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9 de fevereiro de 2017

CARTUM & CHORINHO



Cartoon  é uma palavra inglesa, de origem britânica e significa “estudo ou  esboço” de um trabalho de arte.  Aportuguesada,  vira CARTUM, uma forma crítica e diferenciada que o cartunista utiliza em seu trabalho  pessoal,  geralmente  bem  aceito  pelo mundo afora.
Já o chorinho é o mais puro e legítimo ritmo de música  brasileira, que se popularizou no salões em meados de 1880, do século XIX , vindo da Europa e que se misturou com o nosso jeito de fazer música da melhor qualidade.
Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth  são pioneiros do choro, seguidos  por instrumentistas e autores geniais  como Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e  Garoto, para citar apenas  alguns nomes famosos.
Com esse introito,  encontramos  uma forma de  escrever sobre dois artistas  bem conhecidos  e admirados por  todos em Minas  e  que sabem, como ninguém,  executar  e admirar as duas coisas: cartum e choro:  os nossos amigos  GUZ  e  Ausier  Vinícius.  GUZ aprendeu a admirar o choro frequentando toda segunda-feira, nos anos 90, do século passado,  os salões  do antigo bar do Diretório Central dos Estudantes, o famoso  DCE, na rua Gonçalves Dias, onde  funcionava também o cine Belas Artes. Era ali que aconteciam as noites   CHOROS  &  CARAS, uma combinação de música  e  caricaturas,  ao vivo e  em cores. A  música era comandada pelo nosso Geraldinho Alvarenga, com o seu conjunto Sarau Brasileiro, os músicos Hélio Pereira,  Geraldo Magela e o saudoso Zacarias.

            Guz e Ausier Vinícius em caricaturas desenhadas por Guz (Paulo Cangussu Cordeiro)

GUZ  tomou  gosto  pelo choro nessa época de ouro  e  continuou apreciando  a  música, ouvindo  e criando  ao mesmo tempo os seus bem humorados cartuns, de personalidades, amigos  e frequentadores do  ambiente.
Do  DCE, na rua Gonçalves Dias, em Lourdes,  GUZ  foi se encontrar, logo  depois, com o brilhante  cavaquinista  Ausier  Vinícius,  no  Pedacinhos do Céu, na rua Belmiro Braga, bairro Caiçara,  hoje  o  point   verdadeiro do  chorinho ao vivo  e  também  dos  cartuns criados na hora  pelo irreverente cartunista. A casa é inteiramente decorada com trabalhos do artista, que já retratou  inúmeras personalidades, músicos  e  frequentadores  daquele local  simples  e acolhedor,   e  que vale  a pena  apreciar, sempre com um chorinho sendo executado por exímios instrumentistas.

Por Hamilton Gangana