a linda "Serenata de Trombones". Já no último bloco, ouviremos composições de Paulo Moura - "Ao velho Pedro", José Leocádio da Silveira - "Paraquedista", Paulinho da Viola - "Choro Negro" e novamente, Jacob do Bandolim. Rômulo Santiago encerra esse verdadeiro show com uma maravilhosa interpretação de "Bole Bole".

Não perca essa fantástica audição e comece a semana com excelentes vibrações musicais.


Para melhor visualizar em aparelhos celulares, clique no lado inferior direito do vídeo para ampliar a tela.



18 de junho de 2021

"Histórias da música e sonoridades brasileiras" em curso gratuito e com emissão de certificado.


Lançado pela Escola Itaú Cultural em dezembro de 2020, o curso livre Histórias da música e sonoridades brasileiras tem como proposta estimular a compreensão dos alunos sobre as diversas manifestações e sonoridades musicais brasileiras, analisando a produção de diferentes atores sociais no decorrer das épocas e das estruturas sociais nesse fazer artístico. O curso é gratuito, autoformativo e com emissão de certificado.

Ministrado pelos professores José Geraldo Vinci de Moraes, Mónica Vermes e Tiganá Santana, o conteúdo programático possui 12 aulas. Nesse curso, os estudantes percorrem as origens e a trajetória histórica dos ritmos e das melodias que compõem a identidade nacional. São abordadas as narrativas que contam esse desdobramento, os espaços sociais que a música ocupou e os papéis que cumpriu. As historiografias da música brasileira, a crônica da cultura urbana pela música, a relevância das partituras e de instrumentos como o piano e o tambor, a presença das mulheres no cancioneiro nacional, a influência da negritude – a partir de todos esses temas, constrói-se um panorama rico e inspirador.

imagem: O Globo
Na abertura do programa, José Geraldo traça um panorama da historiografia da música popular no Brasil a partir das décadas de 1950 e 1960, com um grupo de colecionadores, cronistas, críticos e jornalistas. Moraes é professor de teoria e metodologia da história no Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Livre-docente pela FFLCH/USP, com pós-doutorado na Université Paris-Ouest Nanterre e doutorado em história social pela USP. Pesquisador pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é autor de vários livros, como Sonoridades paulistanas (Funarte, 1997), Metrópole em sinfonia (Estação Liberdade, 2000) e Criar o mundo do nada – a invenção de uma historiografia da música popular no Brasil (Ed. Intermeios, 2019).

Para aprofundar no universo da historiografia musical com a formação gratuita da Escola IC não há necessidade de inscrição. Basta acessar a plataforma da Escola Itaú Cultural (link), fazer um registro e realizar o login.  

17 de junho de 2021

"Nas Ondas do Choro" vai ao ar em uma edição especial com todo o talento do Choro das 3 e um tributo a Dudu do Pandeiro.


Neste sábado 19/6, o "Nas Ondas do Choro" vai ao ar com uma edição especial do programa com todo o talento das meninas do Choro das 3 e um tributo à memória do grande Dudu do Pandeiro.

Foi com muito pesar que a música brasileira recebeu no último dia 12 de junho, a triste notícia que o um dos mais importantes grupos de choro do Brasil perdeu seu capitão: Eduardo Ferreira. Dudu do Pandeiro que era um magnífico percussionista, se apresentava junto com as filhas Corina, Lia e Elisa, componentes do reconhecido Grupo Choro das Três. O músico estava internado na Santa Casa de Porto Feliz desde o dia 30 de maio e não resistiu às complicações da Covid-19.

Eduardo, ao lado da esposa Cristina, foi um dos grandes incentivadores da carreira musical das filhas. Para acompanhá-las desde crianças, e estar sempre presente, dentro e fora dos palcos do Brasil e do mundo, ele aprendeu a tocar pandeiro e somou as batidas ritmadas ao desenvolvimento e formação do grupo.

Com gosto musical eclético, acabou influenciando as meninas que se interessaram por este universo: foi um CD de Altamiro Carrilho, que pertencia a Eduardo, que despertou o primeiro encantamento, sobretudo pelo choro, um gênero instrumental genuinamente brasileiro e que consagrou a carreira das jovens irmãs.

O programa Nas Ondas do Choro, com apresentação de Júlio Francfort e Júlio Moreno, vai ao ar todo sábado às 7h e domingo às 20h, pela Rádio USP FM (93,7 São Paulo - 107,9 Ribeirão Preto). 
Para ouvir via web é só ligar o nosso radinho. Sintonize, curta, participe!

Até lá, vamos relembrar com saudade a presença insubstituível de Dudu entre suas três maiores composições. Nesse vídeo, ele e suas filhas tocam juntos "Brasileirinho, um clássico de Waldir Azevedo.

16 de junho de 2021

1ª Mostra de Compositores - Festival Choro da Casa 2021 está com inscrições abertas e irá premiar obras inéditas.



Atenção compositores. O Projeto Choro da Casa anuncia a 1ª Mostra de Compositores, integrando o Festival Choro da Casa 2021. As inscrições estão abertas e poderão concorrer músicas instrumentais de diversos ritmos brasileiros, voltados para o gênero choro. Serão selecionadas oito obras inéditas, com premiação em dinheiro. Os interessados poderão fazer o cadastro até o dia 2 de julho.

Os artistas selecionados para a 1ª Mostra de Compositores - Festival Choro da Casa 2021 serão divulgados no dia 5 de julho, pela internet. O festival será apresentado entre os dias 8 e 11 de julho. Serão selecionadas 08 obras obras inéditas, com premiação de R$1.000,00 (mil reais) cada.

O Regulamento completo e mais informações sobre as inscrições você confere no link abaixo:

15 de junho de 2021

"O Charme do Violão Mineiro" destaca a vida e obra de Arthur Bosmans e sua importância na cena cultural de Belo Horizonte.

Arthur Bosmans foto: Jaak Bosmans

O convidado para a sexta entrevista do ciclo “O Charme do Violão Mineiro”, que acontece hoje (15/06) é o publicitário e poeta Jaak Bosmans que abordará a obra para violão de seu pai, Arthur Bosmans (1908-1991). Realizado de forma remota, o clico de entrevistas ocorre sempre às terças-feiras, às 20h30, com transmissão pelo YouTube e Facebook do idealizador e apresentador do projeto, o violonista, professor e produtor cultural Celso Faria.

Arthur Bosmans nasceu em Bruxelas, na Bélgica, em 1908. Escreveu suas primeiras obras aos doze anos e sempre se classificou como um compositor autodidata. 
Em 1925, Bosmans ingressou na Marinha Belga, onde permaneceu por cinco anos. Foi agraciado com o "Prêmio César Frank", de composição musical em 1933 e, a partir de então, passou a ser reconhecido em seu país. Arthur Bosmans foi grande admirador da música de George Gershwin, Béla Bartók e Maurice Ravel. Chegou ao Brasil em 1941 e fixou-se no Rio de Janero, onde trabalhou como regente, compositor e professor. 

A convite do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, Bosmans radicou-se na capital mineira em 1944, com a incumbência de reorganizar a Orquestra Sinfônica de Belo Horizonte. Exerceu um papel de grande importância na cena cultural da cidade, tanto pelo trabalho de ascensão da orquestra, quanto pela qualidade e diversidade dos programas oferecidos ao público. 

Em 1965, Arthur Bosmans começou a lecionar Composição, Regência e Música de Câmara na Escola de Música da UFMG, atividades que desempenhou até sua aposentadoria, em 1980. Dono de uma forte personalidade musical, marcada, dentre outras, pela conjugação do lirismo e da ironia, Bosmans foi reconhecido como um grande compositor no Brasil e na Europa. 

Sua obra para violão consiste na suíte "Brasileiras" (série em cinco movimentos: "Ponteio", "Modinha", "Batucada", "Toada" e "Sorongo"), finalizada em 1973 e na "Valsa da outra esquina" (dedicada ao célebre compositor paulistano Francisco Mignone), escrita em 1988. Utilizando de sua grande capacidade criativa, Bosmans compôs um destacado conjunto de obras para o violão, conjugando uma linha melódica deslavadamente nacional à uma rica exploração harmônica, mesmo sem ser executante do instrumento.

Para nossa audição de hoje trouxemos a obra desse grande compositor. Composta em 1988 e dedicada a Francisco Mignone, a "Valsa da outra esquina" foi a última obra de Arthur Bosmans para o violão. Celso Faria apresenta aqui a primeira gravação mundial dessa composição, realizada pelo violonista, para o cd "100 anos de Arthur Bosmans". Apreciem.