3 de março de 2016

"Composição instantânea. Apontamentos sobre improvisação", do mineiro Alvaro Walter é a nossa boa dica literária de hoje.


Hoje, a excelente dica literária que o blog do Clube do Choro de BH traz para seus leitores é de autoria do mineiro de Mariana, Alvaro Augusto Walter. "Composição instantânea. Apontamentos sobre improvisação", lançado com recursos do Fundo Municipal de Cultura da Fundação Cultural da Prefeitura de Uberaba.
Sobre a obra, nos assinala o próprio Walter: "vivenciando a música por muitos anos como instrumentista e compositor, sempre coloquei como desafio a improvisação musical, simplesmente porque ela oferece ao instrumentista a oportunidade de expressar a sua habilidade criativa.
Improvisando apenas intuitivamente, fui procurando opiniões de músicos improvisadores, ouvindo gravações e adquirindo métodos capazes de me direcionar no caminho de uma improvisação menos empírica.
Resolvi, então, apresentar esses apontamentos para fixar os conceitos aprendidos e transmiti-los a outros interessados na 'arte da improvisação'."
Para adquirir a obra, click aqui

SOBRE O AUTOR

Alvaro Walter.  Foto: divulgação
Aos três anos de idade foi inserido, como mascote, no seio da Sociedade Musical “União 15 de Novembro”, da qual o seu avô Augusto Walter foi um dos principais fundadores. Seu pai Aníbal Walter, seus tios, irmãos e primos totalizavam nove elementos na famosa banda marcial daquela cidade.Aos oito anos de idade começou a tocar trompa passando logo em seguida para o sax-horn. Aos quatorze anos iniciou os seus estudos no clarinete e no saxofone soprano. Aos quinze anos compôs a sua primeira música: a valsa “Meus quinze anos”. Aos dezesseis anos passou a tocar, definitivamente, o saxofone tenor – seu instrumento predileto. 

Walter foi integrante do “Jazz Band Quiriri”, integrado por seus Tios Joãozinho e Niquinho e o amigo Lucas. Juntos formaram um dos mais arrojados quartetos de saxofones do Estado. Aos dezoito anos, ingressou na Corporação Musical Senhor Bom Jesus de Matozinhos da cidade de Ouro Preto-MG, ocasião em que servia o Exército. Em 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Admitido na Ordem do Músicos do Brasil, tornou-se músico profissional, participando de orquestras e conjuntos, “confeccionados na hora” segundo improvisadas contratações no “ponto dos músicos”. Por mais de cinco anos abrilhantou as noites dançantes da “Boate Tejuco” no Hotel Amazonas, no centro da Capital. Em 1966, voltando a morar em Mariana, criou o “Conjunto Serenata”. Sempre tocando e compondo músicas para a Banda “União 15”, assumiu, em 1969, a regência, substituindo seu pai, o maestro Aníbal Walter.

Possui aproximadamente cinqüenta composições, harmonizadas para bandas marciais, entre sinfonias, valsas, dobrados, choros e maxixes. Em 1972, nomeado “Fiscal de Tributos” pelo Governo do Estado de Minas Gerais, foi lotado em Uberaba onde desenvolveu sólida carreira. Apesar de ter se formado em Ciências Exatas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Ciências Econômicas e em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Econômicas do Triangulo Mineiro, pouco exerceu quaisquer uma dessas profissões, pois o seu coração sempre esteve voltado para a “música”. 

Desde 1994 é componente do grupo “Choro Cultura” como solista, ao lado de Reinaldo 7 cordas, Faustinho do cavaco, Baroni do pandeiro, Gibinha do Bandolim e Barão (voz). Aposentado desde 1999 tem se dedicado, especialmente, à música, incursionando por diversos gêneros (choros, bossa nova, jazz, valsas...) a partir de minuciosos estudos sobre harmonia, improvisação, rítmica e arranjo. Desse modo, tem elaborado arranjos para Bandas Marciais do Estado de Minas e, especialmente, para Banda do 4º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e para a orquestra do Colégio Tiradentes. 

Em reconhecimento ao seu trabalho musical, foi agraciado em 2006 pelo Comando Geral da Policia Militar com o “diploma de colaborador benemérito” pelos relevantes serviços prestados à corporação e em 2012 com o “diploma de honra ao mérito” pelos relevantes serviços prestados à Sociedade Musical União XV de Novembro. Já gravou doze CD’s interpretando composições populares e eruditas.

Além da obra que hoje apresentamos, ele também publicou “No crepúsculo da mocidade: arranjos e composições marciais de Aníbal Walter reconstituídos por Alvaro Walter”, "Composições e Arranjos de Alvaro Walter organizados por Carlos Walter" Volumes 1, 2, 3, 4 e escreveu ainda dois compêndios: “O saxofone e suas peculiaridades” e “Arranjo: cartilha para bandas marciais”.