1 de julho de 2014

EM TEMPOS DE COPA, ROGAMOS!

Alfredo da Rocha Viana Filho - o vascaíno mais conhecido como Pixinguinha , posando no gramado do Estádio São Januário.

Em tempos de Copa do Mundo, a ginga brasileira, dentro e fora dos gramados, é fator de celebração. Isto, também pelos grandes chorões.
Exemplo é o choro “Um a zero", de dois dos maiores mestres da música brasileira - Pixinguinha e Benedito Lacerda que foi composto em 1919, para comemorar uma vitória do Brasil sobre o Uruguai, na histórica decisão do Campeonato Sul-Americano, em 29 de maio do mesmo ano.
A partida, das mais difíceis, só foi decidida no segundo tempo da prorrogação, com um gol do lendário, Arthur Friedenreich, conhecido como "O Tigre". O jogo, ocorrido no Estádio das Laranjeiras, praticamente parou o Rio de Janeiro.
Há quem diga que “Um a zero” foi a primeira música brasileira dedicada ao futebol. O choro, muito tempo depois, ganharia letra, feita pelo compositor Nelson Ângelo, um velho conhecido do Clube da Esquina.
A história da famosa disputa está registrada no livro “Sul-Americano de 1919 – Quando o Brasil descobriu o futebol”, do jornalista Roberto Sander.

Abaixo um histórico vídeo dos anos 50, onde Pixinguinha e seu Conjunto interpretam 1x0.



No vídeo abaixo, o grupo Arranco de Varsóvia interpreta 1x0 com letra de Nelson Ângelo.



1x0 ( Letra de Nelson Ângelo para choro de Pixinguinha e Benedito Lacerda)


Vai começar o futebol, pois é,
Com muita garra e emoção
São onze de cá, onze de lá
E o bate-bola do meu coração
É a bola, é a bola, é a bola,
É a bola e o gol!
Numa jogada emocionante
O nosso time venceu por um a zero
E a torcida vibrou
Vamos lembrar
A velha história desse esporte
Começou na Inglaterra
E foi parar no Japão
Habilidade, tiro cruzado,
Mete a cabeça, toca de lado,
Não vale é pegar com a mão
E o mundo inteiro
Se encantou com esta arte
Equilíbrio e malícia
Sorte e azar também
Deslocamento em profundidade
Pontaria
Na hora da conclusão
Meio-de-campo organizou
E vem a zaga rebater
Bate, rebate, é de primeira
Ninguém quer tomar um gol
É coisa séria, é brincadeira
Bola vai e volta
Vem brilhando no ar
E se o juiz apita errado
É que a coisa fica feia
Coitada da sua mãe
Mesmo sendo uma santa
Cai na boca do povão
Pode ter até bolacha
Pontapé, empurrão
Só depois de uma ducha fria
É que se aperta a mão
Ou não!
Vai começar...
Aos quarenta do segundo tempo
O jogo ainda é zero a zero
Todo time quer ser campeão
Tá lá um corpo estendido no chão
São os minutos finais
Vai ter desconto
Mas, numa jogada genial
Aproveitando o lateral
Um cruzamento que veio de trás
Foi quando alguém chegou
Meteu a bola na gaveta
E comemorou