.: A história do choro :.
DADOS HISTÓRICOS
O choro surgiu no Rio de Janeiro em meados do século IX (Por volta de 1870), como um jeito brasileiro dos conjuntos a base de violões, cavaquinhos e flautas tocarem os gêneros dançantes europeus da época (polcas, valsas e mazurcas).
Desses gêneros, destacava-se a polca trazida pelos portugueses que influenciou sem dúvida o nascimento do choro.
Para se impor como um gênero musical de raiz, o choro passou a desfrutar de ilustres colaborações em sucessivas gerações, começando por Joaquim Antônio da Silva Callado, autor do célebre choro Flor Amorosa, historicamente, o primeiro choro brasileiro.
Das contribuições de gerações de compositores e intérpretes, a mais importante foi a do Pixinguinha, o maior compositor e intérprete de choro de todos os tempos.
Além de Pixinguinha, outros grandes compositores e intérpretes do choro foram Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Zequinha de Abreu, Luis Americano, Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim.
Para se ter uma idéia da sua importância, o choro foi a principal inspiração na obra de Villa Lobos.
Misturando-se a harmonias contemporâneas, o choro se desenvolveu a partir de composições de Radamés Gnattali, Garoto, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Paulinho da Viola e outros.
Do ponto de vista profissional, os compositores e instrumentistas do choro são
hoje em dia muito mais valorizados e respeitados. O choro progrediu das modestas rodas para os palcos dos mais importantes teatros do Brasil e do mundo, tendo revelado intérpretes e compositores de renome, como Altamiro Carrilho, Dino 7 cordas, Raphael Rabello, Paulo Moura, Severino Araújo, e Hamilton de Holanda.
Hoje podemos entender a importância do choro como uma das mais fundamentais expressões culturais do nosso povo.